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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

11
Jan15

Cheguei há uma semana...

lady-gazeta

…do Brasil!

 

Visito o Brasil como quem visita o Algarve. Sinto-me uma privilegiada por poder fazê-lo, embora isto cause espécie a muita gente. Não me interessam lá muito essas comichões alheias. Faço a minha festa vaidosa antes de ir, meto a viola no saco e rumo até ao outro lado do Atlântico, tocar noutro género de freguesia.

De lá venho muito cheia, muito preenchida, muito arejada. Vejo e relembro outras realidades. São 25 anos de um Brasil a mudar e a evoluir (facto evidente nos últimos 7 anos). Neste momento, vejo um Brasil cada vez mais virado para o Brasileiro e menos para o Europeu. Agora, quem é turista é o brasileiro dentro do seu próprio país (ou continente? :))

Desta vez fui para Recife, no nordeste. Praia, praia, praia. Seis horas de praia por dia. E descanso. E ler. Se vocês precisam de um retiro espiritual, eu já não tenho duvidas e o que preciso mesmo é de praia.

A praia da Boa Viagem, no Recife, é a praia mais caricata que eu conheço. Os vendedores fazem o seu negócio com ostras, camarão, camisolas, bonecos de plasticina, mangas, abacaxis num saco (ai asae, asae…), sopa. Tudo é vendido. Tudo mesmo.

Na verdade, a não ser o meu pai, acho que mais ninguém que conheço gosta daquela praia. Eu, ainda que não ame de paixão, reconheço o encanto do movimento daquele areal. Mas não, não é uma praia paradisíaca. É o agito e a insegurança que conquista (quem disse que é a segurança que nos dá alento e nos prende?).

Eles impõem a Ordem e Progresso, mas sempre que chego à praia, vejo uma realidade ainda tão tão tão pobre. Mas lá está. Portuguesismos, talvez. Negativismo. Ouvindo este desabafo, um rapaz disse, uma vez: eu que me queixava de não ter sapato encontrei um moço que não tinha pé, viu minina? E acho que é isto o que nos falta por cá. O nosso espírito queixoso (e contra mim falo) angustia-nos permanentemente, impedindo, por vezes, de alcançar determinados objectivos. Tal como eles têm que aprender muito connosco, Europa, nós também temos muito que aprender muito com eles, brasileiros.

Sim amigos, é-me inato este carinho pelo Brasil. Mea culpa, reciprocidade! É que sinto que o Brasil também não me é indiferente! :p

 

E assim se começa mais um ano, companheiros de amena! Sei que continuam por aí. A minha ausência foi flagrante e eu com tanto para vos contar… #perdoai-me!

 

Ah! Afinal, mandem vir um chá bem quente, por favor, que este frio não pede cerveja!

A Lady-Gazeta

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