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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

02
Fev18

[BAM] Lisboa - Porto Santo | 98€ | Ida e Volta

lady-gazeta

É um voo especialmente caro, na medida em que estamos a falar de uma ilha "nossa". E é certo: esperamos sempre valores normais perto dos ~80€ (ou menos), tal como acontece com outras ilhas. Mas percebi que é um mero engano. Porto Santo é um destino caro e este valor, acreditem, é muito generoso!

 

As datas propostas são: 15 a 20 de Abril.

PortoSanto.png

 

Apesar do valor apresentado ser 94€, com as taxas, o valor mínimo final é de 98€, pela Tripair. 

Eu já fiz a reserva pela Tripair e correu sempre bem. Portanto, sem medos!

No entanto, o valor proposto pelo site da TAP é ligeiramente superior (menos de 10€). Seja qual for a opção, é um bom preço! 

24
Jan18

[ALERTA] Terminal de Cruzeiros de Leixões: o melhor do mundo

lady-gazeta

Esta é daquelas notícias bem quentinhas, para contrariar esta manhã fria e de nevoeiro.

 

A Cruise News afirma-o e quem somos nós para os contrair? 

Parece que somos mesmo bons também ao nível da arquitectura de terminais de cruzeiros. Posto isto, a responsabilidade recai sobre o arquitecto nortenho Luís Pedro Silva, que desenhou esta bela obra, ora vejam:

Porto-Leixoes.jpg

 

 

Já agora, senhores que gerem isto do portuário e dos terminais de cruzeiros: o que não nos falta é costa para atracar muitos outros cruzeiros. Pensem nisso. Com carinho. É só uma ideia.

A malta, afinal, começou a ter noção de que fazer um cruzeiro não é coisa para a 3ª idade. :)

29
Nov17

O Norte, o Gerês e as Cíes

lady-gazeta

Primeiro porque aparecia cada vez mais nas redes sociais, sendo muitas vezes destaque de revistas como A Volta Ao Mundo. Depois as fotos. As fotos, meus bons amigos, fazem fraquejar os maiores amantes citadinos. E foi assim que surgiu o destino Cíes: perto, bonito e, aparentemente, barato.

E se, a caminho das Cíes, fossemos ao Gerês? E depois, entre Gerês e Vigo, uma roadtrip para lá de muito diferente?

Dito e feito.

 

O Gerês passou a ser um plano A, para quem, aguentem bem esses corações, nunca tinha lá ido.

O mês de Setembro ainda respirava sol e mar e um must-go ao Gerês parecia ser uma combinação perfeita. As fotografias apaixonam qualquer um e as opiniões são unânimes: aquilo é lindo, pá.

E que tal, perguntam vocês?

Foi giro.

Só isso, lady-G? Giro?

As cascatas, altamente proclamadas em hastags de instagrams, não estavam assim tão deslumbrantes. Os meses quentes e secos levaram a melhor e, em vez de deslumbrantes, passaram a pequenos cursos de água com poucas ganas. E gentes. Gente em todo o lado. Gente nos trilhos, gente a banhos, gente a conhecer. Não se condena: é um destino que, aparentemente, cativa cada vez mais gente. Do Gerês percorremos o norte, o sul e o centro. Saímos da zona very-typical e fomos também a Montalegre (lindo!) e a Arcos de Valdevez! {E, aqui entre nós, estou convencida: os caminhos do nosso norte dão 10 a 0 a muitas estradas da Europa.} O

verde, as paisagens e o singular pitoresco são muitas vezes o que a malta procura lá fora sem conhecer as alternativas tão boas aqui dentro. Há imensos roteiros do Gerês: o tour das cascatas, o tour dos miradouros, o tour dos trilhos. Dezenas deles. Valem a pena? Dos que fiz: claro que sim! As securas das entranhas nortenhas fazem com que o verde fique menos verde e os rios com um caudal cada vez menor. Vou voltar ao Gerês, certamente, em Maio ou em Junho, onde estou certa que irei rever um Gerês como assim o defendem, arrebatador.

A caminho de Vigo, investimos algum tempo no que é nosso, naquelas terras que ninguém fala e que, curiosamente, sempre me perguntei a razão: Não teria o nosso norte mais para ver para além do Gerês e Porto? Tem. Tem muito. Passei por Ponte de Lima, Ponte da Barca e Valença. Vi excursões de terceira idade, mas não vi juventude. Comi um arroz de sarrabulho (que fez o meu colesterol sorrir) e, até mesmo no restaurante, o turismo era sénior. Fico cada vez mais admirada: ou a idade/maturidade faz-me apreciar coisas mais básicas ou realmente temos um turismo altamente centralizado. Ora vejam:

Ponte da Barca, Setembro de 2017, por A.

Ponte de Lima, Setembro de 2017, por A.

Valença, Setembro de 2017, por A.

 

E, afinal, Cíes?

As Cíes valem muito a pena. As ilhas são lindas, com uma natureza muito bem controlada por nuestros hermanos (o número de pessoas por dia, nas ilhas, é limitado). Explorar as ilhas Cíes foi assim espetacular. Especialmente porque é uma natureza intocável. Foram 15km de farol em farol, em trail, com praias de areia branca (muito ao género das nossas), mas com a desvantagem de um mar gelado. Voltavas? Não! Ficou visto e soube muito bem. Há sítios assim, não é? 

 

Ilhas CíesSetembro de 2017, por A.

 

Depois, no regresso das ilhas Ciés, continuámos o périplo, em roadtrip, junto à costa Galicia. Vigo – que não me encantou – é uma cidade portuária, onde se come muito e bom marisco. Vi Baiona e arredores que me fez acreditar que todos ali são descendentes dos reis de Espanha: casas cuidadas e palacetes. E, depois, outra vez o que é nosso: a praia de Moledo, Caminha e Viana do Castelo. Numa paisagem cortante e inesquecível, Santa Luzia faz fraquejar Sacre Coeur.

Baiona, Setembro de 2017, por A.

 Caminha, Setembro de 2017, por A.

 Santa Luzia, Viana do Castelo, Setembro 2017, por A.

Viana do Castelo, Setembro 2017, por A.

 

Vão, vão e vão, amigos! 

Então? Ainda aí estão?  Recomendo muitíssimo!

 

E regressámos. Em bom. E muito, mas muito mais ricos. 

Pois é, amigos. Preparava-me para uma descrição exaustiva de restaurantes, de estadias e dicas de recantos… e realmente concluo que estou fora deste padrão de blogger. E, por isso, depois desta viagem, percebo duas coisas: a primeira é que escrever sobre viagens não me deixa ser pragmática e, como tal, os roteiros vão pelo cano e, segundo, somos muito pequeninos a vender o nosso peixe.

 

Escrevo sobre esta viagem enquanto preparo o próximo destino pelo que é nosso: Guimarães, Braga e Porto para fechar o ano. Não se coíbam de dicas! Estou, como sempre, à escuta. 

 

Até já!

10
Nov17

Web Summit...ting!

lady-gazeta

Dizem que é a maior feira de tecnologia da Europa e também do mundo. Eu, que nunca me vi em andanças tão grandiosas e com um impacto mundial tão avassalador, não posso discordar.

 

Certo é, admito, que fui assídua em feiras de tecnologia na faculdade e, inclusivamente, fiz parte da organização de uma delas, no último ano em que estudei no Técnico (vejam, vejam a SINFO!). Como devem imaginar, terei sempre um carinho muito grande por quem se envolve neste tipo de eventos.

Abro um bocadinho do meu lado tão sério quanto lunático e, admito, o meu interesse pela tecnologia é inegável. Sou, como já vos disse, programadora. Estou ligada ao mundo Microsoft desde que entrei no mundo de gente crescida e, por isso, C# faz parte do ritual diário.

Se eram motivos mais do que suficientes para ir a um evento como este? Talvez não. Trabalhar em tecnologia, como dizem, dá guito, mas não guito que torne comportável um bilhete para cima dos 3 dígitos. Mas por alinhamento dos chackras a oportunidade sucedeu-se e eu fiz a dança da chuva.

Em primeira mão vos garanto: é muito redutor dizer que o Web Summit é evento de gente nerd, de TI's, de developers. Esqueçam essa ideia. Por lá (e por mim) passaram farmacêuticos, bloggers, gentes de marketing, de economia, recursos humanos e, quiçá, o CEO da padaria da esquina. Todos, no fundo, tencionam conhecer e discutir o que há neste mundo do IT e em que medida o negócio pode ficar mais optimizado com uma app, um robot ou qualquer mambo que faça cenas.  A miscelânea de produtos apresentada é para lá de arrebatadora. Tão arrebatadora que me fez sair do recinto da feira com o sentimento "não vi metade do que pretendia". E não foi só sentimento; não vi mesmo!

Conferencias interessantes sobrepostas ou quase sobrepostas (dada a distância física que as separa) deixou-me um sentimento de "Como não há uma startup que me permita estar em dois espaços físicos distintos ao mesmo tempo?". Pois, frustração à parte, do que ouvi, gostei muito.

E os temas, perguntam vocês? Os mais diversos!

 

Alertam, sobretudo, para o tema que mais assusta a sociedade: o fim de muitos postos de trabalho. A evolução terá que ser sustentável, diz quem sabe e trabalha. Para quem lidera empresas, time is money... mas pessoas também são money. Estou certa que vamos começar a entrar numa (r)evolução muito para lá da Revolução Industrial. A Sofia (robot!) diz que trabalho é aborrecido, mas não ter o pão na mesa na casa de muitas famílias tornar-se-à muito mais aborrecido. Digo eu, que ainda estou nos 20's

 

Há também um profundo alerta sobre o início de guerras a partir da WWW: sejam mails; chats; sinais nas redes sociais. O que no fundo pretendiam dizer era: vamos começar a invadir a privacidade com o vosso consentimento. Aqui entre nós, sabemos que vamos começar a dar a chave da porta da nossa casa. Os algoritmos começam a ser cada vez mais sofisticados e o machine learning passa a ser o chavão da big data. No fundo, tentam perceber as linhas do nosso pensamento, através de comportamentos online, e replicam comportamentos com humanoides robustos, que saem à noite e bebem copos com a malta.  Não é só ser fun e fazer networking malta; o que pretendem é fazer um estudo comportamental, psicológico dos jovens de hoje  (ar de *conspiração*). Sempre disse que a malta de psicologia faz voodoo.

 

As minorias no IT foi tema social e de preocupação. O que queriam dizer é que nós, miúdas e mulheres, somos poucas nesta área. Uma rapariga que programa ainda é uma situação pontual e anormal. O número de mulheres no IT ainda arrepia muita feminista. O desequilíbrio entre géneros preocupa, sobretudo, quem gere pessoas. Eu fico mais preocupada com a falta de harmonia das equipas na empresa. Não adianta serem 5H/5M, onde as 5M não gostam do que fazem e por isso vão infernizar vidas alheias. 5H/1M para mim está perfeito se este número revelar 6 pessoas felizes e que, por isso, produzem mais e melhor.

 

A sustentabilidade é o tema que mereceu o maior destaque do evento. Foram dezenas de startups que apresentaram projectos de sustentabilidade e, a meu ver, um dos ramos que carece maior de maior investimento. Al Gore estremece o Summit. E nós, informáticos, jornalistas, carpinteiros, pedreiros, domésticos, pessoas que no fundo contribuiram para a degradação ambiental, somos também responsáveis por apresentar alternativas diárias por forma a gerir melhor os recursos do planeta. Isto porque, como se sabe, as consequências negativas assolam-nos com uma velocidade muito superior do que alguma vez prevíamos.

 

As conferencias também estão no youtube, é certo, mas participar num evento e conhecer dezenas de projectos tão sonhadores como promissores é uma experiência inesquecível.

Depois de um Web Summit não desenvolvo programas com algoritmia de ponta, admito, mas estou mais informada e apta durante a discussão de diversos temas que gosto. É um evento muito caro, que está longe de ser democrático, e que devia ter uma duração maior, distribuindo as talks de forma mais espaçada, por exemplo (fica a dica ). Agora, aqui entre nós, continuo sem compreender o que mais de 60% da plateia faz agarrada ao telemóvel, a fazer vídeos, fotos, selfies e postar no Facebook, Instagram, etc, durante todo o tempo de conferência. Nós, no geral, continuamos a ser seres muito estranhos.  ehehehe (Ainda acham que vai ser trivial replicar comportamentos humanos )

 

Fora de brincadeiras, companheiros, valeu muito a pena. Este blog começou por ser um mambo de posts rápidos e, neste momento, já quase que faço frente ao mais longo dos romances... e fica sempre tanto para vos contar!

 

Bem-haja, amigos!

24
Ago17

"Se é grátes.... quero!"

lady-gazeta

Há uns meses disse-vos que este ano era o tal ano calminho, lembram-se? 

[Agora, ao som de uma música muito lamechas, cá vai o choradinho: as 5 viagens de 2016 e uma casa são a equação perfeita de uma falência técnica! ]

 

Hey!, Mas...lady-Gazeta?! A sério?

A sérriooo? 

A sééérrriooo?

Pronto. Já passou!  O pé, como sabem, anda sempre ali no estribo...só que este ano mais comedido! As viagens deixaram de ter o cheirinho a internacional e passam a ter aromas bem nacionais. Não vos cheira também? Ele é migas, fruto sêque, pêxe, francesinhas. (E as alheiras, amigos? E as alheiras?! Ahh...)

 

Posto isto, admito que andei (e ando!) a palmilhar o que é nosso! E, durante a preparação da próxima viagem (que é lindo, é verdinho - pelo menos por agora -  e fica no Norte) surge naturalmente o tema... alojamentos! (E que caros que eles por cá andam!)

Durante esta análise de hotel, apartamento ou hostel, no nosso norte, e numa conversa amena (e cavaqueira!) com o P., com quem trabalho desde sempre, surgiu o tema : “e alojamentos grátis?” GRÁTIS?! Se é grátes... quero!

 

Grátis? Como assim?, perguntam vocês - e bem!

Vamos então esmiuçar.

Em primeira mão vos digo que não vou experimentar neste périplo nortenho que preparo!

Em segunda mão, conto-vos pormenores:

 

http://alberguesdeaguiar.pt/

 

Os albergues de Aguiar são, tal como o nome indica, um conjunto de albergues, que permitem passar de uma a várias noites, ao estilo low-cost.

São casas modestas, mas muito, muito simpáticas, como podem ver no site. Chegam perfeitamente para quem não fica m-a-l-u-c-o com mambos luxuosos.

Obviamente que não fica a custo 0. Como podem ver, no site, não existe qualquer referencia a custos por noche. Então como é que a coisa funciona? Existe “uma pessoa”, da aldeia, que está responsável pela casa e que sugere um valor simbólico a pagar por noite (coisa de 5€ por pessoa). Naturalmente, no fim da estadia, cada um dá um valor justo da estadia. 

E é só isto, lady-g? Sim! Devem apenas ter o cuidado de reservar previamente!

 

Achei que este tema é assim para lá de muito fixe! Não acham? Li no outro dia que a minha geração, a geração milénio, deixou de dar grrrannnde importância a luxos para valorizar experiências. (Ainda que eu seja muito boa a valorizar a experiência do luxo, não digo que não a uma experiência mais low-cost como esta :) ) 

 

Porque não ficas então nestes alojamentos?, perguntam vocês.

Porque ficam longe do que pretendo visitar, infelizmente! Não hesitarei numa próxima viagem ao norte! 

 

Explorem, analisem o conceito e marinem esta ideia.

Fico também a aguardar o vosso feedback!

 

xoxo, l-g  

 

11
Ago17

Rota portuguesa? Piodão, com certeza!

lady-gazeta

Há cerca de dois meses fui, num pulinho, ali, 3 dias, ao centro do país.

[Não fui, fomos 10!, na realidade.]

Era uma viagem gira para se fazer em grupo, achámos nós, e levou o planeamento necessário para que não houvesse grandes discórdias. E sabem que mais? Somos muito bons a achar, porque o grupo funciona muito bem e porque o centro do país vale realmente a pena.

 

Pormenores, amigos? Cá vai disto!

Sexta-feira, a rapaziada sai toda dos trabalhos e segue, rumo à cidade de Coimbra – onde jantámos, no fórum (bem modernaço!, por sinal). [Contenção de custos tem destas coisas! ]

Depois, já tarde, rumámos até ao alojamento reservado em Airbnb, em Benfeita. O Casal da Igreja não tem apenas este nome porque estamos ali, alapados à igreja, companheiros! Toda a decoração pede uma avé-maria e um pai-nosso e, apesar de ser uma casa muito simpática e espaçosa (já vos disse que não é fácil deitar um arraial de 10 pessoas?), a poeira e os lençóis de flanela com 30ºC estavam longe de ser cheios-de-graça.  Serviu, mas não encantou, aqui entre nós.

 

Bom, deixemo-nos de dissertações e inicie-se o périplo!

20170617_095652_Richtone(HDR).jpg

(Pelos caminhos... (em uníssono!) de Portugal... lalala)

 

Desta vez não estávamos com um plano minucioso, levando para o primeiro dia (sábado) os seguintes tópicos:

  • Piodão
  • Foz de Égua
  • Mata da Margaraça 
  • Fraga da Pena 
  • Jantar em Arganil 

(Aproveito para partilhar que a câmara municipal tem toda a informação relevante sobre o que existe no concelho http://www.cm-arganil.pt/visitar/o-que-visitar/)

 

Como estavamos em Junho (e fazia muito calor), optámos por alinhar num trilho “fácil” de 3km, que liga Piodão a Foz de Égua. Fácil? Fácil?! Fácil nada! Qualquer trilho passa de fácil a difícil quando o calor aperta (e quase pereci de dores nos joelhos. Btw, compro joelhos novos. Alguém? ). Bom, ao fim dos 3km a destilar, sob um sol de 40ºC, esperávamos encontrar uma praia fluvial. Pra-i-a, which means… água, no mínimo! Refresco! E… não. Não aconteceu. Água em Foz de Égua é assim um mito pelos meados de Junho. Encontrámos, sim, uma pocinha de água generosa que dá uma sensação de jacuzzi, com 10 pessoas a fazer chap-chap. No entanto, em Agosto, disseram-nos que libertam água, tornando a Foz numa uma verdadeira praia fluvial. Posto isto, um pouco defraudados, almoçámos por Piodão e rumámos até Fraga da Pena, com expectativas mais comedidas.

20170617_113441.jpg

(Foz de Égua... sequinha, sequinha. Como todo o país, na verdade...)

 

A falar de expectativas outra vez lady-G?! Fraga da Pena deslumbra. Deu assim... 10 a 0 ao que vimos antes, em Foz de Égua. A mata da Margaraça, que a rodeia, é fresca e verdejante e a cascata é assim para lá de bonitona. Merece muito destaque. Por lá ficámos até se fazer quase-noite, pois o calor estava insuportável.

 20170617_162724.jpg

 (Fraga da Pena... a espalhar magia)

 

E à noite lady-G? Vida louca?

À noite, a janta, foi em Arganil.Arganil é uma vila simpática – que já conhecia de uma estadia anterior, em Góis. A vila continua a valer a pena ser visitada. É amorosa, arranjadinha que só ela. Jantámos n’“A Grelha”, onde ficámos extasiados com as doses generosas de carnucha muito boa! E o serão passou-se por lá, em Arganil. A vila tem noite e animação. Há bares e discotecas. (Woop! Woop! Viva à descentralização!)

A-DO-REI este dia, sabem? Continuo muito fã do que é nosso. Que é lindo. Que, de todos os países que visitei, Portugal continua a ser o the special one

 

E o resto lady-G? E o domingo?, perguntam vocês.

 

O Domingo estava reservado para Góis, Vila Nova do Ceira e Castanheira de Pêra.

Estava, leram bem! Sorte. Muita sorte para nós, sabem?

O que eu não vos contei, amigos, foi que o fim de semana escolhido e aqui relatado foi o fim de semana fatídico de incêndios. Acordámos, extasiados, com um cheiro muito intenso a fumo e com os carros salpicados de cinzas, pois estávamos, em linha recta, a 20km das chamas que levaram, mais do que eucaliptos e mata, a vida de mais de 60 pessoas.

Não vos conto o sobre o pânico que assolou a família aqui da lady-G. (Sim, telemóveis sem rede durante a manhã e… claro, esta mania de deixar um telemóvel sem som durante a noite.) Pois. Mais uma vez, tivemos sorte. Se em vez de…, tivéssemos trocado os planos de sábado com os de domingo… pois… Mas não vamos pensar em se’s, não é? Nesse domingo, assim que acordámos, fizemos as malas e deixámos de imediato a zona e rumámos até a uma praia do oeste, São Martinho do Porto, que nada tinha a ver com o planeado. (Mas viajar também é lidar com imprevistos, não é verdade?) E, depois, no fim, correu bem, embora assustados, mas correu bem.

 

Foi um regresso atribulado e incompleto, uma vez que deixou-se muito por ver e (re)conhecer.

Vamos voltar certamente, num futuro pouco longínquo. Mas que - espera-se - menos atribulado!

 

 

 

21
Mai16

Vou e volto, mas…

lady-gazeta

…Lisboa! Ah, Lisboa...

 

E não sou Lisboeta. Aliás, não podia ser mais ribatejana. A freguesia de São Nicolau, em Santarém, carimbou-me inevitavelmente o início da vida. Marcou-me o início e a continuação, na realidade. [Raízes, são sempre raízes…] De facto, sou fã incondicional do que é nosso; da comida, do bom tempo, das praias, da nossa língua e, claro, das nossas gentes. Mais, mesmo depois da cidade-maravilhosa, o Rio de Janeiro, ou Nova Iorque, é Lisboa que me alenta e aconchega nos dias bons e maus. E depois de viajar este sentimento torna-se mais evidente. As viagens, para mim, têm o poder, entre muitos outros, de ensinar a apreciar o que é nosso. 

 

Como último suspiro, Lisboa é e será, para mim, sempre uma boa desculpa e uma boa razão. Talvez porque tenho um trabalho que me agarra lá ou enganando-me, engano-vos e, se não tivesse uma razão tão digna como o trabalho, arranjaria outra razão ou outro amor qualquer que nos continuasse a aproximar, ao final do dia, em amena-cavaqueira, com os que vieram e são do bem. 

A Lady-Gazeta

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