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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

15
Jul18

São Jorge, Açores

lady-gazeta

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São Jorge, Velas

 

Faial, detentora de uma beleza indiscutível, foi também vítima da maior das correrias. A sensação de estarmos sempre atrasados só abrandou quando voltámos a entrar no barco, no porto da Horta. Desta vez o checkin para o percurso Horta-Velas tinha sido, apenas, com 20 minutos de antecedência e, assim que percebi que o barco que nos levava até São Jorge era ligeiramente maior e, por isso, mais estável, até suspirei de alívio. Podia, finalmente, descansar, pensei. O dia já ia longo, afinal de contas tínhamos acordado antes das 5 da manhã e, por isso, aproveitaríamos aquele final de dia, durante as próximas 3 horas para dormitar. 

 

Errado.

Tudo errado. 

O pôr-do-sol proporcionava as melhores imagens das 3 ilhas. O céu estava limpo e o mar estava calmo. Era impossível dormir assim. De baleias, nem vestígios. Mas havia mais para procurar. A paisagem é digna de cena de filme e a viagem foi uma oportunidade única para tirar as melhores fotografias a bordo. Revejo as fotografias e tenho vontade de voltar a este momento. Fiz histórias de Instagram, fiz videochamadas para a família. Partilhei, partilhei e partilhei.

 

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 Agora que penso, continuo a ser a mesma miúda de há 10 anos atrás que, sempre que viaja, detém a mesma euforia com coisas que para muitos, são mínimas. Seja aqui, em Portugal, na aldeia mais escondida, como no destino mais vum-vum-vau. 

 

Algumas horas depois São Jorge torna-se mais nítido. E, mesmo a anoitecer, já era possível ver as escarpas e o verde que caracterizam a ilha.

 

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Já passava das 21 horas quando o barco atracou em São Jorge. Um porto bonito, diga-se. Pequeno e acolhedor.

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Não é preciso perceber muito da geografia da ilha para se deduzir que mal atracássemos já estaríamos em Velas, o centro do movimento. 

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Bem-dito, bem-feito. Sem grandes planos, jantámos perto do desembarque, no Velense. Fomos brindados com um delicioso queijo e uma longa conversa com a senhora que nos servia o jantar. Esperávamos mais da refeição, sem dúvida. Mas foi a conversa que convenceu. Brindou-nos com a introdução da ilha, como se lêssemos um livro denominado por São Jorge. Introdução essa que nos fez esquecer completamente que não existem táxis durante a madrugada que nos levassem ao Hotel da primeira noite. Percalços, não é verdade? 

Mas há sempre um amigo, que tem outro amigo que tem um táxi. E cai-me a ficha. Estamos realmente numa ilha pequena. Todos se conhecem. Maravilhoso. Eu gosto destas afinidades. A ilha de São Jorge é pequena, mas oferece diversidade, garanto-vos.

 

Começo por vos falar de alojamentos. Posso?

O primeiro alojamento não foi bem um Hotel. São um conjunto de bungalows muito bonitos. Chama-se Intact Farm Resort e assim que chegámos, numa noite de lua cheia, fomos brindados com uma noite maravilhosa. Raramente escrevo aqui sobre um alojamento. Só quando são realmente bons e que recomendaria a um amigo ou a um familiar muito próximo é que também o faço aqui. Este alojamento é assim um encanto.

 

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 Em boa verdade, em termos de alojamentos, esta ilha surpreende. Se por um lado optámos por ficar num alojamento fancy. A segunda noite optámos por ficar numa casa partilhada, em Guesthouse. Nada a ver, lady-G, dizem vocês. Concordo, nada a ver. Duas experiências diferentes, mas ambas espectaculares. Ficar na casa da D. Bernardete foi receber o pequeno almoço dos Deuses, com produtos exclusivamente regionais e também as melhores dicas da ilha. Foi a primeira vez em Guesthouse e sabem que mais? Adorei e adorámos a experiência. Portanto, se vão com um espírito aberto, poupado, e sem grandes questões no que toca a partilhar espaços comuns, devem visitar a D. Bernardete, na Urzelina Guesthouse.

 

O tempo, no primeiro dia, e a minha gripe foram os adversários da boa disposição, mas a ilha, ainda assim, fez xeque-mate da secção Must See do nosso país. Não há escarpas, nem fajãs como lá. Nem queijo. Nem atum de Santa Catarina.

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Por falar em comida, pára tudo. Parou?

Parou mesmo?

É impensável descrever a estadia em São Jorge sem referenciar um restaurante ímpar da ilha: Fornos de Lava, em Velas.

A simpatia, a comida deliciosa e a vista, tudo com avaliação máxima num só restaurante. 

 

Se para além de bons garfos, também são amantes de trilhos e/ou caminhadas? São Jorge é uma ilha rica em trilhos, alguns deles incluem cascatas mas, infelizmente, não fizemos nenhum deles, porque o tempo não colaborou. Se, por outro lado, são do turismo do mapa de papel nas mãos, aventurem-se pelos caminhos que vos levam para a cordilheira central. Não há rede. É, por isso, ainda mais fácil aproveitar.

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Desta ilha esperem encontrar uma larga exploração agro-pecuária e, desta forma, o único engarrafamento que irão encontrar são vacas em pasto... nas estradas! Recomendo-vos cautela, já que em dias de nevoeiro cerrado há manadas mais afoitas que outras.

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Se pretendem levar recuerdos, queijo e atum de São Jorge são o best-seller e podem encontra-los, devidamente embalados, na Cooperativa da Beira (está a ver Dona Bernardete? Dicas de amiga. ).

 

 

Companheiros de viagem, segue um rasgado elogio a esta ilha no que toca à simpatia dos seus habitantes. Mesmo que esta ilha fosse completamente desinteressante, a hospitalidade que ostenta faz-nos ficar e, para quem parte, dá vontade de regressar. Quanto a nós, já sabem que nos comprometemos a voltar. É impensável não conhecer aquela cascata, que beija os pés à Fajã de Santo Cristo.

 

 

Será, sem dúvida, um até já!

 

 

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