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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

09
Mai18

Trilhos: Convento dos Capuchos - Santuário da Peninha

lady-gazeta

Não há grandes dúvidas, queridos leitores: para além do prazer que o Amena tem em partilhar promoções, dicas e viagens, no mundo do laurear-a-pevide, agora tem o prazer de partilhar alguns dos trilhos que vai fazendo ao fim-de-semana.

É certo que isto de caminhar por aí tem um objectivo (que vão perceber no final do mês), mas o gosto aumenta a cada trilho concluído. Soou bonito, não foi?

Agora não se admirem que, às tantas, estamos a subir os Pirinéus. 

 

Vá, agora, sem exageros. 

 

Este Domingo, quem seguiu o Instagram, acompanhou de perto uma nova caminhada: Convento dos Capuchos – Santuário da Peninha

Desde já vos garanto que não é uma caminhada fácil. A subida é acentuada, mas a vista… bom, a vista é soberba.

Para mim, esta caminhada, está no topo das favoritas: o verde, os caminhos de terra batida, o contacto com a natureza dá o boost mais do que necessário para conhecer o que temos aqui tão perto.

 

A não esquecer:

  • Calçado apropriado (a descida em direcção Adro-Nunes é acidentada (pedra solta) e por isso nada de levar o sapato que serve. Deve ser calçado resistente.)
  • 1,5l de água
  • Barritas energéticas
  • Máquina Fotográfica

 

A Flora que vão encontrar:

  • Eucaliptos
  • Madre-Silva
  • Carvalho-Negral
  • Urzo
  • Azevinho, etc...

 (Sim, admito!, sou apaixonada por flores, plantas, etc)

 

Para complementar, deixo-vos o percurso: inicialmente é feito em estrada (2km) o restante é feito em terra batida.

 

 

A fase final até chegar à Peninha é a mais difícil: a subida é mais íngreme e exigente. A descida, consequentemente, também o é. 

 

 

Tipo de Percurso: Circular

Piso: Montanha (terra batida e estrada)

Distância: ~14km

Duração: 3h15m

 

De resto (e para vos convencer que Domingos de sol podem ser passados em caminhada) deixo-vos algumas fotos do périplo.

 

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Espero que tenham a possibilidade de fazer este percurso e que o partilhem entre família e amigos! 
Até já! 

29
Abr18

Trilhos: Serra de Sintra (Do Centro Histórico ao Castelo dos Mouros)

lady-gazeta

 

A serra não engana ninguém e a subida assusta a quem não está habituado a caminhadas.

Mas não se deixem intimidar: a natureza estimula o caminhante.

O ponto de partida é o centro histórico de Sintra e a Piriquita, a pastelaria mais conhecida das redondezas, dá-nos alento com os Travesseiros mais tradicionais da região.

 

De estômago satisfeito, não há quem chame pelo açúcar. Abeirados pela nacional N375, junto ao Hotel Setais, arrancámos para o percurso que se avizinhava árduo. O troço inicial é, quanto a mim, o mais difícil pois é onde a subida é mais acentuada. Este troço não é longo, a vegetação é rasteira e a estrada é de terra batida, mas pouco sinuosa. Finalizada esta primeira parte vem a parte mais fácil.

O trilho seguinte foi em estrada, muito concorrida (cuidado aqui!), e é legítimo pensar que o pior já passou porque realmente... passou mesmo!

Por fim, falta, quanto a mim, percorrer o trilho mais bonito de onde têm a vista sobre Sintra ladeados de uma zona verde mais densa e húmida. Ao encontrarem um portão de madeira, do lado esquerdo de quem sobe, podem e devem entrar e continuar a subir até ao Castelo por um novo trilho de terra batida de onde se avista o Palácio da Pena.

 

 

DSC01989.JPG

 

E atenção: não há margem para grandes erros, pois o percurso está devidamente assinalado. Como fizemos o percurso ao cair do dia, o Castelo dos Mouros já estava fechado, mas para quem procura uma escapadinha mais histórica é sempre uma excelente ideia para lá chegar sem recorrer a carro, autocarro ou mota. 

A descida é mais bonita do que a subida, pois a flora é diversa (para quem circunda o segundo anel do castelo) enobrecendo ainda mais a caminhada.

 

Deixo-vos o mapa que o Amena utilizou:

percurso_de_seteais-553x640.jpg

fonte: https://www.parquesdesintra.pt/planear-a-sua-visita/percursos-pedestres/

 

Sem grandes pressas, subir e descer a serra de Sintra demorou cerca de 2h15min com um passo muito pouco apressado (com direito a fotos!).

Não foi um percurso difícil, mas isto não passa de uma opinião pessoal - que varia muito consoante a preparação física de cada um.

 

Vale muito a pena e, por isso, recomendo muito, companheiros!

Deixo-vos algumas fotos que certamente vos vai convencer a fazer este trilho! (Ah, não se esqueçam: no Instagram podem acompanhar em directo estes percursos que o Amena vai fazendo!)

 

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Até já! 

28
Abr18

Por onde andei?

lady-gazeta

 

Ora muito boa noite Viajólicos!

O tasco tem estado paradinho mas lady-Gazeta tem estado num agito. Quem nos segue no Instagram percebeu e acompanhou de perto o movimento cá-e-lá durante estes dias. Lisboa é, como já vos disse, a cidade de sempre. A cidade onde nunca morei, mas cresci, estudei e, actualmente, trabalho. E sabem que mais? Há sempre novidades: um beco, um caminho, um café, um restaurante ou uma loja. Aprecio-a sempre: nos dias bons, maus e assim-assim.

 

Isto para vos dizer o quê? Estes dias foram de hiato aqui no blogue porque, na realidade, meti-me em atalhos e o tempo não foi muito para vos escrever. Há largos meses contei-vos que os meus joelhos nem sempre cooperam com o desporto. Não desarmei e, por isso, fintei-os: inscrevi-me no ginásio! Mentalizei-me que fortalece-los é o caminho certo e, esta semana, comecei a explorar Lisboa noutra vertente: trilhos. Ok, não foi bem no centro no Lisboa, mas sim em Sintra e arredores. Sei que alguns de vocês são da região norte e possivelmente não conhecem tão bem Lisboa ou, neste caso Sintra, mas garanto-vos: é o local onde a história e beleza natural andam de mãos dadas.

 

Resumidamente, o Amena  realizou dois trilhos em dias distintos. Um em Sintra: centro histórico - Castelo dos Mouros e outro mais afastado: Póvoa de Santa Iria – Alverca. Naturalmente, não se comparam, mas conto-vos tudo em pormenor entretanto. A motivação de me iniciar neste périplo de trilhos ainda não vos posso divulgar, mas mais tarde irão perceber o por quê de tudo isto. 

 

Não percam a oportunidade para enamorar as fotos que o Amena tirou (anda a esmerar-se ).

A beleza natural ajuda muito. Aliás, ajuda tudo:

DSC01999.jpg

 

Até já!

 

31
Mar18

Hot Spots: Capela do Senhor da Pedra

lady-gazeta

Na zona Norte não há quem a desconheça. No sul a conversa já é outra.

Numa localização privilegiada na praia de Miramar, o mar beija a capela de forma rotineira. Eu, mesmo sendo de pouca fé, acho-a um encanto.

A arquitectura hexagonal cativa os maiores fãs de fotografia ou simplesmente curiosos. A freguesia de Gulpilhares, concelho de Vila Nova de Gaia, tem um verdadeiro ex-líbris religioso de Portugal. 

 

Chegar até ao local é fácil, basta colocar no GPS. O estacionamento, junto à praia, também é muito acessível.

Portanto, não há razões para não conhecer o primeiro Hot Spot que apresentamos aqui, no Amena.

screen-22.21.24[31.03.2018].png

 (clique na imagem para ver publicação original)

 

O Amena, para além de promover a democratização das viagens através de voos low-cost, também promove locais TOP dentro e fora do país.

Podem consultar e seguir o Amena no Instagram em https://www.instagram.com/amenacavaqueira/. Lá podem acompanhar o Amena pelo Mundo em tempo real.  

 

Fica a dica!

20
Fev18

Faro - Budapeste | 70€ | Ida e Volta

lady-gazeta

Finalmente, Budapeste aqui tão perto a um preço BAM!

Faro, Algarve, é um preço TOP sobretudo para vocês!

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A WIZZAIR que trará muito turismo ao sul durante este verão, também levará muito do que é nosso ao seu país com preços apelativos a partir de Abril!

Por agora, as datas da viagem que vos proponho é partida a 31 de Março e regresso a 7 de Abril! Ora vejam:

wizzzzzzzzzair.png

Contudo, no site da Wizzair encontram outras datas com preços igualmente simpáticos!

Ide, ide!

(fontes associadas às imagens)

02
Fev18

[BAM] Lisboa - Porto Santo | 98€ | Ida e Volta

lady-gazeta

É um voo especialmente caro, na medida em que estamos a falar de uma ilha "nossa". E é certo: esperamos sempre valores normais perto dos ~80€ (ou menos), tal como acontece com outras ilhas. Mas percebi que é um mero engano. Porto Santo é um destino caro e este valor, acreditem, é muito generoso!

 

As datas propostas são: 15 a 20 de Abril.

PortoSanto.png

 

Apesar do valor apresentado ser 94€, com as taxas, o valor mínimo final é de 98€, pela Tripair. 

Eu já fiz a reserva pela Tripair e correu sempre bem. Portanto, sem medos!

No entanto, o valor proposto pelo site da TAP é ligeiramente superior (menos de 10€). Seja qual for a opção, é um bom preço! 

24
Jan18

[ALERTA] Terminal de Cruzeiros de Leixões: o melhor do mundo

lady-gazeta

Esta é daquelas notícias bem quentinhas, para contrariar esta manhã fria e de nevoeiro.

 

A Cruise News afirma-o e quem somos nós para os contrair? 

Parece que somos mesmo bons também ao nível da arquitectura de terminais de cruzeiros. Posto isto, a responsabilidade recai sobre o arquitecto nortenho Luís Pedro Silva, que desenhou esta bela obra, ora vejam:

Porto-Leixoes.jpg

 

 

Já agora, senhores que gerem isto do portuário e dos terminais de cruzeiros: o que não nos falta é costa para atracar muitos outros cruzeiros. Pensem nisso. Com carinho. É só uma ideia.

A malta, afinal, começou a ter noção de que fazer um cruzeiro não é coisa para a 3ª idade. :)

29
Nov17

O Norte, o Gerês e as Cíes

lady-gazeta

Primeiro porque aparecia cada vez mais nas redes sociais, sendo muitas vezes destaque de revistas como A Volta Ao Mundo. Depois as fotos. As fotos, meus bons amigos, fazem fraquejar os maiores amantes citadinos. E foi assim que surgiu o destino Cíes: perto, bonito e, aparentemente, barato.

E se, a caminho das Cíes, fossemos ao Gerês? E depois, entre Gerês e Vigo, uma roadtrip para lá de muito diferente?

Dito e feito.

 

O Gerês passou a ser um plano A, para quem, aguentem bem esses corações, nunca tinha lá ido.

O mês de Setembro ainda respirava sol e mar e um must-go ao Gerês parecia ser uma combinação perfeita. As fotografias apaixonam qualquer um e as opiniões são unânimes: aquilo é lindo, pá.

E que tal, perguntam vocês?

Foi giro.

Só isso, lady-G? Giro?

As cascatas, altamente proclamadas em hastags de instagrams, não estavam assim tão deslumbrantes. Os meses quentes e secos levaram a melhor e, em vez de deslumbrantes, passaram a pequenos cursos de água com poucas ganas. E gentes. Gente em todo o lado. Gente nos trilhos, gente a banhos, gente a conhecer. Não se condena: é um destino que, aparentemente, cativa cada vez mais gente. Do Gerês percorremos o norte, o sul e o centro. Saímos da zona very-typical e fomos também a Montalegre (lindo!) e a Arcos de Valdevez! {E, aqui entre nós, estou convencida: os caminhos do nosso norte dão 10 a 0 a muitas estradas da Europa.} O

verde, as paisagens e o singular pitoresco são muitas vezes o que a malta procura lá fora sem conhecer as alternativas tão boas aqui dentro. Há imensos roteiros do Gerês: o tour das cascatas, o tour dos miradouros, o tour dos trilhos. Dezenas deles. Valem a pena? Dos que fiz: claro que sim! As securas das entranhas nortenhas fazem com que o verde fique menos verde e os rios com um caudal cada vez menor. Vou voltar ao Gerês, certamente, em Maio ou em Junho, onde estou certa que irei rever um Gerês como assim o defendem, arrebatador.

A caminho de Vigo, investimos algum tempo no que é nosso, naquelas terras que ninguém fala e que, curiosamente, sempre me perguntei a razão: Não teria o nosso norte mais para ver para além do Gerês e Porto? Tem. Tem muito. Passei por Ponte de Lima, Ponte da Barca e Valença. Vi excursões de terceira idade, mas não vi juventude. Comi um arroz de sarrabulho (que fez o meu colesterol sorrir) e, até mesmo no restaurante, o turismo era sénior. Fico cada vez mais admirada: ou a idade/maturidade faz-me apreciar coisas mais básicas ou realmente temos um turismo altamente centralizado. Ora vejam:

Ponte da Barca, Setembro de 2017, por A.

Ponte de Lima, Setembro de 2017, por A.

Valença, Setembro de 2017, por A.

 

E, afinal, Cíes?

As Cíes valem muito a pena. As ilhas são lindas, com uma natureza muito bem controlada por nuestros hermanos (o número de pessoas por dia, nas ilhas, é limitado). Explorar as ilhas Cíes foi assim espetacular. Especialmente porque é uma natureza intocável. Foram 15km de farol em farol, em trail, com praias de areia branca (muito ao género das nossas), mas com a desvantagem de um mar gelado. Voltavas? Não! Ficou visto e soube muito bem. Há sítios assim, não é? 

 

Ilhas CíesSetembro de 2017, por A.

 

Depois, no regresso das ilhas Ciés, continuámos o périplo, em roadtrip, junto à costa Galicia. Vigo – que não me encantou – é uma cidade portuária, onde se come muito e bom marisco. Vi Baiona e arredores que me fez acreditar que todos ali são descendentes dos reis de Espanha: casas cuidadas e palacetes. E, depois, outra vez o que é nosso: a praia de Moledo, Caminha e Viana do Castelo. Numa paisagem cortante e inesquecível, Santa Luzia faz fraquejar Sacre Coeur.

Baiona, Setembro de 2017, por A.

 Caminha, Setembro de 2017, por A.

 Santa Luzia, Viana do Castelo, Setembro 2017, por A.

Viana do Castelo, Setembro 2017, por A.

 

Vão, vão e vão, amigos! 

Então? Ainda aí estão?  Recomendo muitíssimo!

 

E regressámos. Em bom. E muito, mas muito mais ricos. 

Pois é, amigos. Preparava-me para uma descrição exaustiva de restaurantes, de estadias e dicas de recantos… e realmente concluo que estou fora deste padrão de blogger. E, por isso, depois desta viagem, percebo duas coisas: a primeira é que escrever sobre viagens não me deixa ser pragmática e, como tal, os roteiros vão pelo cano e, segundo, somos muito pequeninos a vender o nosso peixe.

 

Escrevo sobre esta viagem enquanto preparo o próximo destino pelo que é nosso: Guimarães, Braga e Porto para fechar o ano. Não se coíbam de dicas! Estou, como sempre, à escuta. 

 

Até já!

10
Nov17

Web Summit...ting!

lady-gazeta

Dizem que é a maior feira de tecnologia da Europa e também do mundo. Eu, que nunca me vi em andanças tão grandiosas e com um impacto mundial tão avassalador, não posso discordar.

 

Certo é, admito, que fui assídua em feiras de tecnologia na faculdade e, inclusivamente, fiz parte da organização de uma delas, no último ano em que estudei no Técnico (vejam, vejam a SINFO!). Como devem imaginar, terei sempre um carinho muito grande por quem se envolve neste tipo de eventos.

Abro um bocadinho do meu lado tão sério quanto lunático e, admito, o meu interesse pela tecnologia é inegável. Sou, como já vos disse, programadora. Estou ligada ao mundo Microsoft desde que entrei no mundo de gente crescida e, por isso, C# faz parte do ritual diário.

Se eram motivos mais do que suficientes para ir a um evento como este? Talvez não. Trabalhar em tecnologia, como dizem, dá guito, mas não guito que torne comportável um bilhete para cima dos 3 dígitos. Mas por alinhamento dos chackras a oportunidade sucedeu-se e eu fiz a dança da chuva.

Em primeira mão vos garanto: é muito redutor dizer que o Web Summit é evento de gente nerd, de TI's, de developers. Esqueçam essa ideia. Por lá (e por mim) passaram farmacêuticos, bloggers, gentes de marketing, de economia, recursos humanos e, quiçá, o CEO da padaria da esquina. Todos, no fundo, tencionam conhecer e discutir o que há neste mundo do IT e em que medida o negócio pode ficar mais optimizado com uma app, um robot ou qualquer mambo que faça cenas.  A miscelânea de produtos apresentada é para lá de arrebatadora. Tão arrebatadora que me fez sair do recinto da feira com o sentimento "não vi metade do que pretendia". E não foi só sentimento; não vi mesmo!

Conferencias interessantes sobrepostas ou quase sobrepostas (dada a distância física que as separa) deixou-me um sentimento de "Como não há uma startup que me permita estar em dois espaços físicos distintos ao mesmo tempo?". Pois, frustração à parte, do que ouvi, gostei muito.

E os temas, perguntam vocês? Os mais diversos!

 

Alertam, sobretudo, para o tema que mais assusta a sociedade: o fim de muitos postos de trabalho. A evolução terá que ser sustentável, diz quem sabe e trabalha. Para quem lidera empresas, time is money... mas pessoas também são money. Estou certa que vamos começar a entrar numa (r)evolução muito para lá da Revolução Industrial. A Sofia (robot!) diz que trabalho é aborrecido, mas não ter o pão na mesa na casa de muitas famílias tornar-se-à muito mais aborrecido. Digo eu, que ainda estou nos 20's

 

Há também um profundo alerta sobre o início de guerras a partir da WWW: sejam mails; chats; sinais nas redes sociais. O que no fundo pretendiam dizer era: vamos começar a invadir a privacidade com o vosso consentimento. Aqui entre nós, sabemos que vamos começar a dar a chave da porta da nossa casa. Os algoritmos começam a ser cada vez mais sofisticados e o machine learning passa a ser o chavão da big data. No fundo, tentam perceber as linhas do nosso pensamento, através de comportamentos online, e replicam comportamentos com humanoides robustos, que saem à noite e bebem copos com a malta.  Não é só ser fun e fazer networking malta; o que pretendem é fazer um estudo comportamental, psicológico dos jovens de hoje  (ar de *conspiração*). Sempre disse que a malta de psicologia faz voodoo.

 

As minorias no IT foi tema social e de preocupação. O que queriam dizer é que nós, miúdas e mulheres, somos poucas nesta área. Uma rapariga que programa ainda é uma situação pontual e anormal. O número de mulheres no IT ainda arrepia muita feminista. O desequilíbrio entre géneros preocupa, sobretudo, quem gere pessoas. Eu fico mais preocupada com a falta de harmonia das equipas na empresa. Não adianta serem 5H/5M, onde as 5M não gostam do que fazem e por isso vão infernizar vidas alheias. 5H/1M para mim está perfeito se este número revelar 6 pessoas felizes e que, por isso, produzem mais e melhor.

 

A sustentabilidade é o tema que mereceu o maior destaque do evento. Foram dezenas de startups que apresentaram projectos de sustentabilidade e, a meu ver, um dos ramos que carece maior de maior investimento. Al Gore estremece o Summit. E nós, informáticos, jornalistas, carpinteiros, pedreiros, domésticos, pessoas que no fundo contribuiram para a degradação ambiental, somos também responsáveis por apresentar alternativas diárias por forma a gerir melhor os recursos do planeta. Isto porque, como se sabe, as consequências negativas assolam-nos com uma velocidade muito superior do que alguma vez prevíamos.

 

As conferencias também estão no youtube, é certo, mas participar num evento e conhecer dezenas de projectos tão sonhadores como promissores é uma experiência inesquecível.

Depois de um Web Summit não desenvolvo programas com algoritmia de ponta, admito, mas estou mais informada e apta durante a discussão de diversos temas que gosto. É um evento muito caro, que está longe de ser democrático, e que devia ter uma duração maior, distribuindo as talks de forma mais espaçada, por exemplo (fica a dica ). Agora, aqui entre nós, continuo sem compreender o que mais de 60% da plateia faz agarrada ao telemóvel, a fazer vídeos, fotos, selfies e postar no Facebook, Instagram, etc, durante todo o tempo de conferência. Nós, no geral, continuamos a ser seres muito estranhos.  ehehehe (Ainda acham que vai ser trivial replicar comportamentos humanos )

 

Fora de brincadeiras, companheiros, valeu muito a pena. Este blog começou por ser um mambo de posts rápidos e, neste momento, já quase que faço frente ao mais longo dos romances... e fica sempre tanto para vos contar!

 

Bem-haja, amigos!

24
Ago17

"Se é grátes.... quero!"

lady-gazeta

Há uns meses disse-vos que este ano era o tal ano calminho, lembram-se? 

[Agora, ao som de uma música muito lamechas, cá vai o choradinho: as 5 viagens de 2016 e uma casa são a equação perfeita de uma falência técnica! ]

 

Hey!, Mas...lady-Gazeta?! A sério?

A sérriooo? 

A sééérrriooo?

Pronto. Já passou!  O pé, como sabem, anda sempre ali no estribo...só que este ano mais comedido! As viagens deixaram de ter o cheirinho a internacional e passam a ter aromas bem nacionais. Não vos cheira também? Ele é migas, fruto sêque, pêxe, francesinhas. (E as alheiras, amigos? E as alheiras?! Ahh...)

 

Posto isto, admito que andei (e ando!) a palmilhar o que é nosso! E, durante a preparação da próxima viagem (que é lindo, é verdinho - pelo menos por agora -  e fica no Norte) surge naturalmente o tema... alojamentos! (E que caros que eles por cá andam!)

Durante esta análise de hotel, apartamento ou hostel, no nosso norte, e numa conversa amena (e cavaqueira!) com o P., com quem trabalho desde sempre, surgiu o tema : “e alojamentos grátis?” GRÁTIS?! Se é grátes... quero!

 

Grátis? Como assim?, perguntam vocês - e bem!

Vamos então esmiuçar.

Em primeira mão vos digo que não vou experimentar neste périplo nortenho que preparo!

Em segunda mão, conto-vos pormenores:

 

http://alberguesdeaguiar.pt/

 

Os albergues de Aguiar são, tal como o nome indica, um conjunto de albergues, que permitem passar de uma a várias noites, ao estilo low-cost.

São casas modestas, mas muito, muito simpáticas, como podem ver no site. Chegam perfeitamente para quem não fica m-a-l-u-c-o com mambos luxuosos.

Obviamente que não fica a custo 0. Como podem ver, no site, não existe qualquer referencia a custos por noche. Então como é que a coisa funciona? Existe “uma pessoa”, da aldeia, que está responsável pela casa e que sugere um valor simbólico a pagar por noite (coisa de 5€ por pessoa). Naturalmente, no fim da estadia, cada um dá um valor justo da estadia. 

E é só isto, lady-g? Sim! Devem apenas ter o cuidado de reservar previamente!

 

Achei que este tema é assim para lá de muito fixe! Não acham? Li no outro dia que a minha geração, a geração milénio, deixou de dar grrrannnde importância a luxos para valorizar experiências. (Ainda que eu seja muito boa a valorizar a experiência do luxo, não digo que não a uma experiência mais low-cost como esta :) ) 

 

Porque não ficas então nestes alojamentos?, perguntam vocês.

Porque ficam longe do que pretendo visitar, infelizmente! Não hesitarei numa próxima viagem ao norte! 

 

Explorem, analisem o conceito e marinem esta ideia.

Fico também a aguardar o vosso feedback!

 

xoxo, l-g  

 

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