Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

Amena Cavaqueira

O Amena não tem o melhor nome para blogue de viagem e lady-gazeta não é o nome de autor mais credível para uma blogosfera de gente séria, mas estamos bem com isso. Somos sempre mais do que bons viajantes e bons nomes.

28
Fev18

Recife, Estado de Pernambuco

lady-gazeta

É, possivelmente, o destino mais carimbado no passaporte de lady-Gazeta.

O Recife, capital do Estado de Pernambuco, tem uma localização privilegiada no nordeste brasileiro entre Natal e Salvador, com uma temperatura média que varia entre os 27ºC e os 30ºC durante todo o ano. Escusado será dizer que, quanto a bagagem, nada temam: t-shirts, calções, o fato de banho e o protector solar factor 100 é tudo o que precisam. :)

 

Partilhar um simples roteiro sobre Recife, sem grandes descrições, é demasiado injusto para um destino que me é tão familiar. A primeira vez que lá fui, possivelmente, ainda não andava. Na realidade, nem eu andava, nem o Brasil. Era um destino que tinha tanto de exótico como de pobre. Mesmo pobre. Mas, entretanto, a situação foi gradualmente melhorando. E as memórias também. Portanto, hoje, vou tentar resumir o essencial sobre o Recife. Posso tentar? :)

 

 IMG_4652.JPG

 

Antes de mais: a cidade de Recife não tem a beleza exótica como outros tantos destinos paradisíacos. A cidade de Recife é diferente.

A praia da Boa Viagem é a praia mais badalada da cidade e onde o areal, como nas restantes praias do mundo, é cada vez mais reduzido. No entanto, em extensão, perdemo-la de vista (mais de 7km) com uma orla preenchida por arranha-céus que caracterizam tanto a cidade quanto o recife, que se evidencia aquando a maré baixa.

Durante o dia (e a partir da madrugada) os vendedores ambulantes percorrem todo o areal (e também o mar!) com carrinhos de mão que vendem música, gelados, marisco e, acima de tudo, alegria. Os negócios são feitos ali, com total despreocupação.

IMG_5622.JPG

Um olhar para o produto que vendem é o passaporte directo para uma excelente campanha de marketing do vendedor. São exímios no poder da venda (e, geralmente, conseguem levar a melhor).

 

IMG_1457.JPG

 

As manhãs são geralmente passadas na praia com água de coco, Skol (cerveja) e queijo na brasa. O apoio de praia fornece tudo: as cadeiras, as mesas, os chapéus e raramente cobram por estes utensílios caso haja consumo. (Devem informar-se antes de avançarem para uma espreguiçadeira). 

O dia vai passando e a maré sobe. O brasileiro vai embora, mas o turista fica. O recife esconde-se na subida da maré e as placas que alertam o perigo de tubarões começam a fazer sentido. Há que ter alguns cuidados: com o tubarão e com o sol, que queima, mesmo à sombra. Assim se passa um dia de descanso (ou, com tanto agito, "descanso comedido") em Boa Viagem

E, no calçadão, ao final do dia, os brasileiros e bares (semelhantes a casas de colmo) dão o movimento à avenida mais conhecida do estado de Pernambuco. Alguns (muitos!) correm ou caminham no calçadão - por lá o desporto é rei -  outros (não muitos!), nos bares, observam com uma cerveja, como bem dizem, bem géla-dji-nha

É impossível não apreciar esta azáfama que dura até anoitecer. As noites, por sua vez, são mais calmas: a peladinha na praia coloca dezenas de jovens a jogar futebol ou vólei, mas no calçadão há menos gentes. Por questões de segurança, a partir das 22h, não é recomendável passear no calçadão (nem em ruas menos iluminadas) de Recife. Há que respeitar.

 

Perguntas finais:

 

Se, mesmo com estas restrições de segurança, vale a pena conhecer Recife? 

Claro que sim!

 

Visitar a cidade de Recife, sem visitar outras praias, outras regiões, vale a pena?

Recife é muito mais do que o que está descrito aqui. 

Assim sendo, podem (devem) também visitar Olinda, a ~10km do centro de Recife. Olinda é uma cidade colonial, outrora centro da indústria da cana de açúcar, fundada por portugueses, e onde as casas, conventos e mosteiros estão pintados com cores vivas.

E devem SIM! visitar outras praias, outras regiões. Fiquem atentos, porque vou dar-vos razões para não perderem de vista outras praias. 

 

Como já é habitual, vou deixar algumas recomendações para vós.

 

ALOJAMENTOS

Quanto aos alojamentos recomendo hotel. Segurança, comodidade, muita oferta e preços acessíveis são factores decisivos nesta escolha. As reservas são geralmente feitas a partir do Booking. 

Em todos eles, os pequenos almoços são banquetes. A mesa da fruta (abacaxi, manga, melancia, goiaba, maracujá....) é geralmente a mais apreciada (no nordeste a fruta é especialmente mais doce!).

A localização dos hotéis é fundamental - especialmente no Brasil - onde devem evitar os transportes públicos dado o clima de insegurança que neste momento assola o país. Posto isto, recomendo a utilização de Táxi (devem tentar obter o contacto de algum taxista recomendado previamente para vos levar do aeroporto ao hotel).

 

RESTAURAÇÃO

Quanto à restauração, recomendo o restaurante Chica Pitanga, muito perto da feira de artesanato (que também deve ser um must see na visita à cidade).

 O restaurante Sal e Brasa também é recomendado, embora mais caro. O artesanato é o ponto forte do Brasil: desde pinturas a brinquedos mais simples, não há como os brasileiros nesta arte. 

 

CUSTOS

Para já, vamos ficar por uma simulação de custos de férias em Recife, para 7 noites:

 

Voos (Ida e Volta)  600,00 €
Alojamento
Hotel LG Inn
318,00 €
159,00 €
Hotel Vila Rica416,00 €208,00 €
Hotel Grand Mercure587,00 €293,00 €
Total  759,00 €

 

 

Os valores da última coluna representam o total para 1 pessoa e estão contemplados quartos "Quarto Twin Standard" (e, alguns deles, com pequeno almoço incluído no valor acima citado).

Os voos e alojamentos foram calculados de acordo com a plataforma google flights e booking para as datas: 14 a 21 de Abril.

Os outros gastos, como refeições e deslocações, não estão contemplados nesta simulação (varia de pessoa para pessoa).

 

E, por fim, o que não podemos mesmo esquecer antes de partir para Recife, lady-Gazeta? 

O espírito de festa.

IMG_4797.JPG

 

Por hoje, é tudo! 

Obrigada por esta Amena! 

 

P.S.: Não se esqueçam de acompanhar o Amena no Instagram (surgirão fotos deste destino e de outros espectaculares) em

https://www.instagram.com/amenacavaqueira/ 

04
Abr15

E mais Brasil.

lady-gazeta

Ai o Brasil.

Dizem que quando é amor, é assim mesmo: passam os anos e o sentimento fortalece. 

 

Aterrei em Recife, pelas 21h e, desta vez, esta cidade foi só de passagem. O primeiro destino foi João Pessoa(JP) a 3 horas de carro de Recife. A noite já ia com 4 horas e apanhar táxi para 3 horas de viagem fez parte do desafio. No encontra e não encontra táxi (previamente contactado e recomendado) lá seguimos até JP. Viagem atribulada, com uma perseguição que nos deu coragem para 6 dias de Brasil, lá chegámos seguros ao hotel Verde Green. Pois é, ir ao Brasil também é correr riscos e em 20 anos, correu sempre bem. Dizem que é sorte, mas eu prefiro acreditar que é amor recíproco entre nós. Do hotel em JP guardo comigo o bom o pequeno almoço, a limpeza, o sossego e a maravilha de conforto das camas e almofadas. Embora fique na primeira linha da praia, é uma zona pouco recomendada a banhos, por falta de areia e insegura. No entanto, nada que uma boa caminhada, de 500m, não resolva. JP já não era novidade para mim, mas nota-se um desenvolvimento que me deixa pasma perante a crise que o Brasil começou agora a atravessar. Mais agito, mais perigo. O que me cativou há uns anos - a paz, deixou de ser característica daquela cidade. Soube bem, mas souberam muito melhor os últimos 4 dias: Pipa. Da estadia em Pipa guardo as melhores recordações muito alentadas pelo alojamento no hotel Ponta do Madeiro (a 2 horas de carro de JP). Com uma vista soberba sobre o mar, refeições deliciosas, simpatia inata dos funcionários e a fauna/flora que nos rodeavam foram razões mais do que suficientes por me perder de amores (e olhem que é fácil) na praia de Timbau do Sul. Quanto a Pipa como "cidade", considero-a das cidades turísticas mais portuguesas, muito ao nível da rua da Oura. Gente gira, marcas caras, restaurantes fash e noite, tudo juntinho. Beleza? Natural sim, mas pouco investimento em infra-estruturas, nomadamente edifícios e estradas, tal como restante nordeste brasileiro. Por fim, regressámos a Lisboa com uma breve passagem por Natal, onde conhecemos um novo aeroporto, com uma infra-estrutura gigante, para o acolhimento de 4 companhias aéreas. Eles por lá reclamam e sabem, cá entre nós, têm muita razão. 

 

Resumidamente, estes dias foram os dias que eu precisava: descanso, praia, sol e conhecer, conhecer, conhecer...

Agora resta-me desengravidar de comida. :)

11
Jan15

Cheguei há uma semana...

lady-gazeta

…do Brasil!

 

Visito o Brasil como quem visita o Algarve. Sinto-me uma privilegiada por poder fazê-lo, embora isto cause espécie a muita gente. Não me interessam lá muito essas comichões alheias. Faço a minha festa vaidosa antes de ir, meto a viola no saco e rumo até ao outro lado do Atlântico, tocar noutro género de freguesia.

De lá venho muito cheia, muito preenchida, muito arejada. Vejo e relembro outras realidades. São 25 anos de um Brasil a mudar e a evoluir (facto evidente nos últimos 7 anos). Neste momento, vejo um Brasil cada vez mais virado para o Brasileiro e menos para o Europeu. Agora, quem é turista é o brasileiro dentro do seu próprio país (ou continente? :))

Desta vez fui para Recife, no nordeste. Praia, praia, praia. Seis horas de praia por dia. E descanso. E ler. Se vocês precisam de um retiro espiritual, eu já não tenho duvidas e o que preciso mesmo é de praia.

A praia da Boa Viagem, no Recife, é a praia mais caricata que eu conheço. Os vendedores fazem o seu negócio com ostras, camarão, camisolas, bonecos de plasticina, mangas, abacaxis num saco (ai asae, asae…), sopa. Tudo é vendido. Tudo mesmo.

Na verdade, a não ser o meu pai, acho que mais ninguém que conheço gosta daquela praia. Eu, ainda que não ame de paixão, reconheço o encanto do movimento daquele areal. Mas não, não é uma praia paradisíaca. É o agito e a insegurança que conquista (quem disse que é a segurança que nos dá alento e nos prende?).

Eles impõem a Ordem e Progresso, mas sempre que chego à praia, vejo uma realidade ainda tão tão tão pobre. Mas lá está. Portuguesismos, talvez. Negativismo. Ouvindo este desabafo, um rapaz disse, uma vez: eu que me queixava de não ter sapato encontrei um moço que não tinha pé, viu minina? E acho que é isto o que nos falta por cá. O nosso espírito queixoso (e contra mim falo) angustia-nos permanentemente, impedindo, por vezes, de alcançar determinados objectivos. Tal como eles têm que aprender muito connosco, Europa, nós também temos muito que aprender muito com eles, brasileiros.

Sim amigos, é-me inato este carinho pelo Brasil. Mea culpa, reciprocidade! É que sinto que o Brasil também não me é indiferente! :p

 

E assim se começa mais um ano, companheiros de amena! Sei que continuam por aí. A minha ausência foi flagrante e eu com tanto para vos contar… #perdoai-me!

 

Ah! Afinal, mandem vir um chá bem quente, por favor, que este frio não pede cerveja!

A Lady-Gazeta

Siga-nos no Facebook!

O Amena pertence a...

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar