Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

15
Set15

À la minute: 3 dias de Frankfurt

lady-gazeta

Achei que era giro partilhar um bocadinho mais com vocês sobre viagens. Certo é que já vos contei sobre o Brasil, mas fiquei-me por aí. É pouco para um tema que me dá imenso prazer: viagens. Há cerca de 3 meses fui até Frankfurt, numa onda muito europeia de short break.  

3 dias de Alemanha. Dizem os mais cépticos: isso não dá para nada. Depende do que se pretende. Para mim, dá sim. Claro que depende do destino e do que pretendemos conhecer. Aviso-vos que não sou miúda de museus, sou miúda de vivencias. Não querendo com isto dizer que está fora de questão ir a algum, nada disso. Simplesmente, se não conhecer tudo o que é museu de uma cidade, não fico com ânsias. 

Posto isto, depois de introduzida a minha postura perante viagens, cá vai a primeira viagem com a assinatura à la minute da Lady-Gazeta.

Dia 1

Chegada ao aeroporto. O aeroporto! Grande, gigante!, limpo e, para amantes aviões, as vidraças são passaporte imediato para contemplar a beleza Airbus. Os A380 afinal não são um mito. :p

O voo chegou tarde e o caminho até ao hotel levou perto de uma hora, de transportes (metro). 

Fiquei alojada no hotel Movenpick, onde havia uma saída de metro pertíssima. O hotel fica não muito distante do centro da cidade, o caminho até lá faz-se perfeitamente a pé. Bom pequeno almoço, à alemã, com direito a salsichas, bacon, ovos... tudo very typical, limpo e confortável. O preço justifica a qualidade.

Dia 2

Foi um dia dedicado inteiramente à cidade: centro histórico, rio e zona comercial e... festa da cerveja!

Primeiro que tudo, acordar cedo é mandatório. Delineámos o dia de forma a fazer caminhadas, sem recorrer ao metro. Foi uma escolha bem sucedida.

  • Banco Central Europeu, a Bolsa de Valores de Frankfurt e os bancos alemães. Tudo na mesma zona. Edifícios arrojados, o típico símbolo do Euro, na entrada do banco central Europeu. É interessante sentir o power da Europa de perto. 
  • Römerberg Platz. As casas típicas, coloridas, uma estátua central, dezenas de turistas. Muito acolhedor, sem dúvida. Senti uma Alemanha muito pouco "fria". Depois entrámos numa igreja e coisa mudou. Surgem algumas memórias de livros e filmes que recordam a chacinaria alemã, nas igrejas. É inevitável. Optámos por não entrar em mais nenhuma igreja. Por fora são imponentes, de acordo com o estilo.
  • Eiserner Steg. A ponte sobre o Rio Main, ao estilo parisiense, recheada de cadeados e promessas. Temos uma vista fabulosa sobre a cidade. Enquanto atravessamos a ponte, a pé, conseguimos ver o contraste de construções novo-velho. Sem dúvida a imagem que marca Frankfurt, após a 2ª Guerra Mundial.
  • Rua Zeil. A rua das lojas. E, com isto, aproveitámos para almoçar e usufruir de uma das maravilhosas esplanadas de Frankfurt. 
  • Casa Goethe. Não chegámos a entrar. Estava fechada. No entanto, apresenta-se com uma arquitectura harmoniosa. Vale a pena, no mínimo, para a fotografia.
  • Festival da cerveja. Nada como ser alemã, na Alemanha. Vivemos a festa, as pessoas e o ambiente. Não era a festa grandiosa da cerveja, mas foi bom sentir.

No final do dia, as típicas dores nos gémeos. Mas são daquelas dores que valem a pena, sabem?

Dia 3

Último dia de Alemanha, acordar de madrugada. Destino: Heidelberg.

A estação de comboios é igualmente grandiosa. Frankfurt é certamente a ponte da Europa. Duas horas no comboio que rumava a Estugarda, ficámo-nos por uma vila en-can-tadora! Senti-me nos desenhos animados da Rapunzel. Tem rio, tem castelo, tem casas muitíssimo bem conservadas. A sensação de quem lá chega é que chegou a uma cidade medieval e romântica!

Igreja Heiliggeist, o Castelo, a Rua da cidade velha, a Ponte Velha são algumas das principais referências que visitámos e que eu recomendo. Pela vista fabulosa sobre o vale e sobre a vila.

 

Cenas mesmo TOP da à la minute:

  • A cultura da esplanada. Estão sempre cheias (muito relacionado com o tempo fantástico que estava);
  • O fim do mito do alemão como povo fechado e frio;
  • O metro leva-nos à porta de quase tudo. Melhor que isso, só o facto de ser uma cidade pedonal. Gastámos pouco dinheiro em transportes;
  • O contraste novo-velho, em termos de cidade. Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
  • O contraste entre Heidelberg com Frankfurt.
  • O alemão não foi entrave. Toda a gente dominava o inglês.

Cenas meh da à la minute:

  • É uma cidade cara;
  • Não me venham com salsichas. Não há comida como a nossa;

 

[Assim que possível, colocarei algumas fotos, caros gazeteiros. Os olhos também comem. :)]

04
Abr15

E mais Brasil.

lady-gazeta

Ai o Brasil.

Dizem que quando é amor, é assim mesmo: passam os anos e o sentimento fortalece. 

 

Aterrei em Recife, pelas 21h e, desta vez, esta cidade foi só de passagem. O primeiro destino foi João Pessoa(JP) a 3 horas de carro de Recife. A noite já ia com 4 horas e apanhar táxi para 3 horas de viagem fez parte do desafio. No encontra e não encontra táxi (previamente contactado e recomendado) lá seguimos até JP. Viagem atribulada, com uma perseguição que nos deu coragem para 6 dias de Brasil, lá chegámos seguros ao hotel Verde Green. Pois é, ir ao Brasil também é correr riscos e em 20 anos, correu sempre bem. Dizem que é sorte, mas eu prefiro acreditar que é amor recíproco entre nós. Do hotel em JP guardo comigo o bom o pequeno almoço, a limpeza, o sossego e a maravilha de conforto das camas e almofadas. Embora fique na primeira linha da praia, é uma zona pouco recomendada a banhos, por falta de areia e insegura. No entanto, nada que uma boa caminhada, de 500m, não resolva. JP já não era novidade para mim, mas nota-se um desenvolvimento que me deixa pasma perante a crise que o Brasil começou agora a atravessar. Mais agito, mais perigo. O que me cativou há uns anos - a paz, deixou de ser característica daquela cidade. Soube bem, mas souberam muito melhor os últimos 4 dias: Pipa. Da estadia em Pipa guardo as melhores recordações muito alentadas pelo alojamento no hotel Ponta do Madeiro (a 2 horas de carro de JP). Com uma vista soberba sobre o mar, refeições deliciosas, simpatia inata dos funcionários e a fauna/flora que nos rodeavam foram razões mais do que suficientes por me perder de amores (e olhem que é fácil) na praia de Timbau do Sul. Quanto a Pipa como "cidade", considero-a das cidades turísticas mais portuguesas, muito ao nível da rua da Oura. Gente gira, marcas caras, restaurantes fash e noite, tudo juntinho. Beleza? Natural sim, mas pouco investimento em infra-estruturas, nomadamente edifícios e estradas, tal como restante nordeste brasileiro. Por fim, regressámos a Lisboa com uma breve passagem por Natal, onde conhecemos um novo aeroporto, com uma infra-estrutura gigante, para o acolhimento de 4 companhias aéreas. Eles por lá reclamam e sabem, cá entre nós, têm muita razão. 

 

Resumidamente, estes dias foram os dias que eu precisava: descanso, praia, sol e conhecer, conhecer, conhecer...

Agora resta-me desengravidar de comida. :)

26
Mar15

Malas feitas.

lady-gazeta

Amanhã vou para o Panamá Brasil.

O percurso será Lisboa - Recife - João Pessoa - Pipa - Natal - Lisboa

 

 

As férias certas no momento certo, amigos de amena! 

A expectativa está alta, porque conheço as linhas com que me estou a coser. 

Até já! 

 

11
Jan15

Cheguei há uma semana...

lady-gazeta

…do Brasil!

 

Visito o Brasil como quem visita o Algarve. Sinto-me uma privilegiada por poder fazê-lo, embora isto cause espécie a muita gente. Não me interessam lá muito essas comichões alheias. Faço a minha festa vaidosa antes de ir, meto a viola no saco e rumo até ao outro lado do Atlântico, tocar noutro género de freguesia.

De lá venho muito cheia, muito preenchida, muito arejada. Vejo e relembro outras realidades. São 25 anos de um Brasil a mudar e a evoluir (facto evidente nos últimos 7 anos). Neste momento, vejo um Brasil cada vez mais virado para o Brasileiro e menos para o Europeu. Agora, quem é turista é o brasileiro dentro do seu próprio país (ou continente? :))

Desta vez fui para Recife, no nordeste. Praia, praia, praia. Seis horas de praia por dia. E descanso. E ler. Se vocês precisam de um retiro espiritual, eu já não tenho duvidas e o que preciso mesmo é de praia.

A praia da Boa Viagem, no Recife, é a praia mais caricata que eu conheço. Os vendedores fazem o seu negócio com ostras, camarão, camisolas, bonecos de plasticina, mangas, abacaxis num saco (ai asae, asae…), sopa. Tudo é vendido. Tudo mesmo.

Na verdade, a não ser o meu pai, acho que mais ninguém que conheço gosta daquela praia. Eu, ainda que não ame de paixão, reconheço o encanto do movimento daquele areal. Mas não, não é uma praia paradisíaca. É o agito e a insegurança que conquista (quem disse que é a segurança que nos dá alento e nos prende?).

Eles impõem a Ordem e Progresso, mas sempre que chego à praia, vejo uma realidade ainda tão tão tão pobre. Mas lá está. Portuguesismos, talvez. Negativismo. Ouvindo este desabafo, um rapaz disse, uma vez: eu que me queixava de não ter sapato encontrei um moço que não tinha pé, viu minina? E acho que é isto o que nos falta por cá. O nosso espírito queixoso (e contra mim falo) angustia-nos permanentemente, impedindo, por vezes, de alcançar determinados objectivos. Tal como eles têm que aprender muito connosco, Europa, nós também temos muito que aprender muito com eles, brasileiros.

Sim amigos, é-me inato este carinho pelo Brasil. Mea culpa, reciprocidade! É que sinto que o Brasil também não me é indiferente! :p

 

E assim se começa mais um ano, companheiros de amena! Sei que continuam por aí. A minha ausência foi flagrante e eu com tanto para vos contar… #perdoai-me!

 

Ah! Afinal, mandem vir um chá bem quente, por favor, que este frio não pede cerveja!

A Lady-Gazeta

Siga-nos no Facebook!

O Amena pertence a...

Amena no Mundo

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar