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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

29
Nov17

O Norte, o Gerês e as Cíes

lady-gazeta

Primeiro porque aparecia cada vez mais nas redes sociais, sendo muitas vezes destaque de revistas como A Volta Ao Mundo. Depois as fotos. As fotos, meus bons amigos, fazem fraquejar os maiores amantes citadinos. E foi assim que surgiu o destino Cíes: perto, bonito e, aparentemente, barato.

E se, a caminho das Cíes, fossemos ao Gerês? E depois, entre Gerês e Vigo, uma roadtrip para lá de muito diferente?

Dito e feito.

 

O Gerês passou a ser um plano A, para quem, aguentem bem esses corações, nunca tinha lá ido.

O mês de Setembro ainda respirava sol e mar e um must-go ao Gerês parecia ser uma combinação perfeita. As fotografias apaixonam qualquer um e as opiniões são unânimes: aquilo é lindo, pá.

E que tal, perguntam vocês?

Foi giro.

Só isso, lady-G? Giro?

As cascatas, altamente proclamadas em hastags de instagrams, não estavam assim tão deslumbrantes. Os meses quentes e secos levaram a melhor e, em vez de deslumbrantes, passaram a pequenos cursos de água com poucas ganas. E gentes. Gente em todo o lado. Gente nos trilhos, gente a banhos, gente a conhecer. Não se condena: é um destino que, aparentemente, cativa cada vez mais gente. Do Gerês percorremos o norte, o sul e o centro. Saímos da zona very-typical e fomos também a Montalegre (lindo!) e a Arcos de Valdevez! {E, aqui entre nós, estou convencida: os caminhos do nosso norte dão 10 a 0 a muitas estradas da Europa.} O

verde, as paisagens e o singular pitoresco são muitas vezes o que a malta procura lá fora sem conhecer as alternativas tão boas aqui dentro. Há imensos roteiros do Gerês: o tour das cascatas, o tour dos miradouros, o tour dos trilhos. Dezenas deles. Valem a pena? Dos que fiz: claro que sim! As securas das entranhas nortenhas fazem com que o verde fique menos verde e os rios com um caudal cada vez menor. Vou voltar ao Gerês, certamente, em Maio ou em Junho, onde estou certa que irei rever um Gerês como assim o defendem, arrebatador.

A caminho de Vigo, investimos algum tempo no que é nosso, naquelas terras que ninguém fala e que, curiosamente, sempre me perguntei a razão: Não teria o nosso norte mais para ver para além do Gerês e Porto? Tem. Tem muito. Passei por Ponte de Lima, Ponte da Barca e Valença. Vi excursões de terceira idade, mas não vi juventude. Comi um arroz de sarrabulho (que fez o meu colesterol sorrir) e, até mesmo no restaurante, o turismo era sénior. Fico cada vez mais admirada: ou a idade/maturidade faz-me apreciar coisas mais básicas ou realmente temos um turismo altamente centralizado. Ora vejam:

Ponte da Barca, Setembro de 2017, por A.

Ponte de Lima, Setembro de 2017, por A.

Valença, Setembro de 2017, por A.

 

E, afinal, Cíes?

As Cíes valem muito a pena. As ilhas são lindas, com uma natureza muito bem controlada por nuestros hermanos (o número de pessoas por dia, nas ilhas, é limitado). Explorar as ilhas Cíes foi assim espetacular. Especialmente porque é uma natureza intocável. Foram 15km de farol em farol, em trail, com praias de areia branca (muito ao género das nossas), mas com a desvantagem de um mar gelado. Voltavas? Não! Ficou visto e soube muito bem. Há sítios assim, não é? 

 

Ilhas CíesSetembro de 2017, por A.

 

Depois, no regresso das ilhas Ciés, continuámos o périplo, em roadtrip, junto à costa Galicia. Vigo – que não me encantou – é uma cidade portuária, onde se come muito e bom marisco. Vi Baiona e arredores que me fez acreditar que todos ali são descendentes dos reis de Espanha: casas cuidadas e palacetes. E, depois, outra vez o que é nosso: a praia de Moledo, Caminha e Viana do Castelo. Numa paisagem cortante e inesquecível, Santa Luzia faz fraquejar Sacre Coeur.

Baiona, Setembro de 2017, por A.

 Caminha, Setembro de 2017, por A.

 Santa Luzia, Viana do Castelo, Setembro 2017, por A.

Viana do Castelo, Setembro 2017, por A.

 

Vão, vão e vão, amigos! 

Então? Ainda aí estão?  Recomendo muitíssimo!

 

E regressámos. Em bom. E muito, mas muito mais ricos. 

Pois é, amigos. Preparava-me para uma descrição exaustiva de restaurantes, de estadias e dicas de recantos… e realmente concluo que estou fora deste padrão de blogger. E, por isso, depois desta viagem, percebo duas coisas: a primeira é que escrever sobre viagens não me deixa ser pragmática e, como tal, os roteiros vão pelo cano e, segundo, somos muito pequeninos a vender o nosso peixe.

 

Escrevo sobre esta viagem enquanto preparo o próximo destino pelo que é nosso: Guimarães, Braga e Porto para fechar o ano. Não se coíbam de dicas! Estou, como sempre, à escuta. 

 

Até já!

24
Ago17

"Se é grátes.... quero!"

lady-gazeta

Há uns meses disse-vos que este ano era o tal ano calminho, lembram-se? 

[Agora, ao som de uma música muito lamechas, cá vai o choradinho: as 5 viagens de 2016 e uma casa são a equação perfeita de uma falência técnica! ]

 

Hey!, Mas...lady-Gazeta?! A sério?

A sérriooo? 

A sééérrriooo?

Pronto. Já passou!  O pé, como sabem, anda sempre ali no estribo...só que este ano mais comedido! As viagens deixaram de ter o cheirinho a internacional e passam a ter aromas bem nacionais. Não vos cheira também? Ele é migas, fruto sêque, pêxe, francesinhas. (E as alheiras, amigos? E as alheiras?! Ahh...)

 

Posto isto, admito que andei (e ando!) a palmilhar o que é nosso! E, durante a preparação da próxima viagem (que é lindo, é verdinho - pelo menos por agora -  e fica no Norte) surge naturalmente o tema... alojamentos! (E que caros que eles por cá andam!)

Durante esta análise de hotel, apartamento ou hostel, no nosso norte, e numa conversa amena (e cavaqueira!) com o P., com quem trabalho desde sempre, surgiu o tema : “e alojamentos grátis?” GRÁTIS?! Se é grátes... quero!

 

Grátis? Como assim?, perguntam vocês - e bem!

Vamos então esmiuçar.

Em primeira mão vos digo que não vou experimentar neste périplo nortenho que preparo!

Em segunda mão, conto-vos pormenores:

 

http://alberguesdeaguiar.pt/

 

Os albergues de Aguiar são, tal como o nome indica, um conjunto de albergues, que permitem passar de uma a várias noites, ao estilo low-cost.

São casas modestas, mas muito, muito simpáticas, como podem ver no site. Chegam perfeitamente para quem não fica m-a-l-u-c-o com mambos luxuosos.

Obviamente que não fica a custo 0. Como podem ver, no site, não existe qualquer referencia a custos por noche. Então como é que a coisa funciona? Existe “uma pessoa”, da aldeia, que está responsável pela casa e que sugere um valor simbólico a pagar por noite (coisa de 5€ por pessoa). Naturalmente, no fim da estadia, cada um dá um valor justo da estadia. 

E é só isto, lady-g? Sim! Devem apenas ter o cuidado de reservar previamente!

 

Achei que este tema é assim para lá de muito fixe! Não acham? Li no outro dia que a minha geração, a geração milénio, deixou de dar grrrannnde importância a luxos para valorizar experiências. (Ainda que eu seja muito boa a valorizar a experiência do luxo, não digo que não a uma experiência mais low-cost como esta :) ) 

 

Porque não ficas então nestes alojamentos?, perguntam vocês.

Porque ficam longe do que pretendo visitar, infelizmente! Não hesitarei numa próxima viagem ao norte! 

 

Explorem, analisem o conceito e marinem esta ideia.

Fico também a aguardar o vosso feedback!

 

xoxo, l-g  

 

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