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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

13
Dez16

À la minute: Amesterdão

lady-gazeta

Check in feito, próxima paragem: Amesterdão, Holanda.

As malas estavam cheias não só de roupa bem quente, mas também de expectativas: por sermos muitos, por sermos amigos, por sermos nove e por ser em  viagemTroubles, troubles. (ou nem por isso :)). O roteiro estava feito e os interesses estavam debatidos. Siga!

Atenção tripulação, portas em arm. Cross-Check.

Da Holanda esperava túlipas, embora o pleno mês de Dezembro, canais e a tal cidade meio louca que albergou amigos de faculdade durante largos meses. O interesse pela cidade estava, então, ali, in media res: não estava tão céptica como com a cidade da luz, nem tão expectante como com Milão. Tudo errado. A minha falsa expectativa derrota-me a cada viagem, admito. [E ainda bem!] Se, por lá, as bicicletas são o Ás dos transportes, a limpeza das ruas e dos canais faz o cheque-mate final ao ambiente que por lá se vive.

Se continuo a afirmar que a água favorece a beleza qualquer cidade, seja mar, seja rio, pois que Amesterdão vence, claramente, a categoria de enquadramento cénico entre rio-e-casas. Os canais transmitem não só muita paz, mas são também o pretexto mais do que suficiente para nos perdermos nas fotografias. A cada foto, um postal. E, enquanto que a água permanece limpa e parada debaixo de pontes, o cheiro nas ruas é surpreendentemente (ou não tão surpreendentemente :) ) agradável. Dos holandeses guardo o à-vontade com que levam a vida: desde as janelas desnudadas de cortinas, as coffeeshops e a red light completamente desprovidas de olhares recriminadores.

Mais uma vez, parabenizo o roteiro do A.- que sem ele não teríamos visto nem metade da cidade. Contudo, como já não é novidade, deixo-vos as dicas à lá minute desta viagem:

  • Alojamento: Hostel Clinknoord. Muito em conta e altamente recomendado para viagem entre amigos. O pequeno almoço não nos leva à falência (entre os 3.5€ e os 6€, aproximadamente). É pertíssimo da estação central. Tem uma pequena desvantagem de ficar na outra margem do canal, mas o Ferry sendo grátis, tem também uma frequência de fazer inveja a metros de muitas cidades.
  • Rooftop: Adam Tower. Holanda não é propriamente conhecida pelos arranha-céus, mas continuo convencida que, de cima, as cidades ganham ainda mais encanto. Vale a pena visitar.
  • É uma cidade onde os preços são muito ao nível de Milão. Caso se pretenda fazer refeições em restaurantes é que sim, torna-se inevitavelmente cara. Noto que é um fenómeno cultural: comer fora é um luxo e motivo de festa. Nós, países mais ocidentais, continuamos a achar que festa é todos os dias e cá-vai-disto de comer fora. As bebidas alcoólicas são visivelmente mais caras: uma cerveja ~4€.
  • Museus: sim! Sim, a lady-gazeta não é a fã nº1 de museus, mas vale a pena visitar o museu da Heinekenn (ganha pontos na interacção entre visitante e cerveja) e Anne Frank (uma vez que conta a história de forma detalhada e não entediante do holocausto).
  • Saiam de Amesterdão e em meia hora estão em Utrecht. É uma cidade encantadora. A arquitectura das casas e, novamente, os canais, os campos verdes, o comércio e a Dom fazem dela uma cidade que contrasta entre o medieval e a actualidade. Sim, sou muito apologista do sair da "capital" para outras cidades, porque acabamos por encontrar um modo de vida mais real, mais familiar.
  • Antes da viagem: se tiverem <29 anos, façam cartão jovem: compensa na entrada dos museus. 
  • Um passeio nos canais, de barco, vale sempre a pena. É sempre uma perspectiva diferente de ver as casas que ladeiam o rio (e de validar o quão tortas e enternecedoras são enquanto beijam os canais :))
  • Red Light?: Sim, e sem preconceitos, sem julgamentos. Faz parte.
  • Alugar bicicleta? Sim, para visitar, pelo menos, o De 1100 Roe (moinho de vento). Muita cautela também. [As bicicletas têm prioridade sobre tudo. Tudo mesmo!] De resto? A pé. É uma cidade plana e 3 dias chegam perfeitamente para a conhecer.

Os castanhos das árvores do Vondelpak, a neblina matinal sobre Scheep Vaart, o frio cortante, as casas-barco e os cheiros marcaram sem dúvida esta viagem. A coordenação, o espírito grupo, a partilha marcaram um ensinamento precioso para uma próxima viagem, sem dúvida. Um grande bem-haja a vocês, que viajam comigo nestes longos posts e aos super companheiros de viagem: T,T,T,V,A,D,S e ao A., claro, por ter sido o nosso líder espiritual e por ter assumido o papel de lady-gazeta de tantas viagens! :)

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