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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

09
Ago18

Avis num Agosto Alentejano

lady-gazeta

Passam das 16 da tarde e as ruas do Alentejo fazem uma ode ao silêncio: não se vê ninguém. É fácil de perceber que não estamos junto à costa mais ocidental do nosso país. Estamos no interior, no alto Alentejo, e assim que paramos o carro são as paredes brancas, irrepreensivelmente caiadas de fresco, que nos dão as boas vindas.

Estamos em Avis, no distrito de Portalegre, mas já estivemos em outras terras adjacentes tão aprumadas e bonitas, quanto esta. O sol bate de chapa e aquece, ainda mais, o Agosto Alentejano. As temperaturas são altas e, por isso, nem o sururu das vizinhas entoa pelas ruas de Avis. De vida apenas flores que alegram as entradas das casas e gatos. Os gatos lembram-me as minhas origens, o meu Reguengo. As pessoas foram partindo, mas os gatos foram-se duplicando. Sofrerá Avis da mesma desertificação? Duvido. É bonita demais para serem os gatos a cuidar das ruas e das flores. :)

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Aos primeiros passos pela vila não há duvidas que é um local de história: muralhas altas, empedradas e pintadas como só o Alentejo sabe pintar. Um arco recebe-nos assim que entramos no centro de Avis. Nem o calor nos impede de a palmilhar. Enquanto caminho, pergunto: será que a maior parte das pessoas conhece Avis? Sem resposta, continuo em frente e, nas casas por onde passo imagino o seu interior. Imagino uma cozinha, uma sala e dois quartos no piso de cima. E perco-me... Na cozinha tratam das migas e, nas traseiras da casa, tratam do vinho caseiro. É inevitável não pensar em comida, nem nas gentes da terra, nem na pequena mercearia que a abastece, nem no posto médico, nem na vida feliz que se pode ter também fora das grandes cidades. 

 

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Encontrámos Avis por acaso, sem dicas, tal como se fossemos os verdadeiros viajantes e não turistas. E gostei. Aliás, gostei muito. Pela paz, pela vila pequena e cuidada, pelo sossego d’alma e pelas fotografias que a retina fotografou, mas que a máquina não registou.

 

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Retomando a pergunta menos retórica: não conhecem Avis?

Se não conhecem, deviam.

12
Jul18

Subida ao Pico

lady-gazeta

Bom, primeiro que tudo, calma! Lady-Gazeta não desistiu do blogue! Mais! Este tempo de espera não foi à toa.

Foi para trazer mais suspense ao meu regresso. Vá, admito, é mentira. Este tempo de espera foi uma recuperação! Exactamente, leram bem, um mês depois de subir ao pico do Pico já me sinto totalmente recuperada fisicamente e psicologicamente para vos contar como foi a aventura. 

Espero, no entanto, que não tenham desistido de acompanhar o périplo, meu fiéis comparsas de leituras. 

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Portanto, vamos a isto? 

 

A iniciativa Rumo ao Pico 2018 começou exatamente na mesma altura em que comecei a investir mais tempo aqui, no Amena (portanto em Janeiro deste ano). E a intenção era, mais do que subir ao Pico, conhecer as ilhas afamadas como triângulo dos Açores. E por quê? Porque as fotos eram maravilhosas, os relatos de quem as tinha conhecido também. E, em boa verdade, estava com muita vontade de voltar aos Açores, mas dando oportunidade a outra ilha que não fosse São Miguel (atenção, São Miguel é lindo. Não deturpem!). Pensámos no grupo central com carinho, lemos uns relatos aqui e ali, caçámos um bom preço e comprámos os bilhetes de avião. Só posteriormente, admitimos, é que considerámos a subida ao pico do Pico. Na verdade, eu era quem tinha mais receios da aventura. A confirmação da subida durante esta viagem surgiu apenas na BTL, quando abordámos uma empresa que fazia a subida sobre as condições, se fornecia o material necessário e, sem medos, confirmámos o nosso LET'S DO IT!

 

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E a partir daqui, foi a preparação. Não da viagem por si, que tipicamente é uma gestão de logística, mas demos início a treinos físicos. Sou (ou era) uma pessoa sedentária. O desporto em que sou realmente boa, bato recordes tranquilamente, é aquele que envolve um garfo e uma faca. 

Percebi claramente que os hábitos teriam que mudar ligeiramente e, por isso, há alguns meses atrás começámos a percorrer trilhos na zona de Lisboa. Foi, na verdade, um excelente pretexto para reconhecer a serra de Sintra, por exemplo.

Mas convenhamos, subir a Serra de Sintra, ainda que tenha zonas com alguma dificuldade, em nada se comparava à subida da montanha mais alta do país. E sabíamos disso. Mais do que isso, enquanto que os quilómetros de trilhos deixavam-me satisfeita e cada vez mais motivada, os relatos aqui na blogosfera de quem já tinha subido ao pico do Pico não eram animadores: é difícil, não consegui subir, desisti assim que vi, etc. faziam-me fraquejar. E, piorando o cenário, o facto de ter um problema genético nos joelhos (nas rótulas) que me trazem dores sempre que faço desporto de impacto, deixava-me ligeiramente ansiosa. 

 

Posto isto, por recomendação, inscrevi-me também no ginásio e fiz treinos específicos para a subida em questão com o intuito de fortalecer os músculos dos joelhos e pernas (cerca de 2 meses antes de subir ao Pico). Durante estes treinos tive algumas dores é certo, mas nada de impeditivo. 

 

Tudo tranquilo até aqui. O problema foi depois de aterrar e encarar a montanha. A situação mudou de figura. Os testemunhos aqui da blogosfera de quem já tinha subido e o tamanho da montanha alarmou o mais destemido de nós os dois. E eu, bom, eu fiquei doente. Literalmente. Provavelmente, os nervos reflectiram-se através de uma gripe que quase me fez fraquejar até à véspera da subida.

E o tempo também não estava espectacular. Já vos disse que o tempo, para mim, influencia muito sobre a opinião do destino. Um desafio daqueles com chuva deixou-me muito desanimada, lembrando-me de relatos onde o tempo se revelou o pior adversário do cansaço durante a subida.

Bom, o chamado sofrer por antecipação. 

 

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Na véspera da subida e depois da confirmação oficial da Tripix, empresa em quem depositámos toda a nossa confiança, melhorei subitamente. A intenção era pernoitar na cratera do vulcão, mas como vos disse, as condições climatéricas adversas não o permitiram e, por isso, seriam ~ 7 horas (subida + descida).

 

O ponto de partida é a Casa da Montanha (já ligeiramente acima do sopé da montanha) e o percurso a pé seria de aproximadamente 7km. Não subestimem. É com uma inclinação muito acentuada. Assim que chegámos à casa de partida, convivemos com a nossa futura equipa. Éramos apenas 2 portugueses num grupo de 10 estrangeiros. Nem parecia que estávamos em Portugal, na verdade. Mas independentemente da língua falada, o sentimento era igual para todos: ansiosos e motivados. E lá arrancámos, em fila ordeira, já o relógio apontava as 10 horas da manhã. 

Saímos com bastões (abençoados!) e GPS, água, barras energéticas, sandes, medicação e muita vontade.

 

Como não passo de 1.60m, recomendaram-me passar para o grupo da frente, perto da instrutora Raisa, para que os passos não fossem tão longos e para que conseguisse fazer uma boa gestão de esforço até ao fim.

Não tive grandes dificuldades durante a subida, honestamente. Na verdade, o plano que fiz de ginásio e os trilhos serviram perfeitamente para me sentir a maior alpinista da minha rua. :) E adorei a experiência, claro.

 

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E adorei a sensação de conquista assim que chegamos ao topo do "mundo". Os bastões ajudaram muito até chegar à cratera do vulcão. Depois disso, a última fase do percurso de subida é feita em escalada (foi ainda mais emocionante).

 

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Depois a descida.

A descida.

A... desci..da.

 

A descida foi outra conversa. Custou. Mas custou mesmo muito.

 

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A meio do percurso da descida já estava com dores insuportáveis nos joelhos. Sentia algum cansaço, claro, mas as dores eram superiores a tudo. E a partir da estaca 18 (eram perto de 45) o caminho tornou-se inexplicavelmente longo. As descidas sucessivamente íngremes e alguma chuva – na verdade parece que surgiram as 4 estações durante o percurso – tornaram o piso mais escorregadio e fez com que caísse por duas vezes (mas calma, quedas pouco aparatosas, apenas escorregar lentamente e cair com classe ).

 

Não sei se vos vou conseguir explicar, mas chegar à Casa da Montanha, o ponto de partida, foi como ver água no deserto. Aliás, chegar foi muito mais do que isso. As lágrimas de contentamento e de dor, simultaneamente, caracterizaram a entrada magistral na casa da montanha.  Podia mentir-vos, é certo, mas foi precisamente isto que aconteceu. 

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Fanáticos de cronometragem, não fiquei particularmente orgulhosa. Para quem se julgou alpinista de sangue durante a subida, foram cerca de 3,5 horas a subir e 4,5 horas a descer, com direito a 1 hora de almoço, no Piquinho, com vista para as ilhas vizinhas, para o oceano e para as fumarolas do vulcão semiadormecido.

 

No fim, estava tudo bem. Consegui e conseguimos. A Tripix foi, em todos os momentos, espectacular comigo. Incentivou-me naqueles momentos em que temi ficar a viver por lá, entre a lava solidificada e os poucos rastos de verdura. E não sorriam! Naquele momento eu conviva bem com o facto de me tornar a mulher da montanha, já que o resgate é para lá de muito caro. 

 

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Contudo, o A., que me acompanha neste projecto (e todos os outros) e incentiva-me nestas loucuras, não sofreu tanto com o desgaste físico, mas tem também uma melhor preparação física do que a minha. Portanto, ao contrário do que li por aqui, cada caso é um caso. E é claro que vocês, se o pretendem fazer também, vão consegui-lo certamente! É claro que há pessoas que desistem, mas essas pessoas não são vocês. 

 

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Geralmente perguntam-me se voltava a repetir a experiência. Até ontem, eu hesitava, mas hoje chegou o momento de dizer que sim. Voltava e pernoitava! Ver o amanhecer no topo do país deve ser uma experiência maravilhosa! 

Esta foi certamente a primeira de muitas experiências a sério deste tipo. Superação, persistência e conquista são as 3 palavras que caracterizam este desafio pessoal e, para mim, foi muito gratificante ultrapassar este objectivo, mesmo com todas as restrições físicas que levava na bagagem. 

 

09
Mai18

Trilhos: Convento dos Capuchos - Santuário da Peninha

lady-gazeta

Não há grandes dúvidas, queridos leitores: para além do prazer que o Amena tem em partilhar promoções, dicas e viagens, no mundo do laurear-a-pevide, agora tem o prazer de partilhar alguns dos trilhos que vai fazendo ao fim-de-semana.

É certo que isto de caminhar por aí tem um objectivo (que vão perceber no final do mês), mas o gosto aumenta a cada trilho concluído. Soou bonito, não foi?

Agora não se admirem que, às tantas, estamos a subir os Pirinéus. 

 

Vá, agora, sem exageros. 

 

Este Domingo, quem seguiu o Instagram, acompanhou de perto uma nova caminhada: Convento dos Capuchos – Santuário da Peninha

Desde já vos garanto que não é uma caminhada fácil. A subida é acentuada, mas a vista… bom, a vista é soberba.

Para mim, esta caminhada, está no topo das favoritas: o verde, os caminhos de terra batida, o contacto com a natureza dá o boost mais do que necessário para conhecer o que temos aqui tão perto.

 

A não esquecer:

  • Calçado apropriado (a descida em direcção Adro-Nunes é acidentada (pedra solta) e por isso nada de levar o sapato que serve. Deve ser calçado resistente.)
  • 1,5l de água
  • Barritas energéticas
  • Máquina Fotográfica

 

A Flora que vão encontrar:

  • Eucaliptos
  • Madre-Silva
  • Carvalho-Negral
  • Urzo
  • Azevinho, etc...

 (Sim, admito!, sou apaixonada por flores, plantas, etc)

 

Para complementar, deixo-vos o percurso: inicialmente é feito em estrada (2km) o restante é feito em terra batida.

 

 

A fase final até chegar à Peninha é a mais difícil: a subida é mais íngreme e exigente. A descida, consequentemente, também o é. 

 

 

Tipo de Percurso: Circular

Piso: Montanha (terra batida e estrada)

Distância: ~14km

Duração: 3h15m

 

De resto (e para vos convencer que Domingos de sol podem ser passados em caminhada) deixo-vos algumas fotos do périplo.

 

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Espero que tenham a possibilidade de fazer este percurso e que o partilhem entre família e amigos! 
Até já! 

29
Abr18

Trilhos: Serra de Sintra (Do Centro Histórico ao Castelo dos Mouros)

lady-gazeta

 

A serra não engana ninguém e a subida assusta a quem não está habituado a caminhadas.

Mas não se deixem intimidar: a natureza estimula o caminhante.

O ponto de partida é o centro histórico de Sintra e a Piriquita, a pastelaria mais conhecida das redondezas, dá-nos alento com os Travesseiros mais tradicionais da região.

 

De estômago satisfeito, não há quem chame pelo açúcar. Abeirados pela nacional N375, junto ao Hotel Setais, arrancámos para o percurso que se avizinhava árduo. O troço inicial é, quanto a mim, o mais difícil pois é onde a subida é mais acentuada. Este troço não é longo, a vegetação é rasteira e a estrada é de terra batida, mas pouco sinuosa. Finalizada esta primeira parte vem a parte mais fácil.

O trilho seguinte foi em estrada, muito concorrida (cuidado aqui!), e é legítimo pensar que o pior já passou porque realmente... passou mesmo!

Por fim, falta, quanto a mim, percorrer o trilho mais bonito de onde têm a vista sobre Sintra ladeados de uma zona verde mais densa e húmida. Ao encontrarem um portão de madeira, do lado esquerdo de quem sobe, podem e devem entrar e continuar a subir até ao Castelo por um novo trilho de terra batida de onde se avista o Palácio da Pena.

 

 

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E atenção: não há margem para grandes erros, pois o percurso está devidamente assinalado. Como fizemos o percurso ao cair do dia, o Castelo dos Mouros já estava fechado, mas para quem procura uma escapadinha mais histórica é sempre uma excelente ideia para lá chegar sem recorrer a carro, autocarro ou mota. 

A descida é mais bonita do que a subida, pois a flora é diversa (para quem circunda o segundo anel do castelo) enobrecendo ainda mais a caminhada.

 

Deixo-vos o mapa que o Amena utilizou:

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fonte: https://www.parquesdesintra.pt/planear-a-sua-visita/percursos-pedestres/

 

Sem grandes pressas, subir e descer a serra de Sintra demorou cerca de 2h15min com um passo muito pouco apressado (com direito a fotos!).

Não foi um percurso difícil, mas isto não passa de uma opinião pessoal - que varia muito consoante a preparação física de cada um.

 

Vale muito a pena e, por isso, recomendo muito, companheiros!

Deixo-vos algumas fotos que certamente vos vai convencer a fazer este trilho! (Ah, não se esqueçam: no Instagram podem acompanhar em directo estes percursos que o Amena vai fazendo!)

 

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Até já! 

28
Abr18

Por onde andei?

lady-gazeta

 

Ora muito boa noite Viajólicos!

O tasco tem estado paradinho mas lady-Gazeta tem estado num agito. Quem nos segue no Instagram percebeu e acompanhou de perto o movimento cá-e-lá durante estes dias. Lisboa é, como já vos disse, a cidade de sempre. A cidade onde nunca morei, mas cresci, estudei e, actualmente, trabalho. E sabem que mais? Há sempre novidades: um beco, um caminho, um café, um restaurante ou uma loja. Aprecio-a sempre: nos dias bons, maus e assim-assim.

 

Isto para vos dizer o quê? Estes dias foram de hiato aqui no blogue porque, na realidade, meti-me em atalhos e o tempo não foi muito para vos escrever. Há largos meses contei-vos que os meus joelhos nem sempre cooperam com o desporto. Não desarmei e, por isso, fintei-os: inscrevi-me no ginásio! Mentalizei-me que fortalece-los é o caminho certo e, esta semana, comecei a explorar Lisboa noutra vertente: trilhos. Ok, não foi bem no centro no Lisboa, mas sim em Sintra e arredores. Sei que alguns de vocês são da região norte e possivelmente não conhecem tão bem Lisboa ou, neste caso Sintra, mas garanto-vos: é o local onde a história e beleza natural andam de mãos dadas.

 

Resumidamente, o Amena  realizou dois trilhos em dias distintos. Um em Sintra: centro histórico - Castelo dos Mouros e outro mais afastado: Póvoa de Santa Iria – Alverca. Naturalmente, não se comparam, mas conto-vos tudo em pormenor entretanto. A motivação de me iniciar neste périplo de trilhos ainda não vos posso divulgar, mas mais tarde irão perceber o por quê de tudo isto. 

 

Não percam a oportunidade para enamorar as fotos que o Amena tirou (anda a esmerar-se ).

A beleza natural ajuda muito. Aliás, ajuda tudo:

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Até já!

 

31
Mar18

Hot Spots: Capela do Senhor da Pedra

lady-gazeta

Na zona Norte não há quem a desconheça. No sul a conversa já é outra.

Numa localização privilegiada na praia de Miramar, o mar beija a capela de forma rotineira. Eu, mesmo sendo de pouca fé, acho-a um encanto.

A arquitectura hexagonal cativa os maiores fãs de fotografia ou simplesmente curiosos. A freguesia de Gulpilhares, concelho de Vila Nova de Gaia, tem um verdadeiro ex-líbris religioso de Portugal. 

 

Chegar até ao local é fácil, basta colocar no GPS. O estacionamento, junto à praia, também é muito acessível.

Portanto, não há razões para não conhecer o primeiro Hot Spot que apresentamos aqui, no Amena.

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 (clique na imagem para ver publicação original)

 

O Amena, para além de promover a democratização das viagens através de voos low-cost, também promove locais TOP dentro e fora do país.

Podem consultar e seguir o Amena no Instagram em https://www.instagram.com/amenacavaqueira/. Lá podem acompanhar o Amena pelo Mundo em tempo real.  

 

Fica a dica!

20
Fev18

Faro - Budapeste | 70€ | Ida e Volta

lady-gazeta

Finalmente, Budapeste aqui tão perto a um preço BAM!

Faro, Algarve, é um preço TOP sobretudo para vocês!

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A WIZZAIR que trará muito turismo ao sul durante este verão, também levará muito do que é nosso ao seu país com preços apelativos a partir de Abril!

Por agora, as datas da viagem que vos proponho é partida a 31 de Março e regresso a 7 de Abril! Ora vejam:

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Contudo, no site da Wizzair encontram outras datas com preços igualmente simpáticos!

Ide, ide!

(fontes associadas às imagens)

02
Fev18

[BAM] Lisboa - Porto Santo | 98€ | Ida e Volta

lady-gazeta

É um voo especialmente caro, na medida em que estamos a falar de uma ilha "nossa". E é certo: esperamos sempre valores normais perto dos ~80€ (ou menos), tal como acontece com outras ilhas. Mas percebi que é um mero engano. Porto Santo é um destino caro e este valor, acreditem, é muito generoso!

 

As datas propostas são: 15 a 20 de Abril.

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Apesar do valor apresentado ser 94€, com as taxas, o valor mínimo final é de 98€, pela Tripair. 

Eu já fiz a reserva pela Tripair e correu sempre bem. Portanto, sem medos!

No entanto, o valor proposto pelo site da TAP é ligeiramente superior (menos de 10€). Seja qual for a opção, é um bom preço! 

24
Jan18

[ALERTA] Terminal de Cruzeiros de Leixões: o melhor do mundo

lady-gazeta

Esta é daquelas notícias bem quentinhas, para contrariar esta manhã fria e de nevoeiro.

 

A Cruise News afirma-o e quem somos nós para os contrair? 

Parece que somos mesmo bons também ao nível da arquitectura de terminais de cruzeiros. Posto isto, a responsabilidade recai sobre o arquitecto nortenho Luís Pedro Silva, que desenhou esta bela obra, ora vejam:

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Já agora, senhores que gerem isto do portuário e dos terminais de cruzeiros: o que não nos falta é costa para atracar muitos outros cruzeiros. Pensem nisso. Com carinho. É só uma ideia.

A malta, afinal, começou a ter noção de que fazer um cruzeiro não é coisa para a 3ª idade. :)

29
Nov17

O Norte, o Gerês e as Cíes

lady-gazeta

Primeiro porque aparecia cada vez mais nas redes sociais, sendo muitas vezes destaque de revistas como A Volta Ao Mundo. Depois as fotos. As fotos, meus bons amigos, fazem fraquejar os maiores amantes citadinos. E foi assim que surgiu o destino Cíes: perto, bonito e, aparentemente, barato.

E se, a caminho das Cíes, fossemos ao Gerês? E depois, entre Gerês e Vigo, uma roadtrip para lá de muito diferente?

Dito e feito.

 

O Gerês passou a ser um plano A, para quem, aguentem bem esses corações, nunca tinha lá ido.

O mês de Setembro ainda respirava sol e mar e um must-go ao Gerês parecia ser uma combinação perfeita. As fotografias apaixonam qualquer um e as opiniões são unânimes: aquilo é lindo, pá.

E que tal, perguntam vocês?

Foi giro.

Só isso, lady-G? Giro?

As cascatas, altamente proclamadas em hastags de instagrams, não estavam assim tão deslumbrantes. Os meses quentes e secos levaram a melhor e, em vez de deslumbrantes, passaram a pequenos cursos de água com poucas ganas. E gentes. Gente em todo o lado. Gente nos trilhos, gente a banhos, gente a conhecer. Não se condena: é um destino que, aparentemente, cativa cada vez mais gente. Do Gerês percorremos o norte, o sul e o centro. Saímos da zona very-typical e fomos também a Montalegre (lindo!) e a Arcos de Valdevez! {E, aqui entre nós, estou convencida: os caminhos do nosso norte dão 10 a 0 a muitas estradas da Europa.} O

verde, as paisagens e o singular pitoresco são muitas vezes o que a malta procura lá fora sem conhecer as alternativas tão boas aqui dentro. Há imensos roteiros do Gerês: o tour das cascatas, o tour dos miradouros, o tour dos trilhos. Dezenas deles. Valem a pena? Dos que fiz: claro que sim! As securas das entranhas nortenhas fazem com que o verde fique menos verde e os rios com um caudal cada vez menor. Vou voltar ao Gerês, certamente, em Maio ou em Junho, onde estou certa que irei rever um Gerês como assim o defendem, arrebatador.

A caminho de Vigo, investimos algum tempo no que é nosso, naquelas terras que ninguém fala e que, curiosamente, sempre me perguntei a razão: Não teria o nosso norte mais para ver para além do Gerês e Porto? Tem. Tem muito. Passei por Ponte de Lima, Ponte da Barca e Valença. Vi excursões de terceira idade, mas não vi juventude. Comi um arroz de sarrabulho (que fez o meu colesterol sorrir) e, até mesmo no restaurante, o turismo era sénior. Fico cada vez mais admirada: ou a idade/maturidade faz-me apreciar coisas mais básicas ou realmente temos um turismo altamente centralizado. Ora vejam:

Ponte da Barca, Setembro de 2017, por A.

Ponte de Lima, Setembro de 2017, por A.

Valença, Setembro de 2017, por A.

 

E, afinal, Cíes?

As Cíes valem muito a pena. As ilhas são lindas, com uma natureza muito bem controlada por nuestros hermanos (o número de pessoas por dia, nas ilhas, é limitado). Explorar as ilhas Cíes foi assim espetacular. Especialmente porque é uma natureza intocável. Foram 15km de farol em farol, em trail, com praias de areia branca (muito ao género das nossas), mas com a desvantagem de um mar gelado. Voltavas? Não! Ficou visto e soube muito bem. Há sítios assim, não é? 

 

Ilhas CíesSetembro de 2017, por A.

 

Depois, no regresso das ilhas Ciés, continuámos o périplo, em roadtrip, junto à costa Galicia. Vigo – que não me encantou – é uma cidade portuária, onde se come muito e bom marisco. Vi Baiona e arredores que me fez acreditar que todos ali são descendentes dos reis de Espanha: casas cuidadas e palacetes. E, depois, outra vez o que é nosso: a praia de Moledo, Caminha e Viana do Castelo. Numa paisagem cortante e inesquecível, Santa Luzia faz fraquejar Sacre Coeur.

Baiona, Setembro de 2017, por A.

 Caminha, Setembro de 2017, por A.

 Santa Luzia, Viana do Castelo, Setembro 2017, por A.

Viana do Castelo, Setembro 2017, por A.

 

Vão, vão e vão, amigos! 

Então? Ainda aí estão?  Recomendo muitíssimo!

 

E regressámos. Em bom. E muito, mas muito mais ricos. 

Pois é, amigos. Preparava-me para uma descrição exaustiva de restaurantes, de estadias e dicas de recantos… e realmente concluo que estou fora deste padrão de blogger. E, por isso, depois desta viagem, percebo duas coisas: a primeira é que escrever sobre viagens não me deixa ser pragmática e, como tal, os roteiros vão pelo cano e, segundo, somos muito pequeninos a vender o nosso peixe.

 

Escrevo sobre esta viagem enquanto preparo o próximo destino pelo que é nosso: Guimarães, Braga e Porto para fechar o ano. Não se coíbam de dicas! Estou, como sempre, à escuta. 

 

Até já!

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