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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

06
Jun18

Faial, Açores

lady-gazeta

Foi, certamente, a viagem que decidi com maior antecedência. Há quem diga que quem planeia com tempo, poupa na carteira. Levanto algumas dúvidas neste tema, mas não discuto ditados populares. 

Hoje tinha planeado falar-vos somente do Faial, mas tenho necessariamente de enquadrar-vos um pouco melhor sobre esta viagem. O objetivo era conhecer o Faial, claro, mas também outras ilhas do grupo central: Pico e São Jorge.

 

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A antecedência na compra dos voos levou-nos a uma poupança comedida, mas também a uma constante alteração de datas e horários, de acordo com ajustes das Companhias Aéreas. Não espantou, não impactou a viagem, mas na realidade, fez-nos fazer algumas manobras na distribuição de dias por ilha.

Antes de mais, garanto-vos: não é uma viagem ao estilo “cidade europeia”, pois requer algum cuidado no que trata de transporte entre ilhas. E não. Não é como aguardar pelo autocarro, nem o comboio que passa de hora-a-hora, mas sim um barco que limita o tempo de visita a cada ilha. Na verdade, disponibilizávamos de 6 dias, de segunda a sábado, para o coração dos Açores. A matemática básica diria 2 dias por ilha seria perfeito, mas quem viaja sabe que o que há para ver em cada local é que define a permanência em cada ilha. Na verdade, e usando a honestidade como escudo, a actualização de horários da Atlanticoline, na véspera de partir, fez-nos ficar pouco mais de 6 horas no Faial. Viajar é isto mesmo, não é verdade? Lidar com imprevistos e angústias momentâneas e apertar com o acelerador por forma a conseguir viver o máximo no mínimo tempo disponível. Serve este parágrafo para justificar o pouco tempo na ilha e não, não desvalorizarem o tamanho físico que a ilha tem.

 

Notas introdutórias feitas, puxem da cadeira e sentem-se. Vamos falar da viagem ao Faial.

 

Os voos foram comprados com origem em Lisboa e com destino ao Pico. É uma viagem rápida, cerca de 2 horas. O voo não estava cheio e foi a SATA que nos levou até lá. Sem atrasos e sem sobressaltos. Assim que aterramos no Pico urge silêncio. O tapete que nos devolve as malas não reflectia nem metade do agito que levávamos na bagagem. O aeroporto do Pico é um aeroporto pequeno e não faz as hostes da casa.

 

Assim que saímos, nada muda, a não ser o pico. Sim, o pico do Pico: a montanha mais badalada do país, deslumbrante e soberba. Mas não ficaríamos, para já, por ali e guardo estas descrições para mais tarde. O destino, assim que aterrámos, era a ilha do Faial. Há táxis na saída do aeroporto que nos levariam até ao Porto de Madalena, onde podíamos embarcar, em direcção à Horta. Taxista foi simpático, acolhedor e falador. Os açorianos ainda não se irritaram com o turismo e a hospitalidade é a palavra de ordem em todas as ilhas visitadas. O Porto de Madalena é pequeno e acessível. Fica mesmo no coração da vila e, notem, 20 minutos antes de embarcar é o tempo suficiente para efectuar o checkin, (nesta época, claro).

 

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Portanto, a sensação de tranquilidade mantém-se. O cenário muda quando o barco sai do porto. A viagem entre o Pico e o Faial é atribulada: o mar estava batido e o tempo pouco simpático. Não havia baleia que nos quisesse dar as boas-vindas. Sem enjoos, ainda assim.

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Para o Faial levávamos um plano quase naziIstoisto e depois aquilo. Faltou, realmente, definir horas. Mas não somos de horas. Azar o nosso. Assim que recebemos o carro e fomos almoçar ao Genuíno e percebe-se rapidamente que 6 horas jamais seria um objectivo tangível para se conhecer o Faial. O restaurante fica na baía de Porto Pim, que por si só nos agarra à vista que tem. E o restaurante tão recomendado tem razão de o ser: comida deliciosa, vista deliciosa. E sobremesas? Para também ser deliciosa recomendo uma conversa com o senhor Genuíno, velejador de duas voltas ao mundo, sozinho. A decoração do restaurante reflecte todos as lembranças que trouxe dos 4 cantos do mundo. A simpatia e a honestidade com que falou das duas aventuras, fez-me querer ficar ali, a ouvi-lo, como se estivesse a assistir, ao vivo, a um dos relatos de Sexta-Feira e a Vida Selvagem.

 

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E nisto, o plano derrapou. Pé no estribo com destino à Caldeira, no centro da ilha. O nevoeiro não baixou e as expectativas também não. Assim que chegámos, a vista tira-nos o fôlego. Verde, tudo verde. As fotografias não deixam mentir.

 

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E depois, depois o Vulcão dos Capelinhos. Tornou a ilha maior e, cá entre nós, senti-a crescer ainda mais quando as horas para o barco começaram a reduzir descompassadamente.

 

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Continuámos, a galope, na nossa TO-DO list. Parávamos em miradouros, para a foto rápida, sem grandes técnicas. Agora que olhamos: não precisam sequer de retoques. Fotos que parecem quadros. Abençoadas vistas.

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A Vila da Horta é enternecedora. É indispensável uma passagem rápida no Peters. O turista ocupa todas as mesas do café – é, sem dúvida, uma ilha viva. E o porto, um dos maiores do nosso país, está repleto de veleiros e velejadores. Todos eles, dizem, deixam uma marca no muro do porto. Como não gostar? Como não querer ficar mais?

 

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O nordeste da ilha foi-nos quase que omitido. Uma falha, diz certamente quem lá vive. Tranquilizem-se faialenses: sou das que volta aos locais onde fui feliz.

Às 19h já o barco emitia o sinal sonoro de partida. A alma estava apaixonada, mas o mapa não estava checked. Acontece a todos, não é verdade? Mas trouxe a conversa com o Genuíno. Valerá por quantas paisagens?

 

Posteriormente, deixo-vos um roteiro, mais referências, outros conselhos, como sempre.

Sim, vocês já me começam a conhecer: jamais conseguiria partilhar um plano sem uma demonstração de afecto por um destino que me foi tão querido, por mais curto que o encontro tenha sido.

 

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Próxima paragem? São Jorge. Fiquem por aí. 

21
Mai18

Em Amena Com... João e Vanessa

lady-gazeta

Ele é de bits e bytes e, agora que escrevo e penso, meu amigo há mais de 10 anos. E ela, bom, ela é a verdadeira corajosa.

Acabaram com as rotinas, com as regras socialmente correctas, com o tem-que-ser imposto por um emprego estável, para abraçar um desafio: conhecer o mundo enquanto trabalham remotamente.

Viveram um ano na Austrália e voltaram recentemente para matar saudades dos seus e relembrar o quão bom também é ser português.  Entretanto partiram novamente. O sol pede mediterrâneo e partiram para a Grécia. Irão viver por lá durante alguns meses. E depois? Depois logo se vê.

Para não ficarem muito vaidosos não lhes digo, mas cá entre nós: admiro-os para xuxu por serem assim, livres. Mais do que isso: admiro-os por arriscarem viver novas culturas e lidarem com o melhor e o pior que outros países oferecem. Não é para todos, amigos.

 

Vamos lê-los?

João Vanessa sentem-se. A casa é vossa.

 

Vamos começar do início. A pergunta básica: por quê Austrália? 

Pela facilidade de obter visto e trabalho, por algumas (boas) referências de amigos e conhecidos, e pela curiosidade por esse país longínquo que quase nunca faz parte dos planos de férias por ser tão difícil lá chegar. 35h de voo? Convém ir um ano para valer a pena!

 

A ideia era conhecer tudo, numa altura em que ainda não tínhamos bem noção da dimensão da coisa . Acabámos por conhecer muito bem Melbourne, que também serviu de base para explorar a Great Ocean Road, dar um saltinho em Adelaide e, como gostamos de Vinho, conhecer as regiões vinícolas de Rutherglen e Beechworth.

 

Depois, fomos para bandas mais solarengas, em Queensland. A caminho fizemos umas mini-férias em Sydney (não podia faltar, claro). Ficámos primeiro na Gold Coast, a um quarteirão da praia, e terminámos em Brisbane. Deu tempo para explorar toda a zona circundante que tanto oferece praias intermináveis (com surfistas intermináveis) como florestas tropicais cheias de wildlife e árvores gigantes! A meio, um saltinho aos trópicos: Whitsunday Islands, onde só se vai à água com um fatinho anti-alforreca.

 

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E o que mais vos surpreendeu?

Acima de tudo, a simpatia e openness dos locais; Australianos e não só, principalmente em Melbourne, que é um melting pot de culturas e nações, onde ninguém se sente a mais.

 

Surpreendeu também o gosto e orgulho por "fazer bem" e apresentar qualidade em tudo. Para quem vem de um país e cultura onde o "desenrasca" serve de recurso demasiado frequente, é refrescante deparar com uma atitude absolutamente contrária.

 

É difícil explicar: são os transportes públicos bem organizados e limpos, as tours turísticas que incluem tudo e mais alguma coisa e ainda perguntam como melhorar a experiência no fim, os cafés e restaurantes excelentes e únicos por todo o lado, as aldeias que à entrada anunciam: "Prémio de Aldeia mais Arrumadinha de 2016".

 

O que mais vos desagradou?

Ser tão longe do resto do mundo! E mesmo lá dentro, é tudo longe de tudo, se não fossem os voos domésticos baratos teríamos passado a vida no carro. 

 

Consideram Austrália ser um bom país para viver?

Sem dúvida. Rapidamente se percebem os consecutivos prémios que Melbourne arrecada de melhor cidade para viver do mundo, mas o resto da Austrália não fica muito aquém. A simpatia do povo, a qualidade dos serviços e transportes, a diversidade de culturas, a abundância de actividades, locais para visitar, o clima… é difícil não gostar. 

 

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É um país caro para viver no dia-a-dia?

Com um ordenado Australiano, não. É tudo mais caro do que em muitos lugares no mundo, mas ganha-se em proporção (talvez um pouco mais, até). Além disso, uma vez que o país é rico e a qualidade de serviços alta, as opções low-cost são melhores e mais variadas do que em países mais baratos. Por exemplo, entradas em museus e edifícios históricos são quase todas grátis.

 

E as saudades? Têm-nas, mas como fazem para ultrapassá-las?

Temos pois! Vamos falando com as pessoas pela internet que, felizmente, facilita muito o problema da distância. Depois, tentamos recriar algumas coisas: houve 3 tentativas, de variado sucesso, de fazer pastéis de nata. Fizemos também bifanas! Por fim, tivemos visitas de amigos e familiares, que ajudaram muito a aguentar as saudades.

 

O que sentiram quando regressaram a Lisboa, sabendo que já não voltariam à Austrália?

A hipótese de voltar à Austrália não está excluída! Pelo contrário, há vontade de visitar o muito que ficou por ver, desde o outback aos Northern Territories e as praias do Oeste! Por isso nunca houve bem a sensação de saber que não íamos voltar.

 

Dito isto, houve emoção ao voltar após um ano. Partilhamos o feeling de ver e experienciar tudo de novo, de vermos e aproveitarmos melhor o que antes estava lá e que dávamos por adquirido: a arquitectura antiga de Lisboa, o sobe e desce das ruas, os pastéis de nata com um café, a gastronomia! E claro, os amigos e família a quem damos um valor redobrado pelo tempo que tivemos afastados.

 

E agora a Grécia? 

Escolhemos a base em Atenas, no fundo gostamos os dois de cidades. Já fizemos umas férias onde demos um saltinho em Creta (zona Oeste apenas, a ilha é enorme), em Mykonos e Santorini. Ainda não temos planos concretos de sítios para visitar, mas a zona sul de Creta é um destino provável (a comida nesta ilha é qualquer coisa), os mosteiros e ruínas no interior da Grécia continental, e umas outras quantas ilhas que ainda não escolhemos: como na Austrália, não vai dar para ver tudo. 

 

Quais as primeiras impressões? Alguma surpresa relativa ao estilo de vida? Alguma situação caricata?

Tem sido peculiar! Sentimos alguma distância dos locais que talvez já andem um pouco fartos de turistas que só vêm cá para ver ruínas e casas lacadas. No entanto, depois de alguma troca de palavras e de puxarmos à simpatia, as coisas aquecem.

Sentimos uma grande hospitalidade tanto em restaurantes como em casas onde temos ficado.

 

Uma surpresa: é comum os restaurantes oferecerem qualquer coisa no final da refeição, seja uma mini sobremesa ou um copinho de aguardente, ou ambos! Já começámos a chamar-lhe o "souvenir" dos restaurantes e a sentir falta nas raras ocasiões em que não há. Depois de algum vinho da casa do bom, houve até quem já tenha perguntado à maître d' se havia souvenir! Tivemos sorte: mousse de limão. Já dizia o meu avô, quem não chora não mama! 

 

Que conselho deixariam a pessoas que, como eu, têm medo de arriscar?

Nunca vão ter tão pouco a arriscar como agora… há que aproveitar enquanto é fácil. 

 

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Obrigada João e Vanessa. É um gosto ter-vos por cá!

 

Espero que tenham gostado tanto de os ler como eu gostei. Aproveitem para acompanhar o Instagram de ambos. É fabuloso! 

 

Aconselho-vos a espreitar e a seguir:

João: https://www.instagram.com/ferreira.rocks/

Vanessa: https://www.instagram.com/twikah/

 

 

Obrigada leitores!

 

28
Fev18

Recife, Estado de Pernambuco

lady-gazeta

É, possivelmente, o destino mais carimbado no passaporte de lady-Gazeta.

O Recife, capital do Estado de Pernambuco, tem uma localização privilegiada no nordeste brasileiro entre Natal e Salvador, com uma temperatura média que varia entre os 27ºC e os 30ºC durante todo o ano. Escusado será dizer que, quanto a bagagem, nada temam: t-shirts, calções, o fato de banho e o protector solar factor 100 é tudo o que precisam. :)

 

Partilhar um simples roteiro sobre Recife, sem grandes descrições, é demasiado injusto para um destino que me é tão familiar. A primeira vez que lá fui, possivelmente, ainda não andava. Na realidade, nem eu andava, nem o Brasil. Era um destino que tinha tanto de exótico como de pobre. Mesmo pobre. Mas, entretanto, a situação foi gradualmente melhorando. E as memórias também. Portanto, hoje, vou tentar resumir o essencial sobre o Recife. Posso tentar? :)

 

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Antes de mais: a cidade de Recife não tem a beleza exótica como outros tantos destinos paradisíacos. A cidade de Recife é diferente.

A praia da Boa Viagem é a praia mais badalada da cidade e onde o areal, como nas restantes praias do mundo, é cada vez mais reduzido. No entanto, em extensão, perdemo-la de vista (mais de 7km) com uma orla preenchida por arranha-céus que caracterizam tanto a cidade quanto o recife, que se evidencia aquando a maré baixa.

Durante o dia (e a partir da madrugada) os vendedores ambulantes percorrem todo o areal (e também o mar!) com carrinhos de mão que vendem música, gelados, marisco e, acima de tudo, alegria. Os negócios são feitos ali, com total despreocupação.

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Um olhar para o produto que vendem é o passaporte directo para uma excelente campanha de marketing do vendedor. São exímios no poder da venda (e, geralmente, conseguem levar a melhor).

 

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As manhãs são geralmente passadas na praia com água de coco, Skol (cerveja) e queijo na brasa. O apoio de praia fornece tudo: as cadeiras, as mesas, os chapéus e raramente cobram por estes utensílios caso haja consumo. (Devem informar-se antes de avançarem para uma espreguiçadeira). 

O dia vai passando e a maré sobe. O brasileiro vai embora, mas o turista fica. O recife esconde-se na subida da maré e as placas que alertam o perigo de tubarões começam a fazer sentido. Há que ter alguns cuidados: com o tubarão e com o sol, que queima, mesmo à sombra. Assim se passa um dia de descanso (ou, com tanto agito, "descanso comedido") em Boa Viagem

E, no calçadão, ao final do dia, os brasileiros e bares (semelhantes a casas de colmo) dão o movimento à avenida mais conhecida do estado de Pernambuco. Alguns (muitos!) correm ou caminham no calçadão - por lá o desporto é rei -  outros (não muitos!), nos bares, observam com uma cerveja, como bem dizem, bem géla-dji-nha

É impossível não apreciar esta azáfama que dura até anoitecer. As noites, por sua vez, são mais calmas: a peladinha na praia coloca dezenas de jovens a jogar futebol ou vólei, mas no calçadão há menos gentes. Por questões de segurança, a partir das 22h, não é recomendável passear no calçadão (nem em ruas menos iluminadas) de Recife. Há que respeitar.

 

Perguntas finais:

 

Se, mesmo com estas restrições de segurança, vale a pena conhecer Recife? 

Claro que sim!

 

Visitar a cidade de Recife, sem visitar outras praias, outras regiões, vale a pena?

Recife é muito mais do que o que está descrito aqui. 

Assim sendo, podem (devem) também visitar Olinda, a ~10km do centro de Recife. Olinda é uma cidade colonial, outrora centro da indústria da cana de açúcar, fundada por portugueses, e onde as casas, conventos e mosteiros estão pintados com cores vivas.

E devem SIM! visitar outras praias, outras regiões. Fiquem atentos, porque vou dar-vos razões para não perderem de vista outras praias. 

 

Como já é habitual, vou deixar algumas recomendações para vós.

 

ALOJAMENTOS

Quanto aos alojamentos recomendo hotel. Segurança, comodidade, muita oferta e preços acessíveis são factores decisivos nesta escolha. As reservas são geralmente feitas a partir do Booking. 

Em todos eles, os pequenos almoços são banquetes. A mesa da fruta (abacaxi, manga, melancia, goiaba, maracujá....) é geralmente a mais apreciada (no nordeste a fruta é especialmente mais doce!).

A localização dos hotéis é fundamental - especialmente no Brasil - onde devem evitar os transportes públicos dado o clima de insegurança que neste momento assola o país. Posto isto, recomendo a utilização de Táxi (devem tentar obter o contacto de algum taxista recomendado previamente para vos levar do aeroporto ao hotel).

 

RESTAURAÇÃO

Quanto à restauração, recomendo o restaurante Chica Pitanga, muito perto da feira de artesanato (que também deve ser um must see na visita à cidade).

 O restaurante Sal e Brasa também é recomendado, embora mais caro. O artesanato é o ponto forte do Brasil: desde pinturas a brinquedos mais simples, não há como os brasileiros nesta arte. 

 

CUSTOS

Para já, vamos ficar por uma simulação de custos de férias em Recife, para 7 noites:

 

Voos (Ida e Volta)  600,00 €
Alojamento
Hotel LG Inn
318,00 €
159,00 €
Hotel Vila Rica416,00 €208,00 €
Hotel Grand Mercure587,00 €293,00 €
Total  759,00 €

 

 

Os valores da última coluna representam o total para 1 pessoa e estão contemplados quartos "Quarto Twin Standard" (e, alguns deles, com pequeno almoço incluído no valor acima citado).

Os voos e alojamentos foram calculados de acordo com a plataforma google flights e booking para as datas: 14 a 21 de Abril.

Os outros gastos, como refeições e deslocações, não estão contemplados nesta simulação (varia de pessoa para pessoa).

 

E, por fim, o que não podemos mesmo esquecer antes de partir para Recife, lady-Gazeta? 

O espírito de festa.

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Por hoje, é tudo! 

Obrigada por esta Amena! 

 

P.S.: Não se esqueçam de acompanhar o Amena no Instagram (surgirão fotos deste destino e de outros espectaculares) em

https://www.instagram.com/amenacavaqueira/ 

18
Fev18

Luxemburgo | 34€ | Ida e Volta

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Clima temperado e com uma população de pouco mais de meio milhão de pessoas, é assim que é descrito este país.

Não se deixem limitar pela sua dimensão, pois dá cartas ao nível do desenvolvimento da economia apresentando o maior PIB per capita do mundo!

 

Mais importante do que tudo isto, viajantes, tem paisagens dignas de filmes de encantar:

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Nisto tudo, quando é que este preço maravilhoso se verifica?

Em Junho!

 

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https://www.google.pt/flights?dcr=0&lite=0#flt=LIS./m/0fq8f.2018-06-07*/m/0fq8f.LIS.2018-06-11;c:EUR;e:1;sd:1;t:f

 

Mais concretamente... de 7 a 11 de Junho!

 

Como não aproveitar?

 

 

17
Fev18

O melhor destino europeu de 2018 é...

lady-gazeta

... Wroclaw, na Polónia!

 

Achavam que era Lisboa? Porto? Enganadíssimos, todos nós! 

 

Desta vez é a Polónia que leva o troféu e, parece-me, muito merecido.

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 Cidade de luz e cor: é tudo o que o google me faz acreditar assim que pesquiso rapidamente sobre a cidade. 

Se a Polónia sempre esteve na calha do "próximo destino", agora, depois do que li e analisei, fiquei com olho de lince no que toca a preços de voos para a Breslávia. 

 

Para já tenho uma proposta para vós, a partir de 77€, com voo directo (ida e volta):

Datas: 15 a 19 de Maio

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Preços tentadores, sem dúvida! 

 

Mas hoje, como é sábado, não ficamos por aqui.

E restante lista?, perguntam vocês. 

 

2. Bilbau, Espanha

3. Colmar, França

4. Ilha Hvar, Croácia

5. Riga, Letónia

6. Milão, Itália

7. Atenas, Grécia

8. Budapeste, Hungria

9. Lisboa, Portugal (aqui!, afinal estamos aqui!)

10. Bohinj, Eslovénia

11. Praga, República Checa   

12. Kotor, Montenegro

13. Paris, França

14. Viena, Áustria

15. Amesterdão, Holanda

 

Lisboa ficou com um honroso nono lugar na lista do que são considerados os melhores destinos europeus.

Admito que não sou muito de listas, nem de cidades consideradas TOP por outrem, nem opiniões alheias. Cada cidade tem o seu encanto e conta-nos uma nova história. O nosso estado de espírito tem muita influência no apreço que se tem por determinado destino e, por isso, estas listagens são naturalmente muito subjectivas (por mais objectivos que sejam os parâmetros usados na avaliação).

Contudo, não desvalorizemos: estas listas são excelentes oportunidades para dar a conhecer novas cidades, como Colmar - que tem vindo a ganhar cada vez mais destaque por ser considerada uma das mais pitorescas e acolhedoras cidade Natal. Quem lá foi, voltou apaixonadíssimo e, aqui entre nós, é um amor com muita razão de ser:

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Já Kotor, em Montenegro, no fim da lista, será sempre o amor platónico. É uma vila mediterrânica e os fiordes que envolvem o porto são a sua imagem de marca que apaixona quem lhes atente:

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É bom ser lady-gazeta ao fim de semana! :)

Bem-haja companheiros! 

 

(As imagens deste post são lindas e têm o autor. A todas lhes está associado o link que vos leva para a publicação original)

15
Fev18

Vai de autocaravana pela europa? Saiba onde estacionar GRÁTIS!

lady-gazeta

Cada vez mais ao encontro desta forma de viajar -  tendência no mundo dos viajantes - o Amena encontrou um artigo que nos pode ajudar muito no que se refere ao estacionar caravanas sem custos. É verdade, não minto!

 

Ora vejam:

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Mas estou a ser muito generalista e injusta! O Van Secrets é muito mais do que "estacionar grátis".

O Van Secrets é uma plataforma colaborativa onde os caravanistas podem partilhar o que há de melhor e pior europa fora. Se ajuda? Não tenho dúvidas. O adjectivo que melhor lhe faz jus é útil e podem comprová-lo em https://vansecrets.com/:

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Eu fiquei fã mesmo antes de usar a app como caravanista porque é fácil, útil e honesta. Espero que todos adoptem esta ferramenta de partilha de forma a dar segurança a quem ainda não viaja neste state of mind. Eu estou quase convertida com a ideia de viajar com a casa às costas e não tenho dúvidas que Van Secrets será uma futura home page. :)

 

Bem haja a este mundo tecnológico!

 

 

11
Fev18

[BAM] Lisboa - Nova Iorque | 289€ | Ida e Volta

lady-gazeta

Concrete Jungle e muito mais do que isso a um preço quase imbatível!

 

Nova Iorque não pede apresentações, entra nos em casa todos em dias em filmes e séries, e, garanto-vos, não desilude.

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Sugiro-vos de 23 a 29 de Abril mas, com alguns ajustes nas datas, os preços mantêm-se entre Abril e Maio (excelente altura para conhecer NY - temperaturas amenas).

 

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A fonte da imagem está associada ao link da imagem.

A pesquisa em momondo.it também está associada à respectiva imagem.

 

E, novamente, aproveitem muito!

Boas viagens! 

04
Fev18

[ALERTA] Voos atrasados? Google Flights informa-o...

lady-gazeta

... mesmo antes da companhia aérea.

 

Os algoritmos desenvolvidos pela Google guardam a informação das coordenadas do voo em tempo real e comparam com o seu historial. Quando a diferença entre o voo actual e o historial for "significativa" os alertas são despoletados para o utilizador. Estes alertas estão acompanhados por uma possível justificação: tempo, motivos de ordem técnica... (e aqui já tenho as minhas dúvidas...)!

Os passageiros de voos com escalas são os principais interessados - especialmente para escalas "curtas" -  pois permite antecipar alternativas com maior margem de manobra. O Machine Learning é o chavão no mundo tecnológico e é cada vez mais presente no dia-a-dia de todos - e, neste caso - no dia-a-dia do viajante.

Mais pormenores? Nada como ler directamente na fonte

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Bom domingo! 😊

 

 

03
Fev18

À lá minute: Milão e Verona

lady-gazeta

Milão, tal como outras cidades europeias, foi conhecida à lá minute - em 3 dias (1 dia de Verona). O roteiro não foi preparado por mim, mas sim pela J. e é muito injusto apoderar-me dele assim, sem mais nem menos. Um dia destes peço à J. para sentar-se aqui, connosco. Tem tanto para vos contar. 

Vamos lá. Milão!

Surpreendentemente, Milão não foi a viagem que deixou a lady-gazeta eufórica. E, agora, depois de ler os comentários de quem viaja por Itália, considero que a pouca euforia se deve a dois factores decorridos durante a viagem:

  • Choveu toooodo o tempo em que estive em Milão. E é impossível negar o impacto que a chuva tem na cidade que estamos a visitar. Eu, pessoalmente, não gosto. É o chapéu que só atrapalha, é a logística da máquina fotográfica + chuva. São as calças molhadas, é fazer tempo para ver se a chuva abranda. Só dilemas, como podem perceber. 
  • A chuva, as mudanças de temperatura e um pico de electricidade acabou com o meu telemóvel. Chatice! Ou...Talvez fez me aproveitar uma viagem completamente desprovida de tecnologia. É outra perspectiva. 

Milão - vou ser muito injusta, talvez - é interessante. Tem os dois grandes monumentos que abraçam o coração da cidade: a Duomo e a Galleria Vittorio Emanuelle. E admito, apesar do mau tempo, são realmente vum-vum-vau! A arquitectura justifica muito a visita à cidade, nem que seja por um dia. A Duomo é imponente e também a maior catedral italiana com uma fachada gótica em mármore. A Galleria não é uma catedral mas não fica atrás no que toca a popularidade. Quando se lá entra é impossível tirar os olhos do tecto - são azulejos que representam os Continentes. Lá dentro, estão lojas, restaurantes e milaneses glamourosos. Claro que não podemos esquecer que estamos na cidade da moda :). 

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Galerias, Milão, e uma qualidade de imagem que... enfim. adiante. (ainda o telémovel exisita)

 

Devem também conhecer o Castelo Sforzesco que, apesar de turístico, foi um dos maiores castelos da Europa durante séculos. A entrada foi grátis - penso que continua a sê-lo. Chegar até ao castelo é fácil, pois é perto do centro da cidade. Aliás, a cidade faz-se perfeitamente a pé. Durante a caminhada devem passar pelo Parque Sempione (onde estão a Biblioteca Municipal de Milão e o Museu do Design) e pela Torre Branca. No regresso da caminhada até ao centro da cidade, devem passar pela Porta Sempione. Porquê Porta? Porque marcava o início da estrada que ligava Milão a Paris. Esta Porta é um arco rico em detalhes e um excelente palco para muita fotografia.

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 Porta Sampione, Milão.

 

 

Para beber um copo, à noite, devem ir a Navigli. Navigli é um bairro chique, com um canal (Naviglio), pontes pedonais e muitos bares/restaurantes de tapas. Vale muito a pena. 

Para finalizar, recomendo também que conheçam:

  • Igreja de San Ambrogio
  • Basílica de San Lorenzo Maggiore
  • Parco delle Basiliche

 

E depois, Verona!

Ah Verona. Como costumo dizer: até o sol ajudou

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 Verona

 

Verona é linda, é pitoresca e é muito de Romeu e Julieta. A entrada na praça principal (Piazza Bra) quase que marca o "Era uma vez...", pois são arcos que se assemelham a entradas nos castelos das histórias de encantar e denomina-se como Portonni Della Bra. A praça central é composta por restauração e animação (aconselho a sentarem-se numa esplanada e apreciar). Devem também conhecer a Casa de Julieta, apinhada de cadeados e pessoas. Ah, não vos disse: fui dia 14 de Fevereiro a Verona. Dia dos namorados! Muito, muito turismo! Big mistake!

Também recomendo em Verona:

  • Castelvecchio
  • Piazza dei Signori
  • Anfiteatro Romano de Verona
  • Igreja de Santa Anastácia

 

Agora, dicas finais:

  • Aproveitem as massas e as pizzas. Não é mito, são mesmo boas! E a restauração não é cara.
  • Utilizar o comboio de Milão a Verona - faz-se perfeitamente em 1 dia!
  • A estação de comboios de Milão não é assim tão tranquila durante a noite. Portanto, olho atento!
  • Alojamento em Milão? Hotel Biocity . Não é o alojamento mais perto do centro da cidade, mas é excelente (pertíssimo da estação de comboios).
  • Transporte do aeroporto ao centro da cidade? Comboio.
  • Como conhecer a cidade? A pé.

 

 

01
Fev18

News News News News News!

lady-gazeta

Já somos muitos a sentar na mesma mesa e a discutir diversos temas, em amena (e um amena totalmente focado em viagens - a minha grande paixão). Admito que este investimento de tempo não fazia parte da minha wishlist 2018 e leva o seu tempo a tornar-me mais e melhor a cada tema e a cada rubrica.

Sou, também, muito ligada à tecnologia - isto do layout feito em parceria com a Sapo e começa a ser a menina dos meus olhos, admito. O fim de Janeiro ditou um novo look&feel num blogue que foi durante algum tempo muito amador. E, hoje, já não sou um braço e uma chávena numa fotografia redonda, mas sim um avatar  ligeiramente parecida comigo e que, se clicarem, tem voz (não a minha). Fala sobretudo do início disto tudo. A voz é fruto do que chamamos text to speech (que nem Sofia, a humanóide), mas o texto garanto-vos que é 100% lady-gazeta. 

 

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Depois, mais duas novidades:

  1. O Amena está nas redes sociais! E, por isso, Alertas, Promoções, Roteiros serão referenciados em:
  2. O Amena continuará activo, com novidades, rubricas diárias e evolução, aqui no blogue. Fiquem por perto!

 

Obrigada pelas visitas e pela companhia, amigos! 

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