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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

24
Jul18

Pico, Açores

lady-gazeta

O barco dava o sinal de partida e o tempo chorava, tal como chorou o tempo todo durante a nossa estadia na ilha de São Jorge. Cá entre nós, eu acho que a ilha chorou pelo pouco tempo que por lá passámos. 

 
Viagem atribulada, mar agitado, enjoos e vento, foi assim caracterizado o nosso percurso de barco em direcção a Madalena, no Pico. 
Comigo levava uma gripe e a esperança de que passasse rápido, já que havia uma montanha por subir, dentro de 2 dias! 

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Assim que chegámos a Madalena, tratámos o que já era habitual: o alojamento, desta vez em airbnb, no Atelier Xavier Ávila. Um apartamento central, limpo e moderno, bem no centro da vila. Depois disto, a rent-a-car, os mapas em papel, as recomendações em maps, no telemóvel. Meia dúzia de estradas principais e lá nos metemos a caminho, já que ainda tínhamos um dia por aproveitar. Começámos por procurar as lagoas, bem no centro da ilha. O nevoeiro fez das suas e, por isso, apenas conseguimos encontrar duas numa estrada repleta delas. Mas, o pouco que vimos, apaixonou-me. Somos fãs de natureza e, por essa razão, demos-lhes a prioridade de primeiro dia. E nisto, enquanto atravessávamos a ilha não havia vestígios do topo da montanha. 

 

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Nesse dia não descobrimos o melhor da gastronomia, já que havia uma gripe para curar. E, não sei se foi das preces, dos comprimidos ou da pressão de ter que subir o pico do Pico, mas é certo que, no dia seguinte, já estava curada. No entanto, não arrastando o tema para o fim do post, é essencial apreciarem a vista e o petisco do Cella Bar (com uma arquitectura supimpa), o Caffe 5 (bem no centro de Madalena) e o Atmosfera (um italiano com uma vista ainda mais maravilhosa sobre São Jorge, por um lado, e a montanha por outro).
 

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Fizemos a volta à ilha, de carro, e encontrámos as paisagens mais rudes das 3 ilhas. Tudo é escuro, tudo são vestígios de lava. As vinhas, património mundial, são o símbolo do Pico. As vinhas crescem entre muros, feitos de rocha e de suor de quem os construía à mão. É de lá que vem o melhor vinho dos Açores e, a título de curiosidade, os muros, servem para evitar a destruição das videiras aquando dos ventos fortes ou tempestades mais fortes. 
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As praias rochosas e igualmente escuras contrastam com as cores das águas, azuis e cristalinas. Visitámos o Cachorro, percorremos lado-a-lado a única pista do aeroporto, fomos ao museu do vinho e da vinha (que vale realmente a pena visitar pois tem detalhes encantadores), encontrámos as casas típicas meticulosamente pintadas de cores fortes que contrastavam com todo o negro à sua volta. Já não era exclusividade desta ilha, mas aqui, estas casas, ganham mais encanto. 
 
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Jardins cuidados, recantos verdes que faziam questionar como é que estas flores nasceram aqui?, miradouros suspensos, pescadores de São Roque, e até grutas, repletas de estalagmites e estalactites, resumem o principal que ocorre à volta do sopé da montanha. 
 

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Inegavelmente, é a montanha mais alta do país que dá o protagonismo a esta ilha. É a montanha que faz prever o tempo para o dia seguinte, que traz o turismo (sobretudo internacional) e que enriquece de nutrientes o solo para o cultivo. A montanha dá vida à ilha e a ilha precisa desta subsistência. Este facto não se discute. Durante as paragens em cafés e restaurantes e até mesmo os locais que passeavam, eram poucos os que arriscavam subir-lhe. Muitos deles questionariam qual o interesse dos turistas o fazerem. Uns loucos. Sem dúvida, uns loucos. Nota-se um profundo respeito pela mãe-natureza, nesta ilha, e por tudo aquilo que ela lhes dá e, a prova disso, é a manutenção das piscinas naturais, das vinhas e, claro dos jardins. Esta manutenção salta-nos à vista e convence-nos a voltar a locais que são assim, zelosos e protectores. 

É uma ilha bonita, charmosa e que devia fazer parte do CV de quem viaja. Não para um típico checked, mas sim para aproveitar o que ela nos dá. No Pico, São Jorge ou Faial, o turismo português é pouquíssimo. Enquanto lá estivemos, no início da época alta, senti-mo-lo bem. Há que aproveitar enquanto as nossas pérolas do atlântico não são descobertas por outrem. Vão. E não se vão, de todo, arrepender. 

A Lady-Gazeta

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