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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

09
Ago18

Avis num Agosto Alentejano

lady-gazeta

Passam das 16 da tarde e as ruas do Alentejo fazem uma ode ao silêncio: não se vê ninguém. É fácil de perceber que não estamos junto à costa mais ocidental do nosso país. Estamos no interior, no alto Alentejo, e assim que paramos o carro são as paredes brancas, irrepreensivelmente caiadas de fresco, que nos dão as boas vindas.

Estamos em Avis, no distrito de Portalegre, mas já estivemos em outras terras adjacentes tão aprumadas e bonitas, quanto esta. O sol bate de chapa e aquece, ainda mais, o Agosto Alentejano. As temperaturas são altas e, por isso, nem o sururu das vizinhas entoa pelas ruas de Avis. De vida apenas flores que alegram as entradas das casas e gatos. Os gatos lembram-me as minhas origens, o meu Reguengo. As pessoas foram partindo, mas os gatos foram-se duplicando. Sofrerá Avis da mesma desertificação? Duvido. É bonita demais para serem os gatos a cuidar das ruas e das flores. :)

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Aos primeiros passos pela vila não há duvidas que é um local de história: muralhas altas, empedradas e pintadas como só o Alentejo sabe pintar. Um arco recebe-nos assim que entramos no centro de Avis. Nem o calor nos impede de a palmilhar. Enquanto caminho, pergunto: será que a maior parte das pessoas conhece Avis? Sem resposta, continuo em frente e, nas casas por onde passo imagino o seu interior. Imagino uma cozinha, uma sala e dois quartos no piso de cima. E perco-me... Na cozinha tratam das migas e, nas traseiras da casa, tratam do vinho caseiro. É inevitável não pensar em comida, nem nas gentes da terra, nem na pequena mercearia que a abastece, nem no posto médico, nem na vida feliz que se pode ter também fora das grandes cidades. 

 

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Encontrámos Avis por acaso, sem dicas, tal como se fossemos os verdadeiros viajantes e não turistas. E gostei. Aliás, gostei muito. Pela paz, pela vila pequena e cuidada, pelo sossego d’alma e pelas fotografias que a retina fotografou, mas que a máquina não registou.

 

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Retomando a pergunta menos retórica: não conhecem Avis?

Se não conhecem, deviam.

12
Jul18

Subida ao Pico

lady-gazeta

Bom, primeiro que tudo, calma! Lady-Gazeta não desistiu do blogue! Mais! Este tempo de espera não foi à toa.

Foi para trazer mais suspense ao meu regresso. Vá, admito, é mentira. Este tempo de espera foi uma recuperação! Exactamente, leram bem, um mês depois de subir ao pico do Pico já me sinto totalmente recuperada fisicamente e psicologicamente para vos contar como foi a aventura. 

Espero, no entanto, que não tenham desistido de acompanhar o périplo, meu fiéis comparsas de leituras. 

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Portanto, vamos a isto? 

 

A iniciativa Rumo ao Pico 2018 começou exatamente na mesma altura em que comecei a investir mais tempo aqui, no Amena (portanto em Janeiro deste ano). E a intenção era, mais do que subir ao Pico, conhecer as ilhas afamadas como triângulo dos Açores. E por quê? Porque as fotos eram maravilhosas, os relatos de quem as tinha conhecido também. E, em boa verdade, estava com muita vontade de voltar aos Açores, mas dando oportunidade a outra ilha que não fosse São Miguel (atenção, São Miguel é lindo. Não deturpem!). Pensámos no grupo central com carinho, lemos uns relatos aqui e ali, caçámos um bom preço e comprámos os bilhetes de avião. Só posteriormente, admitimos, é que considerámos a subida ao pico do Pico. Na verdade, eu era quem tinha mais receios da aventura. A confirmação da subida durante esta viagem surgiu apenas na BTL, quando abordámos uma empresa que fazia a subida sobre as condições, se fornecia o material necessário e, sem medos, confirmámos o nosso LET'S DO IT!

 

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E a partir daqui, foi a preparação. Não da viagem por si, que tipicamente é uma gestão de logística, mas demos início a treinos físicos. Sou (ou era) uma pessoa sedentária. O desporto em que sou realmente boa, bato recordes tranquilamente, é aquele que envolve um garfo e uma faca. 

Percebi claramente que os hábitos teriam que mudar ligeiramente e, por isso, há alguns meses atrás começámos a percorrer trilhos na zona de Lisboa. Foi, na verdade, um excelente pretexto para reconhecer a serra de Sintra, por exemplo.

Mas convenhamos, subir a Serra de Sintra, ainda que tenha zonas com alguma dificuldade, em nada se comparava à subida da montanha mais alta do país. E sabíamos disso. Mais do que isso, enquanto que os quilómetros de trilhos deixavam-me satisfeita e cada vez mais motivada, os relatos aqui na blogosfera de quem já tinha subido ao pico do Pico não eram animadores: é difícil, não consegui subir, desisti assim que vi, etc. faziam-me fraquejar. E, piorando o cenário, o facto de ter um problema genético nos joelhos (nas rótulas) que me trazem dores sempre que faço desporto de impacto, deixava-me ligeiramente ansiosa. 

 

Posto isto, por recomendação, inscrevi-me também no ginásio e fiz treinos específicos para a subida em questão com o intuito de fortalecer os músculos dos joelhos e pernas (cerca de 2 meses antes de subir ao Pico). Durante estes treinos tive algumas dores é certo, mas nada de impeditivo. 

 

Tudo tranquilo até aqui. O problema foi depois de aterrar e encarar a montanha. A situação mudou de figura. Os testemunhos aqui da blogosfera de quem já tinha subido e o tamanho da montanha alarmou o mais destemido de nós os dois. E eu, bom, eu fiquei doente. Literalmente. Provavelmente, os nervos reflectiram-se através de uma gripe que quase me fez fraquejar até à véspera da subida.

E o tempo também não estava espectacular. Já vos disse que o tempo, para mim, influencia muito sobre a opinião do destino. Um desafio daqueles com chuva deixou-me muito desanimada, lembrando-me de relatos onde o tempo se revelou o pior adversário do cansaço durante a subida.

Bom, o chamado sofrer por antecipação. 

 

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Na véspera da subida e depois da confirmação oficial da Tripix, empresa em quem depositámos toda a nossa confiança, melhorei subitamente. A intenção era pernoitar na cratera do vulcão, mas como vos disse, as condições climatéricas adversas não o permitiram e, por isso, seriam ~ 7 horas (subida + descida).

 

O ponto de partida é a Casa da Montanha (já ligeiramente acima do sopé da montanha) e o percurso a pé seria de aproximadamente 7km. Não subestimem. É com uma inclinação muito acentuada. Assim que chegámos à casa de partida, convivemos com a nossa futura equipa. Éramos apenas 2 portugueses num grupo de 10 estrangeiros. Nem parecia que estávamos em Portugal, na verdade. Mas independentemente da língua falada, o sentimento era igual para todos: ansiosos e motivados. E lá arrancámos, em fila ordeira, já o relógio apontava as 10 horas da manhã. 

Saímos com bastões (abençoados!) e GPS, água, barras energéticas, sandes, medicação e muita vontade.

 

Como não passo de 1.60m, recomendaram-me passar para o grupo da frente, perto da instrutora Raisa, para que os passos não fossem tão longos e para que conseguisse fazer uma boa gestão de esforço até ao fim.

Não tive grandes dificuldades durante a subida, honestamente. Na verdade, o plano que fiz de ginásio e os trilhos serviram perfeitamente para me sentir a maior alpinista da minha rua. :) E adorei a experiência, claro.

 

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E adorei a sensação de conquista assim que chegamos ao topo do "mundo". Os bastões ajudaram muito até chegar à cratera do vulcão. Depois disso, a última fase do percurso de subida é feita em escalada (foi ainda mais emocionante).

 

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Depois a descida.

A descida.

A... desci..da.

 

A descida foi outra conversa. Custou. Mas custou mesmo muito.

 

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A meio do percurso da descida já estava com dores insuportáveis nos joelhos. Sentia algum cansaço, claro, mas as dores eram superiores a tudo. E a partir da estaca 18 (eram perto de 45) o caminho tornou-se inexplicavelmente longo. As descidas sucessivamente íngremes e alguma chuva – na verdade parece que surgiram as 4 estações durante o percurso – tornaram o piso mais escorregadio e fez com que caísse por duas vezes (mas calma, quedas pouco aparatosas, apenas escorregar lentamente e cair com classe ).

 

Não sei se vos vou conseguir explicar, mas chegar à Casa da Montanha, o ponto de partida, foi como ver água no deserto. Aliás, chegar foi muito mais do que isso. As lágrimas de contentamento e de dor, simultaneamente, caracterizaram a entrada magistral na casa da montanha.  Podia mentir-vos, é certo, mas foi precisamente isto que aconteceu. 

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Fanáticos de cronometragem, não fiquei particularmente orgulhosa. Para quem se julgou alpinista de sangue durante a subida, foram cerca de 3,5 horas a subir e 4,5 horas a descer, com direito a 1 hora de almoço, no Piquinho, com vista para as ilhas vizinhas, para o oceano e para as fumarolas do vulcão semiadormecido.

 

No fim, estava tudo bem. Consegui e conseguimos. A Tripix foi, em todos os momentos, espectacular comigo. Incentivou-me naqueles momentos em que temi ficar a viver por lá, entre a lava solidificada e os poucos rastos de verdura. E não sorriam! Naquele momento eu conviva bem com o facto de me tornar a mulher da montanha, já que o resgate é para lá de muito caro. 

 

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Contudo, o A., que me acompanha neste projecto (e todos os outros) e incentiva-me nestas loucuras, não sofreu tanto com o desgaste físico, mas tem também uma melhor preparação física do que a minha. Portanto, ao contrário do que li por aqui, cada caso é um caso. E é claro que vocês, se o pretendem fazer também, vão consegui-lo certamente! É claro que há pessoas que desistem, mas essas pessoas não são vocês. 

 

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Geralmente perguntam-me se voltava a repetir a experiência. Até ontem, eu hesitava, mas hoje chegou o momento de dizer que sim. Voltava e pernoitava! Ver o amanhecer no topo do país deve ser uma experiência maravilhosa! 

Esta foi certamente a primeira de muitas experiências a sério deste tipo. Superação, persistência e conquista são as 3 palavras que caracterizam este desafio pessoal e, para mim, foi muito gratificante ultrapassar este objectivo, mesmo com todas as restrições físicas que levava na bagagem. 

 

06
Abr18

[Califórnia] Em Amena Com... Joana e Hugo [1]

lady-gazeta

À minha volta sentam-se pessoas tão loucas por viagens, quanto eu. Gente em que o modo de estar na vida é “A partir…”.

Dizem que voltam pessoas mais ricas apesar do dinheiro que gastaram lá fora. Eu sou dessas. Do passaporte apinhado de carimbos. Não só identifico-me como, simultaneamente, as admiro.

O Amena gosta de quem conta viagens como se contasse uma história Uma Aventura.

 

Esta nova rubrica tem o objectivo de sentar à mesa de Lady-Gazeta pessoas que merecem direito de antena e que trazem com elas histórias de viagens fora-da-caixa.

E que, simultaneamente, sorriem com a boca e com os olhos quando falam sobre o mundo maravilhoso do pé no estribo.

Vamos a isto?

 

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Têm no curriculum destinos invejáveis: Brasil (todo o Nordeste, Rio de Janeiro, São Salvador da Bahia), Cuba, México, Jamaica, Ilhas Caimão, Estados Unidos (Miami, Nova Iorque) e diversas cidades europeias. Contudo, é a viagem de Lua-de-Mel que os torna tão especiais. Trocaram um destino típico de calor e praia por uma grande aventura na Califórnia com uma passagem na Route 66. Curioso, não é verdade? Vamos ouvi-los? Ou melhor, vamos lê-los?

 

Sentem-se, a casa é vossa!

 

 Joana e Hugo, como não poderia deixar de ser: por quê esta escolha?

 

O objectivo inicial era irmos para a Austrália, uma vez que tínhamos muitos dias de férias, mas não era o melhor período para conhecermos, pois o tempo não seria um aliado. Desta forma, como ambos tínhamos uma enorme vontade de ir para os Estados Unidos, achámos que esta viagem seria uma brilhante ideia. E, de facto, não temos duvidas: esta viagem foi A viagem!

 

E o percurso? Contem-nos como foi! 

 

Saimos de Lisboa com destino a EWR, em voo TAP, onde dormimos uma noite no hotel Hilton Newark Penn Station (http://www3.hilton.com/en/hotels/new-jersey/hilton-newark-penn-station-EWRHGHF/index.html), pois na madrugada seguinte tinhamos que voltar para o aeroporto para seguirmos em voo United para San Francisco. Como o voo TAP chega a EWR pela tarde pelo tivemos tempo para dar uma volta pelo bairro Tuga! Uma experiência cultural interessante, onde o galo de Barcelos ainda impera em alguns estabelecimentos comerciais. 

 

Na madrugada rumámos ao aeroporto, recorrendo ao serviço de transfer do hotel (gratuito). Chegados ao aeroporto, aproveitámos para tomar um pequeno almoço reforçado pois tinhamos 6h de voo até San Francisco (SFO), onde o serviço de bordo era pago (e bem pago!), nem uma mantinha, nem uma almofadinha, uma aguinha... ai TAP que nos habituas tão mal... 

 

Horas mais tarde, São Francisco

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Ficámos alojados no Chancellor Hotel em São Francisco, bem pertinho de uma paragem de Cable Car.  

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Nesta maravilhosa cidade não se pode perder a oportunidade de visitar atracções como a Prisão de Alcatraz (há visitas guiadas que são muito giras, recomendamos ir à tarde para no regresso a São Francisco poderem ter uma perspectiva da vista nocturna da cidade).

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O Fisherman’s Wharf também é bom local para visitar (tem uma bela sopa no pão) e para quem tiver tempo pode sempre alugar uma bicicleta e passar a mítica Golden Gate Bridge (normalmente coberta por uma densa camada de nevoeiro).

 

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A não perder a famosa Lombard Street, Coit Tower e Pier 39, Union Square

 

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Depois alugámos carro e… here we go!

 

Roadtrip?

Sim! De San Francisco fomos até ao Yosemite Park. (Não pernoitámos, porque não conseguimos alojamento nas datas em que podiamos estar por lá! Recomendamos reservar com antecedência!!!) Mas fica a referência ao Glaciar Point, El Capitan, as enormes Sequoias e um ar tão puro que mais parecia que tínhamos uma botija de oxigénio às costas…

A partir daqui… Fomos dormir a Santa Cruz: terra do Surf, apesar de, naquele dia o mar estar flat, foi muito bom passar no Pier  - que tem um parque de diversões espectacular!

Entretanto, até chegarmos a San Diego, fomos sempre pela Pacific Coast Highway 1 [4 dias com muito km]!!!

 

 

Acredito! E como foi o vosso planeamento? Querem partilhar connosco?

Sim, foi uma viagem muito planeada. Foram 15 dias nonstop.

Para tornar a explicação mais fácil, partilhamos convosco o nosso percurso: 

 

Dia 1: Santa Cruz + Baía de Monterey + Pebble Beach + Carmel + Big Sur (atualmente não é possível fazer todo o Big Sur. Há uma zona condicionada ao transito) + San Simeon + Cayucos

Dia 2: Hearst Castle + San Luis Obispo + Pismo Beach + Solvang + Santa Barbara + Los Angeles

Dia 3: Los Angeles

Dia 4: Los Angeles + Ventura + Malibu + Santa Monica + Venice Beach + Beverly Hills + Pasadena + Long Beach + Huntington Beach + Newport Beach + Laguna Beach + San Diego

 

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Duas palavras: U-AU!Fabuloso! E ainda tanto por nos contar!

E queremos fotos, queremos dicas...

Querem voltar para a semana e contam-nos o resto da aventura?

 

Claro! Voltamos a próxima semana para vos explicar tudo, pode ser?

Incluindo as aventuras fora-de-guias que sempre acontecem em viagens de aventura, como esta!

 

O Amena e Companheiros ficam a aguardar ansiosamente! 

 

(com continuação....)

 

 

 

07
Mar18

5 dias em Fez (Marrocos) | 145€ | Alojamento e Voos

lady-gazeta

Marrocos será sempre Marrocos. 

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Os voos estão especialmente simpáticos de 19 a 24 de Maio.

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Em termos de alojamentos, em Riad, recomendo Museum House - Dar Melyani.

A avaliação geral deste Riad é considerada pelo Booking como Soberba (9.0)

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Contudo, há mais opções de alojamento com preços igualmente acessíveis.

 

Contas finais

Por pessoa, fazendo as contas, 70€ (do voo) + 75€ (Alojamento 150€/2 pessoas) = 145€

 Assim, amigos, nada de afirmar que Marrocos é um destino caro. 

 

 

28
Fev18

Recife, Estado de Pernambuco

lady-gazeta

É, possivelmente, o destino mais carimbado no passaporte de lady-Gazeta.

O Recife, capital do Estado de Pernambuco, tem uma localização privilegiada no nordeste brasileiro entre Natal e Salvador, com uma temperatura média que varia entre os 27ºC e os 30ºC durante todo o ano. Escusado será dizer que, quanto a bagagem, nada temam: t-shirts, calções, o fato de banho e o protector solar factor 100 é tudo o que precisam. :)

 

Partilhar um simples roteiro sobre Recife, sem grandes descrições, é demasiado injusto para um destino que me é tão familiar. A primeira vez que lá fui, possivelmente, ainda não andava. Na realidade, nem eu andava, nem o Brasil. Era um destino que tinha tanto de exótico como de pobre. Mesmo pobre. Mas, entretanto, a situação foi gradualmente melhorando. E as memórias também. Portanto, hoje, vou tentar resumir o essencial sobre o Recife. Posso tentar? :)

 

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Antes de mais: a cidade de Recife não tem a beleza exótica como outros tantos destinos paradisíacos. A cidade de Recife é diferente.

A praia da Boa Viagem é a praia mais badalada da cidade e onde o areal, como nas restantes praias do mundo, é cada vez mais reduzido. No entanto, em extensão, perdemo-la de vista (mais de 7km) com uma orla preenchida por arranha-céus que caracterizam tanto a cidade quanto o recife, que se evidencia aquando a maré baixa.

Durante o dia (e a partir da madrugada) os vendedores ambulantes percorrem todo o areal (e também o mar!) com carrinhos de mão que vendem música, gelados, marisco e, acima de tudo, alegria. Os negócios são feitos ali, com total despreocupação.

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Um olhar para o produto que vendem é o passaporte directo para uma excelente campanha de marketing do vendedor. São exímios no poder da venda (e, geralmente, conseguem levar a melhor).

 

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As manhãs são geralmente passadas na praia com água de coco, Skol (cerveja) e queijo na brasa. O apoio de praia fornece tudo: as cadeiras, as mesas, os chapéus e raramente cobram por estes utensílios caso haja consumo. (Devem informar-se antes de avançarem para uma espreguiçadeira). 

O dia vai passando e a maré sobe. O brasileiro vai embora, mas o turista fica. O recife esconde-se na subida da maré e as placas que alertam o perigo de tubarões começam a fazer sentido. Há que ter alguns cuidados: com o tubarão e com o sol, que queima, mesmo à sombra. Assim se passa um dia de descanso (ou, com tanto agito, "descanso comedido") em Boa Viagem

E, no calçadão, ao final do dia, os brasileiros e bares (semelhantes a casas de colmo) dão o movimento à avenida mais conhecida do estado de Pernambuco. Alguns (muitos!) correm ou caminham no calçadão - por lá o desporto é rei -  outros (não muitos!), nos bares, observam com uma cerveja, como bem dizem, bem géla-dji-nha

É impossível não apreciar esta azáfama que dura até anoitecer. As noites, por sua vez, são mais calmas: a peladinha na praia coloca dezenas de jovens a jogar futebol ou vólei, mas no calçadão há menos gentes. Por questões de segurança, a partir das 22h, não é recomendável passear no calçadão (nem em ruas menos iluminadas) de Recife. Há que respeitar.

 

Perguntas finais:

 

Se, mesmo com estas restrições de segurança, vale a pena conhecer Recife? 

Claro que sim!

 

Visitar a cidade de Recife, sem visitar outras praias, outras regiões, vale a pena?

Recife é muito mais do que o que está descrito aqui. 

Assim sendo, podem (devem) também visitar Olinda, a ~10km do centro de Recife. Olinda é uma cidade colonial, outrora centro da indústria da cana de açúcar, fundada por portugueses, e onde as casas, conventos e mosteiros estão pintados com cores vivas.

E devem SIM! visitar outras praias, outras regiões. Fiquem atentos, porque vou dar-vos razões para não perderem de vista outras praias. 

 

Como já é habitual, vou deixar algumas recomendações para vós.

 

ALOJAMENTOS

Quanto aos alojamentos recomendo hotel. Segurança, comodidade, muita oferta e preços acessíveis são factores decisivos nesta escolha. As reservas são geralmente feitas a partir do Booking. 

Em todos eles, os pequenos almoços são banquetes. A mesa da fruta (abacaxi, manga, melancia, goiaba, maracujá....) é geralmente a mais apreciada (no nordeste a fruta é especialmente mais doce!).

A localização dos hotéis é fundamental - especialmente no Brasil - onde devem evitar os transportes públicos dado o clima de insegurança que neste momento assola o país. Posto isto, recomendo a utilização de Táxi (devem tentar obter o contacto de algum taxista recomendado previamente para vos levar do aeroporto ao hotel).

 

RESTAURAÇÃO

Quanto à restauração, recomendo o restaurante Chica Pitanga, muito perto da feira de artesanato (que também deve ser um must see na visita à cidade).

 O restaurante Sal e Brasa também é recomendado, embora mais caro. O artesanato é o ponto forte do Brasil: desde pinturas a brinquedos mais simples, não há como os brasileiros nesta arte. 

 

CUSTOS

Para já, vamos ficar por uma simulação de custos de férias em Recife, para 7 noites:

 

Voos (Ida e Volta)  600,00 €
Alojamento
Hotel LG Inn
318,00 €
159,00 €
Hotel Vila Rica416,00 €208,00 €
Hotel Grand Mercure587,00 €293,00 €
Total  759,00 €

 

 

Os valores da última coluna representam o total para 1 pessoa e estão contemplados quartos "Quarto Twin Standard" (e, alguns deles, com pequeno almoço incluído no valor acima citado).

Os voos e alojamentos foram calculados de acordo com a plataforma google flights e booking para as datas: 14 a 21 de Abril.

Os outros gastos, como refeições e deslocações, não estão contemplados nesta simulação (varia de pessoa para pessoa).

 

E, por fim, o que não podemos mesmo esquecer antes de partir para Recife, lady-Gazeta? 

O espírito de festa.

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Por hoje, é tudo! 

Obrigada por esta Amena! 

 

P.S.: Não se esqueçam de acompanhar o Amena no Instagram (surgirão fotos deste destino e de outros espectaculares) em

https://www.instagram.com/amenacavaqueira/ 

23
Fev18

Ibiza | 90€ | Ida e Volta

lady-gazeta

Ibiza! Ibiza! 

Palco das maiores festas nocturnas, melhores discotecas e, mais, com uma beleza natural que fala por si:

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 Proponho-vos o mês de Setembro, mês em que as temperaturas ainda são altas!

Datas: 23 a 27 de Setembro, mas facilmente encontram datas alternativas com preços igualmente simpáticos!

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 https://www.google.com/flights/?hl=pt#flt=LIS.IBZ.2018-09-23*IBZ.LIS.2018-09-27;c:EUR;e:1;sd:1;t:f

(Partidas de Lisboa)

 

 

Bons voos, companheiros!

 

22
Fev18

Voos para o Panamá por 359€ | Ida e Volta

lady-gazeta

Vais para onde? Panamá!

Mas cidade? Panamá!

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Sim, é sempre divertido fazer este trocadilho com a Cidade e o País com o mesmo nome.

Mais divertido do que isto é poder partilhar esta oportunidade convosco!

 

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 Os haters vão dizer que Frankfurt é só de passagem. E eu digo que, com esta escala, não perdem nada em conhecer a cidade nova/cidade velha característica de Frankfurt. Eu gostei (podem ler aqui no blogue algumas dicas).

 

Datas:

Lisboa – Panama City – Lisboa 

10 - 21 Outubro

10  -22 Outubro

12- 24 Outubro
8 – 22 Outubro

24 Outubro - 5 Novembro

26 Outubro - 6 Novembro 

9 - 20 Novembro 
17 – 26 Dezembro

Porto – Panama City – Porto 

25 Outubro - 5 Novembro

9 - 20 Novembro
3 – 18 Novembro
6 – 18 Dezembro
11 – 26 Dezembro

 

 

Bom proveito! 😁

 

 

20
Fev18

Faro - Budapeste | 70€ | Ida e Volta

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Finalmente, Budapeste aqui tão perto a um preço BAM!

Faro, Algarve, é um preço TOP sobretudo para vocês!

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A WIZZAIR que trará muito turismo ao sul durante este verão, também levará muito do que é nosso ao seu país com preços apelativos a partir de Abril!

Por agora, as datas da viagem que vos proponho é partida a 31 de Março e regresso a 7 de Abril! Ora vejam:

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Contudo, no site da Wizzair encontram outras datas com preços igualmente simpáticos!

Ide, ide!

(fontes associadas às imagens)

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