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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

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28
Set16

À la minute: Paris

lady-gazeta

Pois, caros companheiros(as) de amena, aconteceu! Entre a emoção de Nova Iorque e os suspiros por Amesterdão, no mês gelado, com umas ânsias que quem me conhece bem, Paris foi marcado ali, em cima do joelho - e sim, como quem vai ali, curar a ressaca de dois meses sem viajar. Mas? Como assim, Paris? Que cliché! Toda a gente vai a Paris. Errado. Paris é um cliché que eu, imagine-se, não conhecia! "Fica para depois", "Posso lá ir a qualquer altura", "Paris é giro, mas...". Mas nada!

Para Paris não levava grandes expectativas, admito. As fotografias de toda a gente faziam-me antever o que esperava da cidade onde as amigas são pedidas em casamento. Mais, garanto-vos, fiquei agradavelmente surpreendida. Paris é, de facto, uma cidade linda e inevitavelmente romântica. O rio Sena, as pontes estrategicamente posicionadas, são também um passaporte cénico para uma vista que enche a lente (ou o ecrã do telemóvel) a qualquer apaixonado por fotografia. E, se de dia a paisagem é majestosamente ornamentada, onde qualquer ponte do rio reserva vestígios da história da cidade e de todos os Luíses que por lá reinaram - de noite o encanto é, na minha opinião, ainda maior. O blinking da Torre Eiffel é enternecedor e é a sobremesa de luxo de um jantar de um viajante.

 

Tal como tem vindo a acontecer, não vos deixo roteiros. Facilmente encontram o típico "3 dias em Paris", mas deixo-vos dicas que, quanto a mim, fazem jus ao best-of da cidade.

  • Alojamento! Hotel du Dragon. Procurámos, eu a J, minha irmã, e o Z., agradavelmente alojado no aquário de J., um local central, barato e claro, com uma avaliação simpática no Booking. É um hotel muito simples, 1 estrela, limpo, staff simpático e prestável. O quarto é espaçoso, mas sem luxos. Para mim, o hotel tem apenas uma lacuna: a ausência de elevador que, com as malas nos torna pessoas saudáveis e de bicípites fortes :). A estação de metro também é pertíssima do hotel, ainda que raramente a utilizássemos, uma vez que os ex-líbris de Paris estão logo ali ao lado.
  • Macarrons! Laduree. Caros, mas bons. Provavelmente encontrarão dezenas de outras marcas, mas apaixonei-me pela variedade e pelo aspeto de todos os outros doces (quem disse que os olhos não comem?). Devem ir, pelo menos, espreitar o glamour da loja, nos Champs-Élysée.
  • Vistas panorâmicas! Do Sacre-Coeur têm uma vista linda. Devem ir e aproveitar o final do dia lá. No entanto, e noutra perspetiva, também aconselho o observatório panorâmico de Montparnasse (e comprem o bilhete noturno e diurno). Compensa, acima de tudo, porque conseguem uma vista 360º de cidade e mais, da Torre Eiffel. De um ponto de vista menos turístico, as galerias La Fayette também têm uma vista muito interessante sobre Paris (e a custo 0). Aproveito também para atentarem ao topo destas galerias; são lindas e muito semelhante às galerias Vittorio Emanuele, em Milão.

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  • Moulin-Rouge: à noite! Sim, o ambiente no Pigalle é “pesado”, mas não ao nível de uma Rocinha :P. Vale o risco (que não é assim tão arriscado).

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  • Voos: o aeroporto de Beauvais. 15€ até à cidade + 1h de autocarro compensam o barato de uma viagem low low cost? Orly, por sua vez, fica a meia hora de autocarro, com um custo de 8€. Há que ponderar
  • Três dias é pouco tempo para Paris. Embora seja uma cidade que facilmente se conhece a pé, no entanto, não estamos a contar com as longas filas de espera para entrar em qualquer ponto mais “turístico” (Notre Dame, Torre Eiffel…)
  • O culto do café/esplanada é evidente. As esplanadas e a exibição cultural estão-lhes enraizadas. Os franceses têm tanto orgulho na sua esplanada – muito cuidadas -  como na sua música ou pinturas que exibem. O espírito Amélie está em todo lado: desde a maquilhagem francesa à música de Yann Tiersen. Há que aproveitar. Especialmente uma tosta, ao final do dia, num dos cafés junto à ópera. Le Deux Magots é apenas um exemplo mais comercial de uma esplanada tipicamente parisiense, há muitas mais (e mais baratas com mais qualidade até). E provem a sopa de cebola, muito típica em Paris. A água engarrafada é que… não há como a nossa! :)
  • Sim, a Torre Eiffel é mesmo! tudo aquilo o que vemos em fotos. Quando dizem que o amor é mágico é certamente porque não estiveram no Jardins do Trocadéro ao por-do-sol. Depois de enamorar a torre, recomendo um jantar muito em conta na Rua Cler, depois de atravessar os Champs de Mars.

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  • E sim, é uma cidade cara. Roupa cara (e cheia de estilo… os óculos de sol…ahhh), comida cara e alojamento, se for em bom, caro – como em todo o lado. Atenção, não tão cara como Zurich, mas muito ao nível de Milão. Fora das zonas turísticas, almoça-se por 10€ (bebida, prato, sobremesa), o panorâmico e a torre Eiffel fica por volta dos 15€. Um café fica pelo 4€. No entanto, embora as atrações turísticas sejam preços tabelados, consegue-se fazer uma viagem barata se for um viajante (refeições volantes: crepes, sandes e afins; hostels; andar a pé).
  • Por fim, mais uma recomendação: façam-se acompanhar por malas ou mochilas práticas, uma vez que serão revistados em todas as atrações turísticas.

 

E se dizem que Paris is always a good idea garanto-vos que este cliché não podia estar mais certo. A prova (mais que provada) disso é que apesar de todos os dramas que têm assolado esta cidade, Paris continua apinhada de turistas. Se este amor platónico persiste com a cidade recheada de gentes de fora, imagine-se com menos gente? Seria, certamente, um amor eterno. Ou será que já não o é? :)

 

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