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Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

14
Jul18

Cerdeira, aldeia de xisto, e um pouco mais

lady-gazeta

Há cerca de duas semanas, dia 4 e 5 de Julho, fui convidada, em âmbito profissional, para acompanhar um evento sobre Inovação Social.

 
Uma excelente oportunidade para aliar o passeio com inovação. O programa do evento não podia ser mais nobre: acompanhar um concurso sobre ideias que pudessem prevenir e apoiar as zonas afectadas pelos incêndios que ocorreram durante o ano passado. Bom, na realidade, o programa era ligeiramente mais genérico, mas foi esta parte que mais me interessou e aquela que gostava de realçar aqui.
 
Tenho viajado pelo país, de norte a sul, passando, claro, pelo centro - a zona mais afectada pelos incêndios. Há vezes em que escrevo onde vou, outras vezes simplesmente não o faço ou vou adiando... E depois outras viagens que me perturbam e calo-me. Há alguns meses atravessei o pinhal de Leiria. Senhores. É impressionante. É lamentável. Fiquei sem palavras e angustiada. Um mar negro.
 
Um dos temas que ainda não toquei foi no tema incêndios. Não é um tema irrelevante, é um tema sério que merece todo o destaque não só agora, que é verão, mas sim durante todo o ano. O sol este ano tem colaborado e as chamas têm dado tréguas a tantas outras zonas verdes. Mas, se tivéssemos um verão tão quente como no ano passado, não duvido que o descalabro fosse muito semelhante. Não é ser céptica, é a verdade. 
 
Acompanhei o concurso, durante o evento, curiosa de ideias, e saí de lá pouco surpreendida. São sobretudo pessoas filhas das zonas afectadas que lançaram as ideias, entre uma lágrima e outra. Finalizado o concurso, fiquei e ficámos com a sensação de que é preciso fazer muito mais do que se faz agora. Sei que é um blogue de viagens, com um lado social muito omisso, mas não deixa de ser um blogue que apresenta o que é mais bonito por aqui, em Portugal, como lá fora. E um país que arde sempre que o calor aperta  está longe de ser bonito e muito menos uma situação normal e que aterroriza todos os que vivem de perto estas situações.
 
Posto isto, caros leitores de Amena Cavaqueira, é um post sério e que visa sim divulgar uma associação que certamente vos ouvirá e ajudará caso tenham ideias e boa-vontade sobre este tema dos incêndios ou outros que promovam (re)integração social: https://inovacaosocial.portugal2020.pt/.
 
Não é publicidade, mas por vezes é necessário promover alguns nomes para que as coisas aconteçam.
 
 
Também neste post aproveito para partilhar convosco que este evento decorreu numa aldeia linda. Linda. Linda. Quem acompanha o Instagram sabe onde foi, em Cerdeira, e viu quão bonita é. Cerdeira faz parte do grupo de Aldeias de Xisto, bem no centro do País, perto de Coimbra. Lembram-se de vos falar sobre Piodão? Bom, esta aldeia é ligeiramente mais pequena e localiza-se numa colina da Serra da Lousã, com vista sobre um enorme vale. Recomendo muitíssimo. Devem não só visitar, mas ficar lá a dormir, pelo menos uma noite. Fui informar-me e têm possibilidade de ficar numa das casas de xisto totalmente recuperadas (https://www.cerdeiravillage.com/pt/).
 
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A mim pareceu-me uma excelente ideia para escapadinha de verão para que possam aproveitar o descanso, a vista deslumbrante, as pequenas cascatas e, claro, os trilhos. Voltarei certamente para poder dar a conhecer a aldeia aos meus mais próximos. 

 

 

12
Jul18

Subida ao Pico

lady-gazeta

Bom, primeiro que tudo, calma! Lady-Gazeta não desistiu do blogue! Mais! Este tempo de espera não foi à toa.

Foi para trazer mais suspense ao meu regresso. Vá, admito, é mentira. Este tempo de espera foi uma recuperação! Exactamente, leram bem, um mês depois de subir ao pico do Pico já me sinto totalmente recuperada fisicamente e psicologicamente para vos contar como foi a aventura. 

Espero, no entanto, que não tenham desistido de acompanhar o périplo, meu fiéis comparsas de leituras. 

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Portanto, vamos a isto? 

 

A iniciativa Rumo ao Pico 2018 começou exatamente na mesma altura em que comecei a investir mais tempo aqui, no Amena (portanto em Janeiro deste ano). E a intenção era, mais do que subir ao Pico, conhecer as ilhas afamadas como triângulo dos Açores. E por quê? Porque as fotos eram maravilhosas, os relatos de quem as tinha conhecido também. E, em boa verdade, estava com muita vontade de voltar aos Açores, mas dando oportunidade a outra ilha que não fosse São Miguel (atenção, São Miguel é lindo. Não deturpem!). Pensámos no grupo central com carinho, lemos uns relatos aqui e ali, caçámos um bom preço e comprámos os bilhetes de avião. Só posteriormente, admitimos, é que considerámos a subida ao pico do Pico. Na verdade, eu era quem tinha mais receios da aventura. A confirmação da subida durante esta viagem surgiu apenas na BTL, quando abordámos uma empresa que fazia a subida sobre as condições, se fornecia o material necessário e, sem medos, confirmámos o nosso LET'S DO IT!

 

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E a partir daqui, foi a preparação. Não da viagem por si, que tipicamente é uma gestão de logística, mas demos início a treinos físicos. Sou (ou era) uma pessoa sedentária. O desporto em que sou realmente boa, bato recordes tranquilamente, é aquele que envolve um garfo e uma faca. 

Percebi claramente que os hábitos teriam que mudar ligeiramente e, por isso, há alguns meses atrás começámos a percorrer trilhos na zona de Lisboa. Foi, na verdade, um excelente pretexto para reconhecer a serra de Sintra, por exemplo.

Mas convenhamos, subir a Serra de Sintra, ainda que tenha zonas com alguma dificuldade, em nada se comparava à subida da montanha mais alta do país. E sabíamos disso. Mais do que isso, enquanto que os quilómetros de trilhos deixavam-me satisfeita e cada vez mais motivada, os relatos aqui na blogosfera de quem já tinha subido ao pico do Pico não eram animadores: é difícil, não consegui subir, desisti assim que vi, etc. faziam-me fraquejar. E, piorando o cenário, o facto de ter um problema genético nos joelhos (nas rótulas) que me trazem dores sempre que faço desporto de impacto, deixava-me ligeiramente ansiosa. 

 

Posto isto, por recomendação, inscrevi-me também no ginásio e fiz treinos específicos para a subida em questão com o intuito de fortalecer os músculos dos joelhos e pernas (cerca de 2 meses antes de subir ao Pico). Durante estes treinos tive algumas dores é certo, mas nada de impeditivo. 

 

Tudo tranquilo até aqui. O problema foi depois de aterrar e encarar a montanha. A situação mudou de figura. Os testemunhos aqui da blogosfera de quem já tinha subido e o tamanho da montanha alarmou o mais destemido de nós os dois. E eu, bom, eu fiquei doente. Literalmente. Provavelmente, os nervos reflectiram-se através de uma gripe que quase me fez fraquejar até à véspera da subida.

E o tempo também não estava espectacular. Já vos disse que o tempo, para mim, influencia muito sobre a opinião do destino. Um desafio daqueles com chuva deixou-me muito desanimada, lembrando-me de relatos onde o tempo se revelou o pior adversário do cansaço durante a subida.

Bom, o chamado sofrer por antecipação. 

 

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Na véspera da subida e depois da confirmação oficial da Tripix, empresa em quem depositámos toda a nossa confiança, melhorei subitamente. A intenção era pernoitar na cratera do vulcão, mas como vos disse, as condições climatéricas adversas não o permitiram e, por isso, seriam ~ 7 horas (subida + descida).

 

O ponto de partida é a Casa da Montanha (já ligeiramente acima do sopé da montanha) e o percurso a pé seria de aproximadamente 7km. Não subestimem. É com uma inclinação muito acentuada. Assim que chegámos à casa de partida, convivemos com a nossa futura equipa. Éramos apenas 2 portugueses num grupo de 10 estrangeiros. Nem parecia que estávamos em Portugal, na verdade. Mas independentemente da língua falada, o sentimento era igual para todos: ansiosos e motivados. E lá arrancámos, em fila ordeira, já o relógio apontava as 10 horas da manhã. 

Saímos com bastões (abençoados!) e GPS, água, barras energéticas, sandes, medicação e muita vontade.

 

Como não passo de 1.60m, recomendaram-me passar para o grupo da frente, perto da instrutora Raisa, para que os passos não fossem tão longos e para que conseguisse fazer uma boa gestão de esforço até ao fim.

Não tive grandes dificuldades durante a subida, honestamente. Na verdade, o plano que fiz de ginásio e os trilhos serviram perfeitamente para me sentir a maior alpinista da minha rua. :) E adorei a experiência, claro.

 

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E adorei a sensação de conquista assim que chegamos ao topo do "mundo". Os bastões ajudaram muito até chegar à cratera do vulcão. Depois disso, a última fase do percurso de subida é feita em escalada (foi ainda mais emocionante).

 

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Depois a descida.

A descida.

A... desci..da.

 

A descida foi outra conversa. Custou. Mas custou mesmo muito.

 

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A meio do percurso da descida já estava com dores insuportáveis nos joelhos. Sentia algum cansaço, claro, mas as dores eram superiores a tudo. E a partir da estaca 18 (eram perto de 45) o caminho tornou-se inexplicavelmente longo. As descidas sucessivamente íngremes e alguma chuva – na verdade parece que surgiram as 4 estações durante o percurso – tornaram o piso mais escorregadio e fez com que caísse por duas vezes (mas calma, quedas pouco aparatosas, apenas escorregar lentamente e cair com classe ).

 

Não sei se vos vou conseguir explicar, mas chegar à Casa da Montanha, o ponto de partida, foi como ver água no deserto. Aliás, chegar foi muito mais do que isso. As lágrimas de contentamento e de dor, simultaneamente, caracterizaram a entrada magistral na casa da montanha.  Podia mentir-vos, é certo, mas foi precisamente isto que aconteceu. 

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Fanáticos de cronometragem, não fiquei particularmente orgulhosa. Para quem se julgou alpinista de sangue durante a subida, foram cerca de 3,5 horas a subir e 4,5 horas a descer, com direito a 1 hora de almoço, no Piquinho, com vista para as ilhas vizinhas, para o oceano e para as fumarolas do vulcão semiadormecido.

 

No fim, estava tudo bem. Consegui e conseguimos. A Tripix foi, em todos os momentos, espectacular comigo. Incentivou-me naqueles momentos em que temi ficar a viver por lá, entre a lava solidificada e os poucos rastos de verdura. E não sorriam! Naquele momento eu conviva bem com o facto de me tornar a mulher da montanha, já que o resgate é para lá de muito caro. 

 

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Contudo, o A., que me acompanha neste projecto (e todos os outros) e incentiva-me nestas loucuras, não sofreu tanto com o desgaste físico, mas tem também uma melhor preparação física do que a minha. Portanto, ao contrário do que li por aqui, cada caso é um caso. E é claro que vocês, se o pretendem fazer também, vão consegui-lo certamente! É claro que há pessoas que desistem, mas essas pessoas não são vocês. 

 

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Geralmente perguntam-me se voltava a repetir a experiência. Até ontem, eu hesitava, mas hoje chegou o momento de dizer que sim. Voltava e pernoitava! Ver o amanhecer no topo do país deve ser uma experiência maravilhosa! 

Esta foi certamente a primeira de muitas experiências a sério deste tipo. Superação, persistência e conquista são as 3 palavras que caracterizam este desafio pessoal e, para mim, foi muito gratificante ultrapassar este objectivo, mesmo com todas as restrições físicas que levava na bagagem. 

 

06
Jun18

Faial, Açores

lady-gazeta

Foi, certamente, a viagem que decidi com maior antecedência. Há quem diga que quem planeia com tempo, poupa na carteira. Levanto algumas dúvidas neste tema, mas não discuto ditados populares. 

Hoje tinha planeado falar-vos somente do Faial, mas tenho necessariamente de enquadrar-vos um pouco melhor sobre esta viagem. O objetivo era conhecer o Faial, claro, mas também outras ilhas do grupo central: Pico e São Jorge.

 

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A antecedência na compra dos voos levou-nos a uma poupança comedida, mas também a uma constante alteração de datas e horários, de acordo com ajustes das Companhias Aéreas. Não espantou, não impactou a viagem, mas na realidade, fez-nos fazer algumas manobras na distribuição de dias por ilha.

Antes de mais, garanto-vos: não é uma viagem ao estilo “cidade europeia”, pois requer algum cuidado no que trata de transporte entre ilhas. E não. Não é como aguardar pelo autocarro, nem o comboio que passa de hora-a-hora, mas sim um barco que limita o tempo de visita a cada ilha. Na verdade, disponibilizávamos de 6 dias, de segunda a sábado, para o coração dos Açores. A matemática básica diria 2 dias por ilha seria perfeito, mas quem viaja sabe que o que há para ver em cada local é que define a permanência em cada ilha. Na verdade, e usando a honestidade como escudo, a actualização de horários da Atlanticoline, na véspera de partir, fez-nos ficar pouco mais de 6 horas no Faial. Viajar é isto mesmo, não é verdade? Lidar com imprevistos e angústias momentâneas e apertar com o acelerador por forma a conseguir viver o máximo no mínimo tempo disponível. Serve este parágrafo para justificar o pouco tempo na ilha e não, não desvalorizarem o tamanho físico que a ilha tem.

 

Notas introdutórias feitas, puxem da cadeira e sentem-se. Vamos falar da viagem ao Faial.

 

Os voos foram comprados com origem em Lisboa e com destino ao Pico. É uma viagem rápida, cerca de 2 horas. O voo não estava cheio e foi a SATA que nos levou até lá. Sem atrasos e sem sobressaltos. Assim que aterramos no Pico urge silêncio. O tapete que nos devolve as malas não reflectia nem metade do agito que levávamos na bagagem. O aeroporto do Pico é um aeroporto pequeno e não faz as hostes da casa.

 

Assim que saímos, nada muda, a não ser o pico. Sim, o pico do Pico: a montanha mais badalada do país, deslumbrante e soberba. Mas não ficaríamos, para já, por ali e guardo estas descrições para mais tarde. O destino, assim que aterrámos, era a ilha do Faial. Há táxis na saída do aeroporto que nos levariam até ao Porto de Madalena, onde podíamos embarcar, em direcção à Horta. Taxista foi simpático, acolhedor e falador. Os açorianos ainda não se irritaram com o turismo e a hospitalidade é a palavra de ordem em todas as ilhas visitadas. O Porto de Madalena é pequeno e acessível. Fica mesmo no coração da vila e, notem, 20 minutos antes de embarcar é o tempo suficiente para efectuar o checkin, (nesta época, claro).

 

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Portanto, a sensação de tranquilidade mantém-se. O cenário muda quando o barco sai do porto. A viagem entre o Pico e o Faial é atribulada: o mar estava batido e o tempo pouco simpático. Não havia baleia que nos quisesse dar as boas-vindas. Sem enjoos, ainda assim.

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Para o Faial levávamos um plano quase naziIstoisto e depois aquilo. Faltou, realmente, definir horas. Mas não somos de horas. Azar o nosso. Assim que recebemos o carro e fomos almoçar ao Genuíno e percebe-se rapidamente que 6 horas jamais seria um objectivo tangível para se conhecer o Faial. O restaurante fica na baía de Porto Pim, que por si só nos agarra à vista que tem. E o restaurante tão recomendado tem razão de o ser: comida deliciosa, vista deliciosa. E sobremesas? Para também ser deliciosa recomendo uma conversa com o senhor Genuíno, velejador de duas voltas ao mundo, sozinho. A decoração do restaurante reflecte todos as lembranças que trouxe dos 4 cantos do mundo. A simpatia e a honestidade com que falou das duas aventuras, fez-me querer ficar ali, a ouvi-lo, como se estivesse a assistir, ao vivo, a um dos relatos de Sexta-Feira e a Vida Selvagem.

 

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E nisto, o plano derrapou. Pé no estribo com destino à Caldeira, no centro da ilha. O nevoeiro não baixou e as expectativas também não. Assim que chegámos, a vista tira-nos o fôlego. Verde, tudo verde. As fotografias não deixam mentir.

 

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E depois, depois o Vulcão dos Capelinhos. Tornou a ilha maior e, cá entre nós, senti-a crescer ainda mais quando as horas para o barco começaram a reduzir descompassadamente.

 

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Continuámos, a galope, na nossa TO-DO list. Parávamos em miradouros, para a foto rápida, sem grandes técnicas. Agora que olhamos: não precisam sequer de retoques. Fotos que parecem quadros. Abençoadas vistas.

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A Vila da Horta é enternecedora. É indispensável uma passagem rápida no Peters. O turista ocupa todas as mesas do café – é, sem dúvida, uma ilha viva. E o porto, um dos maiores do nosso país, está repleto de veleiros e velejadores. Todos eles, dizem, deixam uma marca no muro do porto. Como não gostar? Como não querer ficar mais?

 

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O nordeste da ilha foi-nos quase que omitido. Uma falha, diz certamente quem lá vive. Tranquilizem-se faialenses: sou das que volta aos locais onde fui feliz.

Às 19h já o barco emitia o sinal sonoro de partida. A alma estava apaixonada, mas o mapa não estava checked. Acontece a todos, não é verdade? Mas trouxe a conversa com o Genuíno. Valerá por quantas paisagens?

 

Posteriormente, deixo-vos um roteiro, mais referências, outros conselhos, como sempre.

Sim, vocês já me começam a conhecer: jamais conseguiria partilhar um plano sem uma demonstração de afecto por um destino que me foi tão querido, por mais curto que o encontro tenha sido.

 

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Próxima paragem? São Jorge. Fiquem por aí. 

26
Mai18

Amesterdão em 3 dias

lady-gazeta

Este roteiro já está prometido há algum tempo, a vosso pedido nas redes sociais e... voit lá! Cá está ele!

O que ver e fazer em Amesterdão? 

 

Amesterdão foi o último destino de 2016, em Dezembro. E foi uma das viagens com maior logística envolvida que já fiz. Éramos 10 amigos em viagem e todos sabemos que gerir 10 expectativas não é situação trivial. Mas valeu toda a logística investida!

Bom, a parte mais bonita, e também sentimental da viagem, já vos falei, na à lá minute. Sugiro-vos que leiam entretanto, porque a intenção, para hoje, é deixar-vos um roteiro, mais pragmático e também, estou certa, mais útil.

 

Posto isto, os bilhetes de avião foram comprados no final do Verão (creio que em Setembro). E o alojamento foi marcado ligeiramente depois (finais de Outubro). 

A antecedência foi essencial para nos garantir uma viagem barata, mesmo sendo durante o mês de Dezembro.

 

E depois, não muito mais tarde, o planeamento da viagem

Querem ver o resultado? Ora cá vai!

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O planeamento está divido em duas partes: manhãs e tardes, sendo que a linha vermelha representa a hora de almoço.

Há locais que foram vistos apenas de passagem, como a Praça Dam ou a Magna Plaza, outros que nos levaram mais tempo, como os museus de Anne Frank e da Heineken (sim! falamos de museus que valem muito a pena).

 

A'dam Toren também recomendo: pela vista que temos para a cidade e pelo próprio edifício arrojado (que contrasta com restante cidade).

 

Como não vos quero enganar, atentem na vista da A'dam Toren, mesmo com chuva e neblina:

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Dentro do edifício, podemos encontrar uma réplica, feita em escala, que encanta miúdos e graúdos:

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A estação Central, mesmo no início do nosso plano, merece muito mais destaque do que aquele que tem. As cores, a imponência e a beleza fazem da estação, um marco da cidade. No topo da fotografia abaixo podem ver algumas das decorações de Natal, que ornamentavam as ruas da cidade. Em Dezembro, ainda assim assim, esperava mais luz, admito. Os canais estavam iluminados, sim, mas muito timidamente.

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Contudo, desenganem-se se vão à procura de luz e mercados de Natal em plena cidade em vez de flores coloridas a declamar primavera. É que, mesmo em Dezembro, as bancas enchem-se de cor. As tulipas continuam em todo o lado. Um encanto:

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Tal como as flores, os cheiros das ruas não deixam ninguém indiferente. As casas também não. Se esperam uma arquitectura simétrica, preparem-se para o oposto. Algumas das casas junto aos canais estão inclinadas, como se adormecessem aos ombros das suas laterais. Ora vejam:

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E, claro, não podia faltar a fotografia típica sobre os canais. Ao pôr-do-sol estas fotografias tornam-se mágicas. 

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Bem, na realidade, é impossível uma fotografia ficar menos bem. 

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Os parques da cidade vestiam-se de castanho e, mesmo com a chuva intermitente, não deixam de representar uma cena de um daqueles filmes que vemos durante o Natal:

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 E o que não pode faltar? A visita ao I AM AMESTERDAM, mesmo em frente ao Reikjsmuseum, apinhado de gentes. Faz parte, como dizem. Especialmente perto do Natal, quando há pista de gelo:

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Despedimo-nos da cidade com a visita a um moinho, ligeiramente mais afastado do centro da cidade, mas facilmente acessível utilizando a bicicleta:

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 E agora vamos a custos

Não foi uma viagem cara, muito devido à antecedência com que comprámos os voos e marcámos o alojamento.

Para vos mostrar que realmente não excedemos o plafond de escapadinha europeia, deixo-vos a típica tabela de gastos:

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Naturalmente, faltam os outros custos: alimentação e souvenirs, mas os valores não diferem de outras capitais europeias (e depende dos gostos de cada um). 

Certamente que também vão questionar o "Combi Ticket", que não é nada mais do que o combinado de bilhetes para o Museu de Heineken + o passeio de barco pelos canais + a entrada na Adam Tower. Os preços para a Anne Frank Museum e o Combi foram adquiridos com o desconto de Cartão Jovem. Poupámos perto de 50% do valor total dos bilhetes. Portanto, se têm menos de 30 anos, aconselho-vos vivamente a fazê-lo! E não se preocupem, é um cartão que podem usar cá, em Portugal, como em outros países europeus! (Acabámos por voltar a usá-lo em Guimarães, na entrada do Castelo e mais recentemente na entrada do Oceanário, em Lisboa).

 

Como já é habitual, deixo-vos um resumo de informações úteis sobre a viagem até Amesterdão!

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 E sobre Utrecht, perguntam vocês? É certamente um tópico fabuloso para a rúbrica Hot Spot! 

 

Este roteiro foi-vos útil? Então não se esqueçam de partilhar com os vossos companheiros viajólicos! 

21
Mai18

Em Amena Com... João e Vanessa

lady-gazeta

Ele é de bits e bytes e, agora que escrevo e penso, meu amigo há mais de 10 anos. E ela, bom, ela é a verdadeira corajosa.

Acabaram com as rotinas, com as regras socialmente correctas, com o tem-que-ser imposto por um emprego estável, para abraçar um desafio: conhecer o mundo enquanto trabalham remotamente.

Viveram um ano na Austrália e voltaram recentemente para matar saudades dos seus e relembrar o quão bom também é ser português.  Entretanto partiram novamente. O sol pede mediterrâneo e partiram para a Grécia. Irão viver por lá durante alguns meses. E depois? Depois logo se vê.

Para não ficarem muito vaidosos não lhes digo, mas cá entre nós: admiro-os para xuxu por serem assim, livres. Mais do que isso: admiro-os por arriscarem viver novas culturas e lidarem com o melhor e o pior que outros países oferecem. Não é para todos, amigos.

 

Vamos lê-los?

João Vanessa sentem-se. A casa é vossa.

 

Vamos começar do início. A pergunta básica: por quê Austrália? 

Pela facilidade de obter visto e trabalho, por algumas (boas) referências de amigos e conhecidos, e pela curiosidade por esse país longínquo que quase nunca faz parte dos planos de férias por ser tão difícil lá chegar. 35h de voo? Convém ir um ano para valer a pena!

 

A ideia era conhecer tudo, numa altura em que ainda não tínhamos bem noção da dimensão da coisa . Acabámos por conhecer muito bem Melbourne, que também serviu de base para explorar a Great Ocean Road, dar um saltinho em Adelaide e, como gostamos de Vinho, conhecer as regiões vinícolas de Rutherglen e Beechworth.

 

Depois, fomos para bandas mais solarengas, em Queensland. A caminho fizemos umas mini-férias em Sydney (não podia faltar, claro). Ficámos primeiro na Gold Coast, a um quarteirão da praia, e terminámos em Brisbane. Deu tempo para explorar toda a zona circundante que tanto oferece praias intermináveis (com surfistas intermináveis) como florestas tropicais cheias de wildlife e árvores gigantes! A meio, um saltinho aos trópicos: Whitsunday Islands, onde só se vai à água com um fatinho anti-alforreca.

 

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E o que mais vos surpreendeu?

Acima de tudo, a simpatia e openness dos locais; Australianos e não só, principalmente em Melbourne, que é um melting pot de culturas e nações, onde ninguém se sente a mais.

 

Surpreendeu também o gosto e orgulho por "fazer bem" e apresentar qualidade em tudo. Para quem vem de um país e cultura onde o "desenrasca" serve de recurso demasiado frequente, é refrescante deparar com uma atitude absolutamente contrária.

 

É difícil explicar: são os transportes públicos bem organizados e limpos, as tours turísticas que incluem tudo e mais alguma coisa e ainda perguntam como melhorar a experiência no fim, os cafés e restaurantes excelentes e únicos por todo o lado, as aldeias que à entrada anunciam: "Prémio de Aldeia mais Arrumadinha de 2016".

 

O que mais vos desagradou?

Ser tão longe do resto do mundo! E mesmo lá dentro, é tudo longe de tudo, se não fossem os voos domésticos baratos teríamos passado a vida no carro. 

 

Consideram Austrália ser um bom país para viver?

Sem dúvida. Rapidamente se percebem os consecutivos prémios que Melbourne arrecada de melhor cidade para viver do mundo, mas o resto da Austrália não fica muito aquém. A simpatia do povo, a qualidade dos serviços e transportes, a diversidade de culturas, a abundância de actividades, locais para visitar, o clima… é difícil não gostar. 

 

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É um país caro para viver no dia-a-dia?

Com um ordenado Australiano, não. É tudo mais caro do que em muitos lugares no mundo, mas ganha-se em proporção (talvez um pouco mais, até). Além disso, uma vez que o país é rico e a qualidade de serviços alta, as opções low-cost são melhores e mais variadas do que em países mais baratos. Por exemplo, entradas em museus e edifícios históricos são quase todas grátis.

 

E as saudades? Têm-nas, mas como fazem para ultrapassá-las?

Temos pois! Vamos falando com as pessoas pela internet que, felizmente, facilita muito o problema da distância. Depois, tentamos recriar algumas coisas: houve 3 tentativas, de variado sucesso, de fazer pastéis de nata. Fizemos também bifanas! Por fim, tivemos visitas de amigos e familiares, que ajudaram muito a aguentar as saudades.

 

O que sentiram quando regressaram a Lisboa, sabendo que já não voltariam à Austrália?

A hipótese de voltar à Austrália não está excluída! Pelo contrário, há vontade de visitar o muito que ficou por ver, desde o outback aos Northern Territories e as praias do Oeste! Por isso nunca houve bem a sensação de saber que não íamos voltar.

 

Dito isto, houve emoção ao voltar após um ano. Partilhamos o feeling de ver e experienciar tudo de novo, de vermos e aproveitarmos melhor o que antes estava lá e que dávamos por adquirido: a arquitectura antiga de Lisboa, o sobe e desce das ruas, os pastéis de nata com um café, a gastronomia! E claro, os amigos e família a quem damos um valor redobrado pelo tempo que tivemos afastados.

 

E agora a Grécia? 

Escolhemos a base em Atenas, no fundo gostamos os dois de cidades. Já fizemos umas férias onde demos um saltinho em Creta (zona Oeste apenas, a ilha é enorme), em Mykonos e Santorini. Ainda não temos planos concretos de sítios para visitar, mas a zona sul de Creta é um destino provável (a comida nesta ilha é qualquer coisa), os mosteiros e ruínas no interior da Grécia continental, e umas outras quantas ilhas que ainda não escolhemos: como na Austrália, não vai dar para ver tudo. 

 

Quais as primeiras impressões? Alguma surpresa relativa ao estilo de vida? Alguma situação caricata?

Tem sido peculiar! Sentimos alguma distância dos locais que talvez já andem um pouco fartos de turistas que só vêm cá para ver ruínas e casas lacadas. No entanto, depois de alguma troca de palavras e de puxarmos à simpatia, as coisas aquecem.

Sentimos uma grande hospitalidade tanto em restaurantes como em casas onde temos ficado.

 

Uma surpresa: é comum os restaurantes oferecerem qualquer coisa no final da refeição, seja uma mini sobremesa ou um copinho de aguardente, ou ambos! Já começámos a chamar-lhe o "souvenir" dos restaurantes e a sentir falta nas raras ocasiões em que não há. Depois de algum vinho da casa do bom, houve até quem já tenha perguntado à maître d' se havia souvenir! Tivemos sorte: mousse de limão. Já dizia o meu avô, quem não chora não mama! 

 

Que conselho deixariam a pessoas que, como eu, têm medo de arriscar?

Nunca vão ter tão pouco a arriscar como agora… há que aproveitar enquanto é fácil. 

 

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Obrigada João e Vanessa. É um gosto ter-vos por cá!

 

Espero que tenham gostado tanto de os ler como eu gostei. Aproveitem para acompanhar o Instagram de ambos. É fabuloso! 

 

Aconselho-vos a espreitar e a seguir:

João: https://www.instagram.com/ferreira.rocks/

Vanessa: https://www.instagram.com/twikah/

 

 

Obrigada leitores!

 

17
Mai18

Entradas Grátis Zoomarine by NAU

lady-gazeta

O grupo NAU Hotels & Resorts está a oferecer entradas no Zoomarine aos clientes que realizem reservas para o Verão através do site ou da central de reservas do grupo, até 31 de Outubro.

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Note-se que as estadias devem ser de sete ou mais noites e a oferta é válida para todos os hóspedes incluídos na reserva.

Os hotéis abrangidos são:

  • Salgados Palace, Salgados Palm Village;
  • Salgados Dunas Suites;
  • Vila das Lagoas;
  • Morgado Golf & Country Club;
  • São Rafael Suites;
  • São Rafael Atlântico;

 

Nunca é demasiado tarde para ter um pretexto para visitar o Zoomarine, não é verdade? Toca de aproveitar! 😊

 

 

13
Mai18

Fuerteventura | 129€ | Ida e Volta

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Destino novidade aqui no Amena. 

Bom tempo pede praia e Fuerteventura é sinónimo disso mesmo.

 

Datas: 23 a 29 de Maio

Partidas: Lisboa

Escalas: Sim (uma delas nocturna)

 

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Link da pesquisa: https://www.google.pt/flights?lite=0#flt=LIS.FUE.2018-05-23.LISMAD0UX1152~MADLPA0UX9172~LPAFUE1UX9431*FUE.LIS.2018-05-29.FUELPA0UX9434~LPAMAD0UX9165~MADLIS1UX1159;c:EUR;e:1;sd:1;t:f;sp:.EUR.12860*.EUR.12860

 

Bom proveito!

 

11
Mai18

Dicas de viagem: Rússia [Mundial 2018]

lady-gazeta

Há por aí algum interesse em viajar até ao Mundial 2018, na Rússia?

Bom, eu não precisava do mote Mundial para conhecer a Rússia, mas já que estamos a falar do tema, Lady-Gazeta descobriu que há um manual de dicas para lá chegar em segurança e aproveitar tranquilamente.

 

A AirHelp (https://www.airhelp.com), que visa ajudar-nos no que toca a problemas de reembolsos com as Companhias Aéreas e Aeroportos, alargou a sua boa-vontade às dicas para o Mundial.

Todos sabemos que, no final, o que interessa é golos na baliza do adversário mas, em contexto, de viagem, o que interessa é uma viagem sem sobressaltos.

 

Introdução feita, vamos a detalhes. O Guia está dividido por temas: transportes, alojamento, acesso à internet e passaporte e inclui dicas como a antecedência com que os passageiros devem chegar aos aeroportos russos, os procedimentos no controlo de segurança ou sobre as companhias aéreas low cost e transportes na Rússia. As dicas são genéricas mas muito eficazes aquando um evento megalómano como este.

 

As dicas estão em formato vídeo – dinâmico e apelativo, por sinal – que vale a pena ver antes de partir!

 

Como o Amena é amigo, fornecemos também os links diretos para vos facilitar o trabalho:

  

Porquê a relevância desta notícia do Amena? Porque algumas dicas não servem apenas para o Mundial, mas devem estar sempre na mente de quem viaja.

Façam bom proveito e que chovam golos que alimentem a festa!

 

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09
Mai18

Trilhos: Convento dos Capuchos - Santuário da Peninha

lady-gazeta

Não há grandes dúvidas, queridos leitores: para além do prazer que o Amena tem em partilhar promoções, dicas e viagens, no mundo do laurear-a-pevide, agora tem o prazer de partilhar alguns dos trilhos que vai fazendo ao fim-de-semana.

É certo que isto de caminhar por aí tem um objectivo (que vão perceber no final do mês), mas o gosto aumenta a cada trilho concluído. Soou bonito, não foi?

Agora não se admirem que, às tantas, estamos a subir os Pirinéus. 

 

Vá, agora, sem exageros. 

 

Este Domingo, quem seguiu o Instagram, acompanhou de perto uma nova caminhada: Convento dos Capuchos – Santuário da Peninha

Desde já vos garanto que não é uma caminhada fácil. A subida é acentuada, mas a vista… bom, a vista é soberba.

Para mim, esta caminhada, está no topo das favoritas: o verde, os caminhos de terra batida, o contacto com a natureza dá o boost mais do que necessário para conhecer o que temos aqui tão perto.

 

A não esquecer:

  • Calçado apropriado (a descida em direcção Adro-Nunes é acidentada (pedra solta) e por isso nada de levar o sapato que serve. Deve ser calçado resistente.)
  • 1,5l de água
  • Barritas energéticas
  • Máquina Fotográfica

 

A Flora que vão encontrar:

  • Eucaliptos
  • Madre-Silva
  • Carvalho-Negral
  • Urzo
  • Azevinho, etc...

 (Sim, admito!, sou apaixonada por flores, plantas, etc)

 

Para complementar, deixo-vos o percurso: inicialmente é feito em estrada (2km) o restante é feito em terra batida.

 

 

A fase final até chegar à Peninha é a mais difícil: a subida é mais íngreme e exigente. A descida, consequentemente, também o é. 

 

 

Tipo de Percurso: Circular

Piso: Montanha (terra batida e estrada)

Distância: ~14km

Duração: 3h15m

 

De resto (e para vos convencer que Domingos de sol podem ser passados em caminhada) deixo-vos algumas fotos do périplo.

 

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Espero que tenham a possibilidade de fazer este percurso e que o partilhem entre família e amigos! 
Até já! 

A Lady-Gazeta

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