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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

21
Jun14

Puxa uma cadeira e senta-te.

lady-gazeta

Era uma Nini dos meus 15 anos e o Reflexos, o meu primeiro blogue, não estava longe de ser um diário de derrotas sentimentais. Era coisa profunda, usava mais de 10 adjectivos por frase, muitas cores e muitos smiles. 

Nessa altura, o mundo dos blogues estava em ascensão e era também uma nova forma de nos revelarmos ao mundo. Mas a um mundo muito diferente. As loucuras e provocações passavam-se in loco: nas galas, nos convívios e nos intervalos da escola secundária. Depois, as nossas frustrações e alegrias eram contadas às amigas(os). E o assunto morria, aparentemente, na origem da questão, sem o To Be Continued… diário do facebook. 

 

Hoje tornámo-nos pessoas teoricamente mais informadas e próximas, mas também mais básicas e repetitivas. As frustrações e alegrias são facilmente (e, por vezes, erradamente) reconhecidas por fotografias, comentários, gostos e onde a obsessão enjoativa pela imagem é o b-á-bá ancorado à personalidade. Contra mim falo, claro. 

 

Oito anos volvidos e a minha paixão pela escrita aliada à tecnologia não se desvaneceram e o que demonstrei até hoje não é nem metade de mim. Por isso, achei que este era o momento de me expor para além do que pareço-ser. E, assim, acabo também com a muy acarinhada pergunta “Quando voltas a escrever?”. Cá estou eu, de novo, na indústria de blogues que está a dar numa de artes: só-os-bons-ou-conhecidos-é-que-se-safam, pois já têm uma casa feita. Bom, não tenho casa, mas tenho Cunha, pode ser que se equipare. :p Nada disso. Não procuro projecção, mas sim uma forma diferente, talvez arcaica, de comunicar.

 

Contudo, reconheço, de há oito anos para cá cresci, tornei-me mais light, mais bem-disposta (dizem!) e descontraída, mas também mais fria, objectiva e exigente, resultado de tantas, tantas cenas várias da vida. Se sou como o vinho do porto? Veremos!

 

Ah! Bem-vindos! A vocês e ao Verão!

A Lady-Gazeta

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